quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

PARA 2011


Douglas Menezes*

Dedico este artigo às cadelinhas lá de casa: Pâmpi e Sacha. Como são humanas!

Nada como um ano atrás do outro, para acontecer tudo de novo.

Dia trinta e um de dezembro: um dia como outro qualquer. Apenas a simbologia humana o diferencia, como algo mágico que encerra um ciclo. É esperança ilusória, mais das vezes, de dias melhores. Na verdade, o mito, a fantasia, por necessidade, alimenta os sonhos a serem plenamente realizados. A indústria do consumo é especialista nisto: ”muito dinheiro no bolso, saúde pra dar e vender”.. E sabemos nós que a maioria não terá nem uma coisa nem outra. O modelo vigente não permite mudanças: o rico continuará rico, e o pobre seguirá seu destino periférico, coadjuvante de um sistema excludente.

Pessimismo? Nem tanto. A história humana ainda confirma o que afirmamos. O capitalismo joga para as pessoas a utopia de ser igual a quem tem. É o ”você vai conseguir”. A embriaguez do dia trinta e um e a ressaca do dia dois universalizam a frustração de que tudo vai ficar como antes. Lógico, dando o desconto de que há honrosas exceções. Tedioso o falso cumprimento de Feliz Ano Novo, com direito a lágrimas de crocodilo. Claro, retirando, daqui, os raros e sinceros votos das pessoas queridas. Indivíduos especialistas em maltratarem, anos afora, os humildes, vassalos seus pelos azares da vida, de repente transformam-se em guardiões e futurólogos da felicidade alheia, realizando hipócritas e fraudulentas confraternizações. Por isso, durmo cedo no último dia do ano. Evito, assim, os abraços formais, ensaiados e mecânicos. Bebo e como no dia primeiro como num domingo qualquer. Aliás, prefiro o meio ano, onde a autenticidade fala mais alto. O forró é mais autêntico e puro que as engravatadas canções de dezembro, embora belas e cultas.. O inverno ilude menos que o verão..Ele se aproxima mais da realidade humana.

Mas, enfim, não imagine, homem, ser apenas angustiosa e negativa minha concepção de vida. Só acho que uma passagem de ano não muda as pessoas. O novo momento virá quando os corações, as mentes, as ações dos homens mudarem para espelharem na alma a sincera visão transformadora da vida, forjando um novo mundo de fraternidade. É a prática feita no presente, em cada momento. E isto não depende de ano, mês, dia ou hora.

* Douglas Menezes é escritor cabense e membro da Academia Cabense de Letras. Novo, com direito a lágrimas de crocodilo. Claro, retirando, daqui, os raros e sinceros votos das pessoas queridas. Indivíduos especialistas em maltratarem, anos afora, os humildes, vassalos seus pelos azares da vida, de repente transformam-se em guardiões e futurólogos da felicidade alheia, realizando hipócritas e fraudulentas confraternizações. Por isso, durmo cedo no último dia do ano. Evito, assim, os abraços formais, ensaiados e mecânicos. Bebo e como no dia primeiro como num domingo qualquer. Aliás, prefiro o meio ano, onde a autenticidade fala mais alto. O forró é mais autêntico e puro que as engravatadas canções de dezembro, embora belas e cultas.. O inverno ilude menos que o verão..Ele se aproxima mais da realidade humana.

Mas, enfim, não imagine, homem, ser apenas angustiosa e negativa minha concepção de vida. Só acho que uma passagem de ano não muda as pessoas. O novo momento virá quando os corações, as mentes, as ações dos homens mudarem para espelharem na alma a sincera visão transformadora da vida, forjando um novo mundo de fraternidade. É a prática feita no presente, em cada momento. E isto não depende de ano, mês, dia ou hora.

* Douglas Menezes é escritor cabense e membro da Academia Cabense de Letras.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

CHEGOU O NATAL


A glória da amizade não é a mão estendida, nem o sorriso carinhoso, nem mesmo a delícia da companhia. É a inspiração espiritual que vem quando você descobre que alguém acredita e confia em você.

FELIZ NATAL E UM ANO NOVO DE LUZES

SONETO NATALINO
Vera Rocha

Nesta noite iluminada
Cheia de cores vibrantes
Quero endereçar esta mensagem
Ao Divino Aniversariante

Dizer que a Esperança
Em meu coração se renova
Ao ver no rosto infantil
O sorriso, por um mimo que aprova

Hoje é só festa e riso
O estômago vazio foi esquecido
O brinquedo engana a alma ultrajada

Permita Mestre de Luz
Que homens e mulheres lembrem
Que todos os dias Nasce Jesus

Vera Rocha é educadora e membro da Academia Cabense de Letras.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

RACHEL DE QUEIROZ


Rachel de Queiroz nasceu em Fortaleza em 1910. Já havia na literatura brasileira recente um livro em que a seca nordestina era a paisagem na qual transcorria a ação ficcional, mas foi em 1930, com a estréia de uma jovem de 19 anos, que a seca passou a ser não apenas o ambiente mas o próprio personagem da história narrada. Mais do que o personagem, ela se transfigurou num estilo conhecido, então, pela primeira vez: uma prosa árida, despojada, o avesso completo de qualquer possibilidade épica. Livrando-se de todo excesso romanesco, Rachel de Queiroz esteve no princípio do movimento regionalista, um dos mais importantes que o país já teve e que revelou nomes da importância de Graciliano Ramos e Jorge Amado, entre outros. O Nordeste brasileiro tornou-se, enfim, conhecido através de uma voz literária própria. Posteriormente, tendo escrito um romance feminino de formação, trabalhado como jornalista e com forte atuação política, ela se transformou num símbolo das conquistas da mulher brasileira e foi a primeira escritora a entrar para a Academia Brasileira de Letras. Seus romances originaram famosas novelas da Rede Globo. obras

O Quinze (1930)
Caminho de Pedras (1937)
As Três Marias (1939)
A Donzela e A Moura Morta (1948)
Lampião (1953)
A Beata Maria do Egito (1958)
O Brasileiro Perplexo (1964)
Dora, Doralina (1975)
O Galo de Ouro (1985)
Obra Reunida (1989)
Memorial de Maria Moura (1992)
As Terras Ásperas (1993)



FRASES DE RACHEL DE QUEIROZ

"Morrer, só se morre só. O moribundo se isola numa redoma de vidro,ele e a sua agonia. Nada ajuda nem acompanha."

"A Gente nasce e morre só. E talvez por isso mesmo é que se precisa tanto de viver acompanhado."

''Morrer,só se morre só. O moribundo se isola numa redoma de vidro,ele e a sua agonia. Nada ajuda nem acompanha.'' (Autor:Rachel de Queiroz)

''A Gente nasce e morre só. E talvez por isso mesmo é que se precisa tanto de viver acompanhado."

"Quando se houverem acabado os soldados do mundo, quando reinar a paz absoluta, que fiquem pelo menos os fuzileiros, como exemplo de tudo de belo e fascinante que eles foram e as coisas belas que fizeram."

'' ... A gente nasce e morre só. E talvez por isso mesmo é que se precisa tanto de viver acompanhado ... ''

''Doer, dói sempre. Só não dói depois de morto. Porque a vida toda é um doer''. rachel de queiroz

''Cada coisa tem sua hora e cada hora o seu cuidado'' rachel de queiroz

''Fala-se muito na crueldade e na bruteza do homem medievo. Mas o homem moderno será melhor?


quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

1º ENCONTRO ESTADUAL DOS BACAMARTEIROS DE PERNAMBUCO

Integrantes do Ponto de Cultura Bacamarte: tiro de paz


Acontecerá no município de Flores, no dia 11 de dezembro, a partir das 08 horas o 1º Encontro Estadual dos Bacamarteiros de Pernambuco, onde reunirá várias lideranças bacamarteiras para discutir o momento atual vivido pela centenária manifestação cultural de nosso povo.

O Encontro é organizado pela Fundação Ambiental Pedro Daniel e coordenado pelo Dr. Nelson Tadeu, membro da União Brasileira de Municípios.

Na parte da manhã acontecerão as seguintes paletras:

Painel 01 - A Cultura viva dos Bacamarteiros de Pernambuco
Palestrante: Prof. Ivan Marinho (presidente da SOBAC);

Painel 02- Políticas públicas de investimento para a cultura municipal, estadual e fedral das tradições nordestinas dos bacamarteiros.
Palestrante: Diógenes Antônio Gomes;

Painel 03- Os entraves da legislação atual para a cultura dos bacamarteiros.
Palestrante: Nelson Tadeu Daniel;

Painel 04- A aplicação e fiscalização da legislação atual pelo Exército Brasileiro.
Palestrante: 2º tenente Humberto Teixeira.

Na parte da tarde se discutirá o estatuto para criação da Federação Pernambucana de Bacamarte.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

ARRUAR - HISTÓRIA PITORESCA DO RECIFE ANTIGO - MARIO SETTE


Arruar significa passear com ostentação, a pé ou montado, correr as ruas. Embora o autor vivesse “Muito trancado no seu lar, sentindo-se muito bem dentro dele” – conforme revelou, banca, no bom sentido, o arruaceiro do Recife dos tempos antigos.

A história do Recife, nos quatro séculos de evolução, é retratada pelo Professor Mario Sette, com direito e autoridade, neste livro, primeiro volume da coleção Brasil que não Conhecemos ilustrado pelos talentosos desenhistas pernambucanos Luís Jardim e Percy-Lau e com fotografias e fac-similes da época.

Trata-se da segunda edição aumentada do livro (a primeira foi publicada em 1949).

OBS. Livro antigo e raro. Foi mantida a gramática do original.

Arruar – História Pitoresca do Recife Antigo – Mario Sette



Escritor, Mário Sette nasceu no Recife, a 19/04/1886. Foi professor e ocupou vários cargos públicos em Pernambuco. Publicou vários livros, entre os quais: "Senhora de Engenho"; "Ao Clarão dos Obuses"; "A Filha de Dona Sinhá"; "Rosas e Espinhos"; "Maxambombas e Maracatus"; "Seu Candinho da Farmácia".

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

TRÊS EM UM, A FESTA DE LANÇAMENTO DO ANO‏


 



Lojas da Prismarte:



Sites pessoais:

http://roteiristaleo.wordpress.com/

http://www.prismarte.com.br/milson_marins/

http://fotolog.terra.com.br/sanmarcelo

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

ESPERANTO COM VERA ROCHA NO SEXTA DE LETRAS DA ACL


A Academia Cabense de Letras realiza amanhã, na Câmara de Vereadores, a última edição do Sexta de Letras em 2010. O evento literário acontece a partir das 19 horas, e terá como palestrante a acadêmica, poetisa e professora Vera Rocha, que falará sobre o Esperanto, a língua universal.

Na oportunidade a Academia Cabense de Letras prestará homenagem a Ronaldo Menezes e Nelson Almeida, pioneiros na divulgação do Esperanto no Cabo de Santo Agostinho. Após a edição de hoje, a Academia entra em recesso e pretende voltar com um segundo módulo do Projeto Sexta de Letras a partir de março de 2011.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

O DÓLAR AMERICANO


Além de divulgar idéias que atraíam a elite progressista de seu tempo, a maçonaria era também um espaço propício à conspiração política. Ao ingressar na ordem, os integrantes prometiam (e até hoje prometem) não divulgar seus segredos e nem mesmo revelar a nenhum profano (como são chamados os não-iniciados) o que é dito nas reuniões. “As lojas maçônicas eram o lugar ideal para membros da elite de diferentes pensamentos políticos se encontrarem”, diz o pesquisador Jesus Hortal, reitor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Além disso, quanto mais a maçonaria era acusada de ser um local de conspiração política, mais ela era procurada por conspiradores. A proteção das lojas ajudou a garantir o sucesso de um dos movimentos históricos mais influenciados pela organização: a independência americana, episódio que muitos historiadores chamam de “revolução maçônica”.

Benjamin Franklin, um dos grandes responsáveis pela criação dos Estados Unidos da América, era grão-mestre (o líder máximo na hierarquia) na Filadélfia e responsável pela publicação no país do livro Constituições, escrito pelo britânico James Anderson em 1723 e considerado a declaração de princípios da entidade. O líder dos rebeldes, George Washington, e o principal autor da Declaração de Independência, Thomas Jefferson, também eram membros ativos, assim como um terço dos 39 homens que aprovaram a primeira Constituição do país. Os três usaram seus contatos com as maçonarias de outras nações, em especial da Inglaterra, para garantir o sucesso da rebelião.

Há quem diga que a nota de 1 dólar, com seu olho solitário, é inteiramente marcada por símbolos maçons o olho, por exemplo, simbolizaria Deus (leia sobre os símbolos no decorrer da reportagem), coisa que os autores da cédula nunca confirmaram. Reza a lenda que George Washington teria vestido um avental da ordem durante a inauguração da capital, em 16 de julho de 1790, batizada em sua homenagem. Ele ainda teria orientado os engenheiros a encher a cidade de símbolos secretos da entidade. Por exemplo: algumas pessoas identificam o desenho de um compasso unindo a cúpula do Capitólio, a Casa Branca e o Memorial Thomas Jefferson.
A Maçonaria – Símbolos, Segredos, Significado, W. Kirk MacNulty, Martins Fontes, 2007
Arquivos Secretos do Vaticano e a Franco-Maçonaria, José Ferrer Benimeli, Madras, 2007
O Poder da Maçonaria, Françoise Jean de Oliveira e Marco Morel, Nova Fronteira, 2008

CRIANDO A MARSELHESA


Em apenas três décadas, a organização já tinha se espalhado por toda a Europa ocidental e havia alcançado a Índia, a China e a América do Norte. Passou a ser conhecida, respeitada, mas, principalmente, temida. Não era para menos. Ficava difícil confiar em um grupo de homens ricos e poderosos, de diferentes áreas, que se reuniam a portas fechadas, usavam símbolos esquisitos (veja explicações ao longo da reportagem) e faziam juramentos de fidelidade à tal organização e ainda voto de silêncio. Também não ajudou muito o tanto de lendas que surgiu sobre a origem da maçonaria (em 1805, o historiador francês Charles Bernardin pesquisou 39 diferentes). Tinha para todos os gostos: alguns integrantes da ordem diziam que Noé era maçom, outros transformaram o rei Salomão ou os antigos egípcios em fundadores. Nem os templários escaparam (leia na pág. 33). A Igreja Católica se incomodou tanto que, em 1738, divulgou uma bula papal atacando a ordem, que décadas depois foi perseguida pela Inquisição.

Além do sigilo, o que perturbava era a atitude sempre à frente de seu tempo. Setenta anos antes da Revolução Francesa, esses homens cultos e influentes já defendiam a liberdade, a igualdade e a fraternidade. Tratavam-se sem distinção e aceitavam todos os credos religiosos, uma atitude tremendamente avançada para a época. Os ateus, porém, eram barrados. “Não formamos uma religião, mas somos um grupo de pessoas religiosas. Nosso lema é fazer os homens bons ficarem melhores”, diz o maçom paulistano Cassiano Rampazzo, advogado de 35 anos. Com ele concorda a historiadora mineira Françoise Jean de Oliveira, co-autora do livro O Poder da Maçonaria. “A maçonaria não é religião, não tem dogmas. É um grupo que defende a liberdade de consciência e o progresso.” Isso não quer dizer que cada participante possa agir como bem entende. “Ao entrar na ordem, o membro é instruído sobre a ‘moral universal’, um conjunto de virtudes obrigatórias, como bondade, lealdade, honra, honestidade, amizade, tranqüilidade e obediência”, diz Françoise.

A falta de preconceito se restringia a diferenças políticas e religiosas. A fraternidade vetava analfabetos, deficientes e homens que não se sustentavam. As mulheres até hoje não são bem-vindas (com exceção da França). Além disso, no passado como no presente, só entra na ordem quem for convidado e passar por uma avaliação rigorosa: nada de gente indiscreta, protagonistas de escândalos, bêbados, brigões e adúlteros notórios. Ainda assim, para os aprovados, a maçonaria foi a primeira entidade a funcionar de acordo com os preceitos da democracia moderna. “Eles estimulavam debates abertos, em que todos podiam participar, além das eleições livres e diretas. Nada disso estava na moda no século 18. E, muito por influência dos próprios maçons, tornou-se corriqueiro no século 21”, afirma o historiador alemão Jan Snoek, professor da Universidade de Heidelberg e especialista no assunto.

Assim, nada mais natural que os líderes da Revolução Francesa de 1789 aderissem à maçonaria. Nos anos que antecederam a queda do Antigo Regime, os adeptos se multiplicaram. A influência foi tanta que uma canção composta e cantada na loja de Marselha foi batizada de A Marselhesa e transformada no hino do país. “Nem todos os ideólogos da revolução foram maçons. Marat e La Fayette eram, Robespierre e Danton, não. Mas, entre os inimigos da monarquia, mesmo quem não participava da ordem tinha sido influenciado por suas idéias”, afirma o historiador americano W. Kirk MacNulty, maçom há mais de 40 anos. Por Tiago Cordeiro.
A Maçonaria – Símbolos, Segredos, Significado, W. Kirk MacNulty, Martins Fontes, 2007.
Arquivos Secretos do Vaticano e a Franco-Maçonaria, José Ferrer Benimeli, Madras, 2007.
O Poder da Maçonaria, Françoise Jean de Oliveira e Marco Morel, Nova Fronteira, 2008.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

O COMPASSO DO MUNDO



Há 300 anos, a elite política e cultural do Ocidente se reúne em salões fechados para participar de rituais cheios de códigos misteriosos. Saiba o que é a maçonaria, como ela surgiu e de que forma influenciou grandes acontecimentos históricos. Por Tiago Cordeiro

O primeiro presidente dos Estados Unidos, George Washington, era maçom. Depois dele, outros 16 líderes da nação mais poderosa do mundo também foram: a lista inclui John Edgar Hoover, diretor do FBI por 45 anos, e Harry Truman, o homem que autorizou o ataque com bombas atômicas sobre o Japão. Também fizeram parte da sociedade secreta dois políticos decisivos para a vitória aliada na Segunda Guerra Mundial, o presidente americano Franklin Delano Roosevelt e o primeiro-ministro britânico Winston Churchill. Eram maçons alguns dos mais importantes líderes da Revolução Francesa, como Jean-Paul Marat e La Fayette. O revolucionário italiano Giuseppe Garibaldi e os libertadores da América espanhola, o argentino José de San Martín e o venezuelano Simon Bolívar, também. O articulador da independência do Brasil, José Bonifácio de Andrada e Silva, pertencia à ordem, assim como o duque de Caxias e nosso primeiro presidente republicano, marechal Deodoro da Fonseca.

Por tudo isso, não é exagero afirmar que o mundo em que vivemos foi definido por essa sociedade secreta, que há 300 anos reúne a elite política e militar (e cultural) do Ocidente em rituais cheios de códigos misteriosos.

Mas o que é maçonaria? Existem várias versões para a criação da organização. A mais confiável remete à Idade Média, quando o controle do comércio era feito pelas guildas, corporações de ofício que reuniam artesãos do mesmo ramo e funcionavam como um antepassado dos sindicatos. Um dos grupos mais poderosos era o dos pedreiros (em inglês, masons). Responsáveis pela engenharia e pela construção de castelos e catedrais, eles tinham acesso aos reis e ao clero e circulavam livremente entre os feudos. Apelidados de free masons (pedreiros livres), se reuniam nos canteiros de obras e trocavam segredos da profissão. Para se identificarem em locais públicos e evitarem o vazamento de suas conversas, criaram um sistema de gestos e códigos. Durante o Renascimento, os pedreiros livres ficaram na moda. Seus encontros passaram a acontecer em salões, chamados de lojas, que geralmente ficavam sobre bares e tavernas das grandes cidades, onde a conversa continuava depois. Intelectuais e membros da nobreza engrossaram a turma. Por influência deles, os debates passaram a abranger religião e filosofia. Em 24 de junho de 1717, numa reunião das quatro maiores lojas de Londres (então o maior centro maçom europeu), na taverna The Goose and Gridiron nasceu uma federação, a Grande Loja de Londres. Era o início oficial da maçonaria.

A Maçonaria – Símbolos, Segredos, Significado, W. Kirk MacNulty, Martins Fontes, 2007.
Arquivos Secretos do Vaticano e a Franco-Maçonaria, José Ferrer Benimeli, Madras, 2007.
O Poder da Maçonaria
, Françoise Jean de Oliveira e Marco Morel, Nova Fronteira, 2008.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

AS 4 LEIS DA ESPIRITUALIDADE


1ª Lei “A pessoa que vem é a pessoa certa”.

Significa que ninguém está em nossa vida por acaso. Todas as pessoas ao nosso redor estão interagindo conosco. Há sempre algo que nos faz aprender e avançar em cada situação.

2º Lei “Aconteceu a única coisa que poderia ter acontecido”.

Nada, nada, absolutamente nada do que acontece em nossas vidas poderia ter sido de outra forma. Mesmo o menor detalhe. Não há nenhum “se eu tivesse feito tal coisa..., aconteceu que um outro...”. O que aconteceu foi tudo o que poderia ter acontecido, e foi para aprendermos alguma lição e seguirmos em frente. Todas e cada uma das situações que acontecem em nossas vidas são perfeitas.

3º Lei “Toda vez que você iniciar é o momento certo”.

Tudo começa na hora certa: nem antes, nem depois. Quando estamos prontos para iniciar algo novo em nossas vidas, é o momento em que as coisas acontecem.

4º Lei “Quando algo termina, acaba realmente”.

Simplesmente assim. Se algo acabou em nossas vidas foi para a nossa evolução, por isso, é melhor seguirmos em frente e nos enriquecermos com cada experiência.

“Se um dia você tiver que escolher entre o mundo e o amor, lembre-se: Se escolher o mundo ficará sem amor, mas se você escolher o amor, com ele conquistará o mundo”.

(Ensinamento indiano)

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

PARABÉNS!!! FELICIDADES!!! AO BLOG DE ANTONINO


Subitamente, em meio a um estado de torpor literário, surge esse tsunami das letras, Antonino Jr, o qual vem com o seu Blog que agora completa um ano de bons serviços, a movimentar e dar um ânimo especial a toda comunidade cabense, intrínseca nessa inclinação e impregnada com o aroma telúrico da sensação virtuosa do saber.

E vejo sua objetividade como tão bem descreveu Alberto Viegas: (...) Quando decido meter mãos a um empreendimento, não gosto de me acomodar na sua periferia. Só me sinto, realmente, satisfeito quando atinjo o cerne do tema… Sinceramente sinto até um certo conforto nisso e considero-me realizado com os livros que escrevi.” 

O Antonino Jr que conhecemos nas ladeiras do Cabo, que percebe com profundidade a nossa história e vibra com o avanço racional da cidade é o mesmo que agora brinca com as palavras e anuncia a quebra de velhos paradigmas na Academia Cabense de Letras e na Loja Maçônica Alvorada da Paz nº 10.

E o seu paradoxo está justamente como bem descreveu Fernando Sabino: “Quando me sento para escrever, desde menino até hoje, sou um principiante. Vou escrever alguma coisa que não sei o que seja, justamente prá ficar sabendo. E que só eu posso me dizer, mais ninguém.”

Parabéns ao Blog de Antonino!!! E que essa primavera possa ser abençoada com a forte energia visionária dos revolucionários filhos do Vale do Pirapama. Muito obrigado por sua inestimável contribuição à nossa cidade e à nossa cultura!

João Sávio Sampaio Saraiva – Médico e membro da Academia Cabense de Letras.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

AMAR É UMA DECISÃO



O sábio recebeu a visita de um homem que dizia já não amar a sua esposa, e que pensava em separar-se.
O sábio ouviu... Olhou-o nos olhos, disse apenas uma palavra, e calou-se: Ame-a

Mas eu já disse: Não sinto nada por ela!! Ame-a, disse novamente o sábio.

E percebendo o desconforto do homem, depois de um breve silêncio, o sábio explicou: Amar é uma decisão, não um sentimento; amar é dedicação e entrega.

Amar é um verbo e o fruto dessa ação é o amor. O amor é um exercício de Jardinagem: arranque o que faz mal, prepare o terreno, semeie, seja paciente, regue e cuide.

Esteja preparado porque haverá pragas, secas ou excesso de chuvas, mas nem por isso abandone o seu jardim. Ame o seu par, ou seja, aceite-o, valorize-o, respeite-o, dê-lhe afeto e ternura, admire-o e compreende-o. Isso é tudo. Ame!!!

A inteligência sem amor, faz-te perverso.
A injustiça sem amor, faz-te implacável.
A diplomacia sem amor, faz-te hipócrita.
O êxito sem amor, faz-te arrogante.
A riqueza sem amor, faz-te avaro.

A docilidade sem amor, faz-te servil.
A pobreza sem amor, faz-te orgulhoso.
A beleza sem amor, faz-te ridículo.
A autoridade sem amor, faz-te tirano.
O trabalho sem amor, faz-te escravo.
A simplicidade sem amor, deprecia-te

A oração sem amor, faz-te introvertido.
A lei sem amor, escraviza-te
A política sem amor, deixa-te egoísta.
A fé sem amor, deixa te fanático.
A cruz sem amor converte -se em tortura.
A vida sem amor...não tem sentido.

Autor: Padre Jonas Abib

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

PARTICIPAÇÃO DA MAÇONARIA NA PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA NO BRASIL


A maçonaria brasileira nasceu com o Brasil, e esteve presente em todos os principais acontecimentos históricos e que culminaram no País que hoje vivemos. Diferente não poderia ser a sua participação na Proclamação da República.

"A partir de hoje, 15 de novembro de 1889, o Brasil entra em nova fase, pois pode-se considerar finda a Monarquia, passando a regime francamente democrático com todas as consequências da Liberdade – Assim iniciava o editorial da Gazeta da Tarde, da edição de 15 de novembro de 1889.

implantação de um Estado Republicano foi, sem dúvida, o fato histórico mais importante de nosso País e teve como líderes e idealizadores deste movimento, Maçons ilustres que hoje estão nos nossos livros de História, tais como Marechal Deodoro da Fonseca, Benjamin Constant, Ruy Barbosa, Campos Salles, Quintino Bocayuva, Prudente de Morais, Silva Jardim e outros mais.

A idéia republicana é antiga no Brasil; nós a vemos na Guerra dos Mascates (1710), na Inconfidência Mineira (1788), na Revolução Pernambucana (1817), na Confederação do Equador (1824), na Sabinada (1837) e na Revolução Farroupilha (1835-1845).

Portanto, o Brasil clamava pela República! Era uma questão de Tempo.

O Império Brasileiro estava desgastado e vagarosamente ruía-se. Iniciou a sua queda em 1870, após a Guerra do Paraguai, onde, mesmo o Brasil saindo vitorioso daquela campanha, o Exército, seu principal agente, não foi devidamente valorizado, causando sérios descontentamentos. A igreja, por sua vez queria a liberdade, pois, encontrava-se submetida ao padroado Imperial.

Mas o fato principal, que fez com que o Império perdesse a sua sustentação, foram as leis antiescravistas, defendidas fervorosamente nas Lojas Maçônicas Brasileiras. Leis como a do Ventre Livre (1871), dos Sexagenários (1885) e finalmente a Lei Áurea (1888).

Atentos a todos estes fatos, a Maçonaria, através de várias Lojas como a Vigilância e Fé, de São Borja – RS, Loja Independência e Regeneração III, ambas de Campinas - SP, aprovaram um manifesto contrário ao advento do Terceiro Reinado e enviaram a todas as Lojas Maçônicas do Brasil, para que tomassem conhecimento e que apoiassem esta causa. Mais uma vez a Maçonaria estava à frente para liderar um Movimento Democrático.

Em 10 de novembro de 1889, em uma reunião na casa do Irmão Maçom Benjamin Constant, onde compareceram os Irmãos Maçons Francisco Glicério e Campos Salles, que decidiram pela queda do Império. Benjamin Constant foi incumbido de persuadir o Marechal Deodoro da Fonseca, já que este era muito afeiçoado ao Imperador. Por fim, Deodoro assumiu o comando do movimento e Proclamou a 15 de Novembro de 1889, a República no Brasil.

Faz-se necessário aqui uma justiça ao Imperador D. Pedro II, um homem culto, ponderado, que contrariando a opinião pública, não lutou pelo trono, pois não queria ver derramado o sangue de brasileiros, demonstrando um alto sentimento altruísta, reconhecendo que para o Brasil este seria o seu novo e melhor destino.

E em resposta dada à mensagem ao Novo Governo diz:

“À vista da representação escrita que me foi entregue hoje, às 3 horas da tarde, resolvo, cedendo ao império das circunstâncias, partir, com toda a minha família, para a Europa, deixando esta Pátria, de nós tão estremecida, à qual me esforcei por dar constantes testemunhos de entranho amor e dedicação, durante mais de meio século em que desempenhei o cargo de chefe de Estado. Ausentando-me, pois, com todas as pessoas da minha família, conservarei do Brasil a mais saudosa lembrança, fazendo os mais ardentes votos por sua grandeza e prosperidade.”

Rio de Janeiro, 16 de novembro de 1889

D. Pedro de Alcântara.

Segue, para o exílio, o Imperador, e com ele, meio século de história do Brasil imperial. Estava proclamada a República e voltavam as esperanças de se construir uma nova nação, dentro dos ideais de liberdade, igualdade e fraternidade.

No dia 21 de novembro, o jornal República Brasileira, publicava o seguinte trecho em seu editorial:

Comecemos de pensar. Esta República que veio assim, no meio do delírio popular, cercada pela bonança esperançosa da paz; esta República no século XIX que surgiu com a precisão dos fenômenos elétricos, sem desorganizar a vida da família, a vida co comércio e a vida da indústria; esta República americana que trouxe o símbolo da paz, que fez-se entre o pasmo e o temor dos monarquistas e a admiração dos sensatos - esta República é um compromisso de honra e um compromisso de sangue. (...)"

A exemplo de todos estes fatos devemos ter os mesmos atos de coragem que tiveram os maçons que hoje fazem parte da história da Humanidade. Temos a obrigação de agir para que, no futuro, sejamos citados pelos maçons que nos sucederem, e que, da mesma forma, os nossos nomes fiquem registrados, como cidadãos atuantes, na memória histórica de cada rua, cada bairro, cada cidade, cada Estado, por toda a Nação.

E que estes maçons do futuro tenham em nós, como tivemos nos maçons do passado, o exemplo motivador da defesa da cidadania como instrumento de busca de uma sociedade mais igualitária, mais justa e fraterna, portanto mais feliz.

Rogério Vaz de Oliveira,M.'.M.'.
ARLS CAVALEIROS DO VALE DO RIO NEGRO
ORIENTE DE RIO NEGRO – PARANÁ, BRASIL

 

terça-feira, 16 de novembro de 2010

O AMOR ANTIGO - Carlos Drummond de Andrade


O amor antigo vive de si mesmo,
não de cultivo alheio ou de presença.
Nada exige nem pede. Nada espera,
mas do destino vão nega a sentença.

O amor antigo tem raízes fundas,
feitas de sofrimento e de beleza.
Por aquelas mergulha no infinito,
e por estas suplanta a natureza.

Se em toda parte o tempo desmorona
aquilo que foi grande e deslumbrante,
o antigo amor, porém, nunca fenece
e a cada dia surge mais amante.

Mais ardente, mas pobre de esperança.
Mais triste, Não. Ele venceu a dor,
e resplandece no seu canto obscuro,
tanto mais velho quanto mais amor.

Carlos Drummond de Andrade
(1902 - 1987)

In Amar se aprende amando

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

ACADEMIA BRASILEIRA DE LITERATURA DE CORDEL - ABCL


O ano de 1988 foi de eleição à Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro. Quando um candidato nos procurou, nossos olhos ganharam um brilho especial. "É agora!" - pensamos. Queridos e respeitados em nossa localidade, usamos essa qualidade como argumento ao candidato e lhe expusemos nosso projeto. Este nos emprestou uma sala que servia de comitê eleitoral e, reunidos os elementos suficientes para formar a diretoria, foi fundada a Academia Brasileira de Literatura de Cordel, no dia 7 de setembro de 1988. Na diretoria, assim constituída, eram somente três os cordelistas: o presidente, Gonçalo Ferreira da Silva, o vice, Apolônio Alves dos Santos e o diretor cultural, Hélio Dutra.

Nossas primeiras reuniões foram realizadas na sala de um político, que não cobrou pelo aluguel. Passados, porém, os momentos iniciais de euforia e vencido o prazo de cessão da sala, iniciamos um doloroso período de peregrinação. Como Groo, o errante, nossa instituição não tinha pousada certa.

HINO DA ABCL

Da inspiração mais pura,
no mais luminoso dia,
porque cordel é cultura
nasceu nossa Academia
o céu da literatura,
a casa da poesia.
Com infinita alegria,
com sentimento fraterno
dedicaremos eterno
amor à Academia,
ela será nosso guia
na alegria e na dor,
pois não há maior doutor
nem mais nobre formatura
que eleve a criatura
como a formada em amor.

Decreto celestial
há milênios redigido
é finalmente cumprido
quando a posição astral
oferece visual
de pura e rara beleza
em que vemos com clareza
unidos nossos destinos
nos estatutos divinos
no livro da natureza.

Autor: Gonçalo Ferreira da Silva

Penosamente, algumas das reuniões foram realizadas em bares, lanchonetes e restaurantes, até que um dia, em visita da diretoria da Academia Internacional de Letras, a figura de Abelardo Nunes se agigantou, abrindo-nos caminho em direção à Federação das Academias de Letras do Brasil, onde passamos a fazer nossas reuniões. Era o ano seguinte àquele em que foi fundada nossa academia. Aí, sim, tivemos como elaborar um calendário acadêmico, criamos um quadro de beneméritos e iniciamos uma sólida ponte de informações culturais, unindo nossa entidade aos principais centros de difusão da literatura de cordel no Brasil e no mundo. Com a comunidade acadêmica nos olhando de soslaio entre perplexa e zombeteira, partimos para a consolidação do nosso quadro acadêmico. Era o ano de 1990.

UMBERTO PEREGRINO

Umberto Peregrino, então Diretor da Biblioteca do Exército e fundador da Casa de Cultura São Saruê, grande amante da Literatura de Cordel, conhece Gonçalo Ferreira da Silva, presidente da ABLC, e se tornam grandes amigos. Com esta aproximação, surge em Umberto Peregrino a idéia de fazer a transferência do acervo cultural de São Saruê para a Academia.

Hoje o corpo acadêmico da ABLC é composto de 40 cadeiras de membros efetivos, sendo que 25% destas cadeiras podem ser ocupadas por membros não radicados no Rio de Janeiro.

Fonte: Site da Academia Brasileira de Literatura de Cordel  http://www.ablc.com.br/


quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Mensagem lida na formatura do Curso de Medicina da PUC-PR /2010


Hoje estou aqui para prestar uma homenagem ao primeiro, maior e melhor médico da história da umanidade!

*Deus* é esse médico, *o médico dos médicos*, e o mais excelente conhecedor do corpo humano. Todas as células e tecidos, órgãos e sistemas, foram arquitetados por Ele, e Ele entende e conhece a sua criação melhor do que todos.

Que médico mais excelente poderia existir?

Deus é o *primeiro cirurgião* da história. A primeira operação? Uma *toracoplastia*, quando Deus retirou uma das costelas de Adão e dela formou a mulher.

Ele também é o *primeiro anestesista*, porque antes de retirar aquela costela fez *um profundo sono* cair sobre o homem.

Deus é o *melhor obstetra* especialista em fertilização que já existiu! Pois concedeu filhos a Sara, uma mulher que além de estéril, já estava na menopausa havia muito tempo!

*Jesus, o filho de Deus, que com Ele é um só*, é o *primeiro pediatra* da história, pois disse: *“Deixem vir a mim as crianças, porque delas é o reino de Deus!”*

Ele também é o *maior reumatologista*, pois curou um homem que tinha uma mão ressequida, ou, tecnicamente uma osteoartrite das articulações interfalangeanas.

Jesus é o *primeiro oftalmologista*, relatou em Jerusalém, o primeiro caso de cura em dois cegos de nascença.

Ele também é o *primeiro emergencista* a realizar, literalmente, uma ressuscitação cardio-pulmonar bem sucedida, quando usou como desfibrilador as suas palavras ao dizer: *“Lázaro, vem para fora!”*, e pelo poder delas, ressuscitou seu amigo que já havia falecido havia 4 dias.

Ele é o melhor *otorrinolaringologista*, pois devolveu a audição a um surdo.

Seu tratamento? *O poder de seu amor*.

Jesus também é o *maior psiquiatra* da história, há mais de 2 mil anos curou um jovem com graves distúrbios do pensamento e do comportamento!

Deus também é o *melhor ortopedista* que já existiu, pois juntou um monte de ossos secos em novas articulações e deles fez um grande exército de homens. Sem contar quando ele disse a um homem coxo: *“Levanta, toma a tua maca e anda!”*, e o homem andou! O tratamento ortopédico de quadril mais efetivo já relatado na história!

A primeira evidência científica sobre a hanseníase está na Bíblia! E Jesus é o *dermatologista mais sábio* da história, pois curou instantaneamente 10 homens que sofriam desta doença.

Ele também é o *primeiro hematologista*, pois com apenas um toque curou a coagulopatia de uma mulher que sofria de hemorragia havia mais de 12 anos e que tinha gastado todo o seu dinheiro com outros médicos em tratamentos sem sucesso.

Jesus é ainda, o *maior doador de sangue do mundo*. Seu tipo sanguíneo? *O negativo*, ou, *doador universal*, pois nesta transfusão, Ele, ofereceu o seu próprio sangue, o sangue de um homem sem pecado algum, por todas as pessoas que tinham sobre si a condenação de seus erros, e assim, através da sua morte na cruz e de sua ressurreição, deu a todos os que o recebem, o poder de se tornarem filhos de Deus! E para ter este grande presente, que é a salvação, não é necessário FAZER nada, apenas crer e receber!

*O bom médico é aquele que dá a sua vida pelos seus pacientes*! Ele fez isso por nós!

*Ele é um médico que não cobra pelos seus serviços, porque o presente GRATUITO de Deus é a vida eterna*!

No seu consultório não há filas, não é necessário marcar consulta e nem esperar para ser atendido, pelo contrário, *Ele já está à porta e bate, e aquele que abrir a seu coração para Ele*, Ele entrará e fará uma grande festa! Não é necessário ter plano de saúde ou convênio, basta você querer e pedir! O tratamento que ele oferece é mais do que a cura de uma doença física, é uma vida de paz e alegria aqui na terra e mais uma eternidade inteira ao seu lado no céu!

O médico dos médicos está convidando você hoje para se tornar um paciente dele, e receber esta salvação e constatar que o tratamento que Ele oferece é exatamente o que você precisa para viver!

*Ele é o único caminho, a verdade e a vida. Ninguém pode ir até Deus a não ser por Ele. *

Seu nome é *Jesus*.

*A este médico seja hoje o nosso aplauso e a nossa sincera gratidão!*"

"Eu segurei muitas coisas nas minhas mãos, e perdi tudo; mas tudo que eu coloquei nas mãos de Deus eu ainda possuo." ( Martin Luther King).

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

AINDA BATEM EM NOSSOS CORAÇÕES


O SEXTA DE LETRAS foi sucesso outra vez. Como acontece toda primeira sexta-feira de cada mês, a Academia Cabense de Letras realiza reunião aberta ao público, com palestras sobre temas previamente selecionados e anunciados. O evento acontece na Câmara de Vereadores, a partir das 19 horas e neste 5 de novembro aconteceu a palestra do Acadêmico e poeta Natanael Lima Júnior, sobre a obra e a vida do poeta Paulo Alexandre, conhecido carinhosamnete entre os amigos como Paulo Cultura.

Amigo e companheiro de noitadas e ações literárias, Natanael mostrou a propriedade sobre o tema, analisando a obra intensa de Paulo Cultura e revelando detalhes minunciosos da vida do poeta, falecido ano passado. Foi uma noite diferente no Sexta de Letras, a partir da forma como Natanael fez a palestra, intercalando dados e recitais dos poemas de Paulo Cultura, na interpretação de diversos acadêmicos.

Com a presença dos familiares e amigos de Paulo Cultura, a noitada aconteceu em clima de muita emoção e as lágrimas foram a forma de demonstração de amizade, admiração e saudade do poeta.

No final, tocado por forte emoção, o acadêmico Antonino Oliveira Júnior escreveu um poema, lido e dedicado a Paulo Cultura:

AINDA BATEM EM NOSSOS CORAÇÕES

(A Paulo Cultura, poeta sempre.)

Antonino Oliveira Júnior


Fala, poeta,
A tua voz que não morre;
Fala, poeta,
Teu canto de amor à vida;
Fala, poeta,
Porque, ainda que te deixem longe,
Estarás perto de nós,
Pois teus versos
Não respeitam o tempo,
Não respeitam a distância,
Ignoram a fronteira entre o corpo e a alma
E ainda batem em nossos corações.

5/11/2010

*Antonino Oliveira Júnior é membro da Academia Cabense de Letras.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

ANGELO SOLIMAN - O MAÇOM NEGRO


Os maçons do século XVIII orgulhavam-se de seu igualitarismo, e demonstravam-no às vezes iniciando pessoas cuja companhia, em outras circunstâncias, teriam evitado.

Um célebre exemplo do espírito aberto dos maçons envolveu um ex-escravo, Angelo Soliman.

Nascido na África do Norte no início do século XVIII (1721), Soliman foi vendido como escravo quando criança. Educado na Europa por uma série de donos abastados, acabou tutor em uma casa aristocrata de Viena e tornou-se uma figura popular na corte. Foi alforriado e casou com uma baronesa viúva (06/02/1768 Magdalena). Em 1781, foi iniciado na Loja Maçônica Harmonia Verdadeira, que abrigava vários membros da elite social vienense.

Soliman tornou-se Venerável de sua Loja e ajudou a mudar seu ritual para incluir a leitura de textos acadêmicos e científicos sérios – prática depois adotada por lojas de toda a Europa, reforçando a fama de rigor intelectual da maçonaria. Ao mesmo tempo, a afiliação de Soliman à ordem tornou-se um exemplo do pensamento progressista dos maçons.

Mas finalmente o ex-escravo teve uma sina peculiar. Ao morrer, em 1796, teve seu corpo requisitado pelo Sacro Imperador Romano, Francisco II (Franz), que mandou empalha-lo. (O imperador tinha o hábito bizarro de colecionar corpos humanos empalhados.) O soberano exibiu a pavorosa peça de taxidermia em seu museu particular, apesar dos apelos da filha de Soliman (Josephine) e dos protestos indignados de seus irmãos maçons. A relíquia macabra ficou na coleção imperial até que, durante a revolução de 1848, uma bomba jogada na biblioteca do palácio destruiu os restos de Angelo Soliman com uma explosão de chamas misericordiosas.

Fonte: Livro dos Mistérios

UM SEXTA DE LETRAS ESPECIAL




Acontece nesta sexta-feira, dia 5/11, mais uma versão do Sexta de Letras, realização da Academia Cabense de Letras. O evento acontece na Câmara de Vereadores do Cabo de Santo Agostinho, a partir das 19 horas e desta vez terá como palestrante o poeta e membro da ACL, Natanael Lima Júnior. O tema é a poesia de Paulo Alexandre da Silva, o nosso Paulo Cultura.

Sobre o evento de sexta-feira, assim falou Natanael Lima Júnior:

PAULO ALEXANDRE DA SILVA – Um olhar sobre a poesia social, lírica, existencial

Paulo Alexandre da Silva foi detentor de uma palavra vigorosa e despojada de qualquer retórica formal, rançosa e altissonante: “a palavra que nomeia, a palavra que traduz, a palavra que semeia” – estas foram a munição do poeta.

Foi um poeta engajado, adaptava sua ação às suas ideias, e o fazia cotidianamente. Sempre encarou a poesia como meio de expressão legítima de suas crenças humanísticas, sociais, filosóficas e políticas. Por isso sua voz foi sincera, vibrante e capaz de contagiar o leitor em sua concisão viril e nunca panfletária.

Sua poesia se concentra basicamente em três linhas: nos poemas de temática social, nos de feição lírica e existencial.

A variedade temática que ele abordou na sua intensa produção poética multifacetada, não significou dispersão, mas domínio seguro de um fazer poético que de poema para poema se adensa e se refina. Paulo Alexandre tem assim a singularidade, entre todos os novos poetas do Brasil.

EXPOSIÇÃO SOBRE VIDA E OBRA DE PAULO ALEXANDRE DA SILVA
DIA: 05/11/2010
LOCAL: CÂMARA DE VEREADORES DO CABO DE SANTO AGOSTINHO
HORA: 19h30
EXPOSITOR: NATANAEL LIMA JR - Membro da Academia Cabense de Letras

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

ALGO MAIS

Há n’alma do poeta algo
Algo de transcendental e impassível
Há uma luz que reluz todas as luzes

Há n’alma do poeta
A dor de todas as dores
O desespero de todos os desesperados

Há n’alma do poeta
O amor de todos que amam
A felicidade dos felizes
A alegria dos contentados

Há n’alma do poeta
O sonho do sonhador
A angústia dos angustiados

Há n’alma do poeta
O culto à natureza que a tudo inspira

Há n’alma do poeta
O fluxo e o refluxo do mar
A coerência de todas as coerências
A vontade louca de amar...
Algo mais que o poeta não alcança.

Paulo Alexandre da Silva é Patrono da Cadeira nº 8 na ACL Academia Cabense de Letras que tem como acadêmico o poeta Natanael José de Lima Júnior.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

O USO DE DROGAS

(Depoimento emocionado de Luiz Fernando Veríssimo sobre sua experiência com as drogas).

Tudo começou quando eu tinha uns 14 anos e um amigo chegou com aquele papo de experimenta, depois quando você quiser é só parar... e eu fui na dele. Primeiro ele me ofereceu coisa leve, disse que era de "raiz", da terra, que não fazia mal, e me deu um inofensivo...... disco do Chitãozinho e Xororó, e em seguida um do Leandro e Leonardo.

Achei legal, uma coisa bem brasileira. Mas a parada foi ficando mais pesada, o consumo cada vez mais freqüente, comecei a chamar todo mundo de "amigo" e acabei comprando pela primeira vez: Lembro que cheguei na loja e pedi: - Me dá um CD do Zezé de Camargo e Luciano.

Era o princípio de tudo! Logo resolvi experimentar algo diferente e ele me ofereceu um CD de Axé.
Ele dizia que era para relaxar; sabe, coisa leve... Banda Eva, Cheiro de Amor, Netinho, etc.
Com o tempo, meu amigo foi me oferecendo coisas piores... o Tchan, Companhia do Pagode e muito mais.

Após o uso contínuo, eu já não queria saber de coisas leves, eu queria algo mais pesado, mais desafiador, que me fizesse mexer os quadris como eu nunca havia mexido antes. Então, meu amigo me deu o que eu queria, um CD do Harmonia do Samba.

Minha “bunda” passou a ser o centro da minha vida, razão do meu existir. Pensava só nessa parte do corpo, respirava por ela, vivia por ela! Mas, depois de muito tempo de consumo, a droga perde efeito, e você começa a querer cada vez mais, mais, mais... Comecei a frequentar o submundo e correr atrás das paradas. Foi a partir daí que começou a minha decadência. Fui ao show e ao encontro dos grupos Karametade e Só Pra Contrariar, e até comprei a Caras que tinha o Rodriguinho na capa.

Quando dei por mim, já estava com o cabelo pintado de loiro, minha mão tinha crescido muito em função do pandeiro. Meus polegares já não se mexiam por eu passar o tempo todo fazendo sinais de positivo. Não deu outra entrei para um grupo de pagode. Enquanto vários outros viciados cantavam uma música que não dizia nada, eu e mais outros 12 infelizes dançávamos alguns passinhos ensaiados, sorríamos e fazíamos sinais combinados.

Lembro-me de um dia quando entrei nas lojas Americanas e pedi a Coletânea "As melhores do Molejo". Foi terrível! Eu já não pensava mais!!! Meu senso crítico havia sido dissolvido pelas rimas miseráveis e letras pouco arrojadas. Meu cérebro estava travado, não pensava em mais nada. Mas a fase negra ainda estava por vir. Cheguei ao fundo do poço, ao limiar da condição humana, quando comecei a escutar popozudas, bondes, tigres, MC Serginho, Lacraias, motinhas e tapinhas. Comecei a ter delírio e a dizer coisas sem sentido e quando saía à noite para as festas, pedia tapas na cara e fazia gestos obscenos. Fui cercado por outros drogados, usuários das drogas mais estranhas que queriam me mostrar o caminho das pedras... Minha fraqueza era tanta que estive próximo de sucumbir aos radicais e ser dominado pela droga mais poderosa do mercado: Ki-Kokolexo.

Hoje estou internado em uma clínica. Meus verdadeiros amigos fizeram a única coisa que poderiam ter feito por mim. Meu tratamento está sendo muito duro doses cavalares de MPB, Bossa-Nova, Rock Progressivo e Blues. Mas o médico falou que eu talvez tenha de recorrer ao Jazz, e até mesmo a Mozart, Beethoven e Bach.

Queria aproveitar a oportunidade e aconselhar as pessoas a não se entregarem a esse tipo de droga. Os traficantes só pensam no dinheiro. Eles não se preocupam com a sua saúde, por isso tapam a visão para as coisas boas e te oferecem drogas. Se você não reagir, vai acabar drogado alienado, inculto, manobrável, consumível, descartável, distante.

Vai perder as referências e definhar mentalmente. Em vez de encher a cabeça com porcaria, “pratique esportes” e, na dúvida, se não puder distinguir o que é droga ou não, faça o seguinte:

- Não ligue a TV no domingo à tarde;
- Não entre em carros com adesivos "Fui.....";
- Se te oferecerem um CD, procure saber se o indivíduo foi ao programa da Hebe e ou ao Domingo Legal do Gugu;
- Mulheres gritando histericamente são outro indício;
- Não compre um CD que tenha mais de 6 pessoas na capa; (essa é boa!)
- Não vá a shows em que os suspeitos façam passos ensaiados;
- Não compre nenhum CD que tenha vendido mais de um milhão de cópias no Brasil, e...
- Não escute nada em que o autor não consiga uma concordância verbal “mínima”.

Diga não às drogas!
A vida é bela! Eu sei que você consegue!

Luis Fernando Verissimo nasceu em 26 de setembro 1936, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Filho do grande escritor Érico Veríssimo, iniciou seus estudos no Instituto Porto Alegre, tendo passado por escolas nos Estados Unidos quando morou lá, em virtude de seu pai ter ido lecionar em uma universidade da Califórnia, por dois anos. Voltou a morar nos EUA quando tinha 16 anos, tendo cursado a Roosevelt High School de Washington, onde também estudou música, sendo até hoje inseparável de seu saxofone.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

OS DERRAMES CEREBRAIS


Agora existe um 4º indicador : A língua

Derrame: memorize as três primeiras letras...S.T.R.

Só leva um instante ler isto... Afirma um neurologista que se levarem uma vítima de derrame dentro das primeiras três horas, ele pode reverter os efeitos do derrame totalmente.

Disse o especialista que o segredo é reconhecer o derrame, diagnosticá-lo e receber o tratamento médico correspondente, dentro das três horas seguintes, o que é difícil.

RECONHECENDO UM DERRAME (AVC Acidente Vascular Cerebral)

Muitas vezes, os sintomas de um derrame são difíceis de identificar. Infelizmente, nossa falta de atenção, torna-se desastrosa. A vítima do derrame pode sofrer severa consequência cerebral quando as pessoas que o presenciaram falham em reconhecer os sintomas de um derrame.

Agora, os médicos dizem que uma testemunha qualquer pode reconhecer um derrame fazendo à vítima estas três simples preguntas:

S* (Smile) Peça-lhe que SORRIA.

T* (Talk) Peça-lhe que FALE ou APENAS DIGA UMA FRASE SIMPLES. (com coerência, ex : Hoje o dia está ensolarado)

R* (Rise your arms) Peça-lhe que levante AMBOS OS BRAÇOS.

Se ele ou ela têm algum problema em realizar QUALQUER destas tarefas, chame a emergência imediatamente e descreva-lhe os sintomas,ou vão rápido à clínica ou hospital.

Novo Sinal de derrame - Ponha a língua fora.

Outro sinal de derrame é este: Peça à pessoa que ponha a língua para fora.. Se a língua estiver torcida e sair por um lado ou por outro, é também sinal de derrame.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

A UMA PASTORA TÃO FORMOSA COMO INGRATA

Alexandre de Gusmão

Pastora a mais formosa e desumana,
Que fazes de matar-me alarde e gosto,
Como é possível que a um tão lindo rosto
Unisse o Céu a uma alma tão tirana?

Cruel! Que te fiz eu, que me aborreces?
Tens duro coração, mais que um rochedo!
Sou tigre, ou sou leão, que meta medo,
Que apenas tu me vês desapareces?

Por ti tão esquecido ando de tudo,
Que o gado no redil deixei faminto;
O sol me fere a prumo, e não o sinto,
A ovelha está a chamar-me e não lh’acudo.

Lá vai o tempo já que em baile e canto
Eu era no lugar o mais famoso;
Agora, sempre aflito e pesaroso,
Só o que sei é desfazer-me em pranto.

Há pouco que encontrei alguns Pastores,
Que iam comigo ao monte após o gado,
Que não me conheceram de mudado,
Que tal me tem parado os teus rigores!

Até o rebanho meu, que um dia viste
Tão nédio antes que eu enlouquecesse,
Não come já, nem medra, e se emagrece,
Por dó que tem de ver-me andar tão triste;

Ele me guia a mim, não eu a ele,
Que vou nos meus pesares enlevado;
Bem pode o lobo vir, levar-me o gado
À minha vista, sem que eu dê fé dele.

Não sei que nuvem trago neste peito,
Que tudo quanto vejo me entristece;
A flor do campo parda me parece;
Até ao mesmo sol acho imperfeito.

Do alegre prado fujo para o escuro
Da serra me retiro entre os rochedos;
Ali pergunto às feras e aos penedos
Se alguém há mais que tu cruel e duro.

Ali ouço soar rompendo o mato
Do ribeirinho as saudosas águas,
E em competência vão as minhas mágoas
Dos olhos despedindo outro regato.

Este mal, que hoje sofro, eu o mereço,
Que ingrato desprezei quem me queria;
Agora se me vê, faz zombaria,
Que bem vingada está no que padeço.

Então não conhecia o que amor era
Também me ria do tormento alheio;
Oh! quão cedo (inda mal) o tempo veio
Que o conheço já mais do que quisera.

Não me desprezes, não, gentil Pastora,
Que igual castigo Amor talvez te guarda;
Não sejas à piedade avessa e tarda,
Tem dó de maltratar a quem te adora.

ALEXANDRE DE GUSMÃO (Santos, 1695-1753) serviu nove anos como secretário particular de D. João V; e deixou cartas que não são obras de escrupulosa linguagem, mas nas quais dá provas de sagacidade, espírito observador, e admirável tino prático. Retirado dos públicos negócios depois da morte de D. João V, perdeu dois filhos no incêndio que lhe devorou a casa, e apenas sobreviveu um ano a tão infausto sucesso.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

SOLTE AS AMARRAS

*Erivaldo Alves

“Os homens são pássaros que amam o vôo, mas têm medo de voar. Por isso abandonam o vôo e se protegem em gaiolas” Rubem Alves.

Parece muito real o fato que sonhamos o vôo, mas tememos as alturas.

Atualmente, os seguimentos religiosos, parecem uma enorme feira onde se vendem pássaros engaiolados de todos os tipos. Às vezes, esses pássaros saem de uma gaiola (uma religião) e entram noutra.

Fica claro que os hereges, são os pássaros que não se deixam prender. Quando as gaiolas são feitas de ferro, é fácil percebê-las, mas quando são de ensinamentos, doutrinas, dogmas, prendem por dentro. E ai fica difícil escapar. E quando se escapa, as feridas aparecem e as doenças da alma são notórias. Quem já creu e não crer mais que o digam.

Quebrar essas gaiolas internas não é fácil! Pois elas “dão segurança”. Uma espécie de liberdade dentro da prisão. Há muitas gaiolas diferentes. Mas todas elas são gaiolas. Geralmente os donos dessas gaiolas e dos pássaros, são donos da verdade e absolutos em seus posicionamentos

Livrar-se das coisas que nos mobilizam em um só lugar não é tarefa fácil. Em um jogo de cartas, o segredo dos vencedores, está em saber descartar. Na vida, como no jogo de cartas, o que importa é saber descartar – se livrar dos embaraços.

Forças ou hábitos exercem profunda influência. Terei de me livrar deles. Principalmente daqueles que me condicionam. O escritor aos Hebreus põe a questão da seguinte forma: “Portanto, também nós, uma vez que estamos rodeados por tão grande nuvem de testemunhas, livremo-nos de tudo que nos atrapalha e do pecado que nos envolve, e corramos com perseverança a corrida que nos é proposta” (Hebreus 12.1).

Precisamos descartar o que quer que nos atrapalhem.

Precisamos descartar as prioridades erradas que nos impedem de chegar ao que é mais importante. Talvez o problema seja o medo, ou a dúvida, ou o sentimento de inadequação. Deus chamou Moisés para governar seu povo, mas Moisés não queria sair do seu lugar. Sua baixa auto-estima o conduziu às seguintes evasivas: (conf. Êxodo 3.11, 4.1,10)

• “Quem sou eu para apresentar-me a faraó?”
• “E se eles não acreditarem em mim nem quiserem me ouvir?”
• “Nunca tive facilidade de falar”
• “Não consigo falar bem”

Para soltar as amarras, se faz necessário se desprender da necessidade de segurança e proteção.

Às vezes o que nos prende, a corda que nos segura, é um irmão nosso, um de nossos pais, o nosso líder (foi assim com Davi). Conforme O livro de I Samuel 17.28. Há algumas pessoas em nossa vida que são nossas cordas. Isto é, são pessoas que nos prendem. São aqueles que quando levantamos vôo eles se sentem presos e não voam conosco. No de Davi era seu irmão Eliabe que após ver seu irmão sendo ungido como rei de Israel, assim se referiu a ele: “Por que você veio aqui? Com quem deixou aquelas poucas ovelhas no deserto? Sei que você é presunçoso e que o seu coração é mau” (I Samuel 17.28).

Às vezes nossas cordas são imperceptíveis para nós e até gostamos das amarras. Isto porque nos sentimos seguros e não corremos risco. No filme Sonho de Liberdade o personagem interpretado por Morgan Freeman, fala do medo dessa liberdade sentida por quem passou tempo demais preso:

“No começo, essas paredes, você as odeia. Elas te deixam louco. Depois de algum tempo você se acostuma com elas, nem mais nota que elas estão aí. Até que chega o dia em que você se dá conta de que precisa delas”.

Muitos de nós nos queixamos das amarras ao invés de desatá-las. Há quem goste de status de vítima. Se alguém se aproxima e desata-lhe as cordas, ela mesma torna a amarrar-se.

Algumas perguntas que podem ajudar à liberdade:

1. Que cordas estão lhe amarrando?
2. Você deseja arrebentá-las?
3. Ou você já está acostumado? Está com medo da liberdade?
4. Você pode libertar-se sozinho ou precisa da ajuda de alguém?

Reflexão por ocasião do culto de ação de graças do Ministério de Homens da IEBC
17.10.2009 PIEBGarapu -28.04.2010. Pastor Erivaldo Alves.

*Erivaldo Alves é Pastor da Igreja Batista da Cohab e membro da Academia Cabense de Letras.