"É errado pensar que o amor vem do companheirismo de longo tempo ou do cortejo perseverante.
O amor é filho da afinidade espiritual e a menos que esta afinidade seja criada em um instante, ela não será criada em anos, ou mesmo em gerações." Khalil Gibran
Com a publicação do "poemeu" acima comemoramos os 79 anos de nascimento do autor. Foi extraído do livro "Millôr Fernandes — Poemas", L&PM Editores - Porto Alegre, 1984, pág. 92.
" – Não consigo compreender como alguém pode pensar dessa maneira!"
" – Não adianta falar – ele(a) não entende o que eu quero dizer!"
" – Como ele(a) pode gostar disso?!"
" – Ele(a) mais parece uma lesma! Vá ser devagar assim no inferno!"
" – Às vezes penso que só eu estou certo!"
Estas e outras afirmações fazem parte de nosso cotidiano. Não é fácil reconhecer e aceitar a "diversidade humana". Homens e mulheres são diferentes, pensam de maneira diferente e agem de forma diferente. Jovens e adultos são diferentes, pensam de forma diferente e agem de maneira diferente. A verdade é que todas as pessoas são diferentes e isso é simplesmente irritante e às vezes inaceitável para pessoas egocêntricas.
As pessoas têm base genética diferente; formação e educação diferentes; histórias de vida diferentes; cresceram e se desenvolveram em meio-ambientes diferentes. Os "modelos" sobre os quais construímos nossos conceitos de certo e errado também foram diferentes para cada um de nós. Os próprios conceitos de "ética" e mesmo "moral" podem ser um pouco "diferentes" de pessoa para pessoa. Umas mais rígidas, outras mais "relativistas", etc. O fato é um só – não há duas pessoas iguais!
Assim, temos que aprender a conviver, respeitar e até utilizar para a nossa vida – pessoal e profissional – as diferenças individuais. Uns têm mais "senso de urgência" e fazem as coisas rapidamente. Outros mais introspectivos, pensam mais, são mais cautelosos. Uns não têm medo de reclamar, "pechinchar", exigir seus direitos e até brigar. Falam com quem têm que falar para conseguir alguma coisa. Outros são mais introvertidos, tímidos, não têm a necessária coragem ou mesmo sentem-se ridículos ao reclamarem seus direitos ou exigirem algum benefício pessoal. Os primeiros acharão os segundos uns "bobos". Estes dizem que os primeiros são uns "mal educados, egoístas, espaçosos...". Quando estamos dirigindo, todos os motoristas que estão dirigindo mais devagar à nossa frente são uns "molengas, tartarugas..." e todos os que nos ultrapassam são uns "loucos, irresponsáveis...". Não é assim mesmo?
A empresa moderna precisa aprender a não só aceitar a diversidade como utilizar essa diversidade para seu sucesso. Os chefes precisam analisar os pontos fortes e identificadores positivos de cada um de seus colaboradores – a diferença positiva – para fazer com que a contribuição de cada um seja a melhor possível para a empresa, para a conquista e mantença do cliente, para a melhoria da qualidade e para o aumento da produtividade. Há empresários, gerentes, chefes em geral que têm a pretensão de imaginar que todos devam ser iguais, com valores semelhantes, gostos semelhantes, ritmos semelhantes. Esses empresários, gerentes, chefes, se desgastam terrivelmente nessa falta de compreensão da diversidade e principalmente por não se aproveitarem dela para o sucesso empresarial.
Vejo, com apreensão, que há empresários e dirigentes empresariais que não conseguem conviver pacificamente com a diversidade em seu universo de clientes. Constantemente acham os clientes "impertinentes" em suas demandas – aquelas que são diferentes do que a empresa imagina serem as "pertinentes" – e sofrem com esse relacionamento cada vez mais tenso entre empresa e clientes. Muitos conflitos que tenho visto entre fornecedores e clientes são fruto da intolerância e da incompreensão da realidade, da importância e mesmo do valor das diferenças de pontos de vista, de opinião, de valores entre as pessoas.
Outra grave consequência dessa incompreensão se dá no relacionamento da empresa com a mídia. A intolerância da empresa com a diversidade de opinião e pontos de vista faz com que o seu relacionamento com os meios de comunicação seja truncado, tenso, deformado, cheio de ruídos. Vejo esse problema ocorrer de ambos os lados. Também os meios de comunicação através de seus profissionais têm, muita vez, demonstrado essa intolerância com "pré-conceitos" e modelos mentais estereotipados sobre o mundo empresarial, sobre o capitalismo, sobre o lucro, etc. E a verdade é que a cada dia que passa as empresas mais necessitam de uma rica e profusa comunicação com o mercado.
Vejo com apreensão empresários acharem que a imprensa tem "obrigação" de publicar atos ou fatos de sua empresa que eles (empresários) julgam importantes, essenciais, de alta relevância para a sua cidade ou região. Ocorre que essa importância nem sempre é vista com a mesma ênfase por aquele veículo de comunicação, gerando um forte ressentimento, principalmente nas cidades do interior onde a proximidade com a imprensa é mais sentida. Da mesma forma, a idiossincrasia da imprensa com relação ao mundo empresarial e a incompreensão do seu valor social na geração de emprego e renda pode levar a um distanciamento de difícil compreensão para o empresário que investiu numa nova fábrica, numa nova loja, na geração de riqueza.
Assim, fica claro que é preciso um verdadeiro e genuíno esforço para compreender, aceitar e valorizar a diversidade. Você que é empresário, que é dirigente empresarial ou você que é político, servidor público, trabalha nos meios de comunicação ou onde quer que seja, pense na diversidade humana. A riqueza da sociedade está justamente na diferença entre as pessoas. O que seria do azul, se todos gostassem do amarelo? – diz o ditado popular. E assim, na empresa, na família, na vida, tente fazer um esforço para respeitar as pessoas como elas são – diferentes de você!
Em reunião realizada no último sábado, 24 de julho, no auditório do Shopping Costa Dourada, a Academia Cabense de Letras recebeu a visita do comunicador, cineasta e jornalista rafael Negrão. Na oportunidade, Rafael Negrão expôs todo o processo de criação e produção do filme curta-metragem RETRATOS, seu primeiro trabalho em vídeo, em parceria com Leo Tabosa. Em seguida, os acadêmicos assistiram à exibição do curta, que tem a duração de 20 minutos.
RETRATOS será exibido na Livraria Cultura, em Recife, dia 31 de julho, às 19 horas.
RETRATOS mostra, antes de tudo, o lado humano dos(as) travestis, fugindo do clichê comum que mostra a violência e a prostituição rotina dos(as) travestis. Em RETRATOS eles(as) aparecem com pessoas comuns, que estudam, trabalham, têm vida doméstica e, principalmente, uma vida afetiva.
O Curta, que nasceu como um trabalho universitário, ganhou as ruas e tornou-se uma referência para o debate sobre um tema tão delicado e tão importante. Após a apresentação, abriu-se um pequeno debate entre os acadêmicos e o autor do vídeo, com Rafael Negrão sendo bastante parabenizado por todos. A Academia Cabense de Letras declarou apoio ao Projeto que está levando RETRATOS às comunidades.
RETRATOS vem participando de importantes Festivais no Brasil e no exterior, a exemplo do México e Estados Unidos. No Brasil, foi premiado no Rio de Janeiro e participará do Festival que acontecerá no Ceará.
Valéria Saraiva é enfermeira, pós-graduada em Saúde da Família, poetisa, cabense de coração que adotou nossa cidade com uma visão crítica e precisa dos avanços e retrocessos impostos à sociedade.
O feriado de Ação de graças se aproxima e o estudante Charles Simms (Chris O'Donnell) decide aceitar um serviço para ajudá-lo a pagar a faculdade: servir de acompanhante para o tenente-coronel Frank Slade (Al Pacino), um militar aposentado, cego e terrivelmente amargo. Mal sabe ele que está preste a viver os dias mais incríveis de sua vida, pois Frank o levará para os restaurantes mais caros e o melhor hotel de Nova York, onde, se tudo correr como planejado, ele cometerá suicídio. Poderá uma viagem mudar o destino de ambos? Oscar de Melhor Ator para Al Pacino.
A canção da cena de tango dançada por Al Pacino no restaurante se chama Por una cabeza, de Carlos Gardel e Alfredo Le Pera. Simplesmente ESPETACULAR!!!!
O professor da rede pública do Cabo de Santo Agostinho que for ao Shopping Costa Dourada hoje, poderá adquirir, gratuitamente, um exemplar do Livro O MARQUÊS DE RECIFE - MORGADO DO CABO. Basta levar o contra-cheque ou outro documento de comprovação profissional. Quem não é professor poderá adquirir o Livro ao preço simbólico de apenas R$ 5,00. No caso da aquisição por compra, a direção do Shopping Costa Dourada decidiu por doar a renda à Academia Cabense de Letras.
Paralelamente, acontece no local a Exposição fotográfica "UMA CIDADE DE TANTAS HISTÓRIAS", com parte do acervo da Casa da Memória do Cabo, com apoio do Shopping Costa Dourada e Fundação Joaquim Nabuco.
São cada vez mais frequentes os estudos sobre a existência e o crescimento/evolução do número de pobres e miseráveis que ainda compõem boa parte da população brasileira. Não faz muito tempo, o IPEA – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada - publicou um estudo sob o título “ Pobreza e Riqueza no Brasil Metropolitano” abrangendo esse segmento da população que vive nas seis regiões metropolitanas do país (Recife, S. Paulo, B. Horizonte, Salvador, Porto Alegre e R. Janeiro).
Considerando que as seis regiões estudadas são representativas dos movimentos recentes da nossa estrutura social, e entendendo por pobre todas as pessoas com renda per capita igual ou menor do que 1/2 do salário mínimo e por miserável todos àqueles com renda igual ou inferior a 1/4 do salário mínimo, o estudo chegou à conclusão de que o “percentual de pobres subiu de 32,9% em 2002 para 35,0% em 2003, declinando a partir daí para 24,1% em 2008, enquanto que no mesmo período a percentagem dos miseráveis cresceu de 12,7% para 13,7% caindo para 6,6% em 2008”.
Em números absolutos, os pobres que eram 14,3 milhões saltaram para 15,4 milhões e reduziram-se para 11,3 milhões, ao passo que os miseráveis que somavam 5,6 milhões cresceram para 6,0 milhões e encolheram para 3,1 milhões. Vale afirmar, enquanto a pobreza reduziu-se em quase um terço nas regiões metropolitanas, os miseráveis recuaram pela metade, evidenciando a participação do programa Bolsa Família.
Mais recentemente, o mesmo Instituto divulgou outro estudo, sob o título “Dimensão, Evolução e Projeção da Pobreza por Região e por Estado do Brasil” que ao tempo em que constata a redução da pobreza no país, também sinaliza que teremos um caminho longo para que o Brasil consiga acabar com a miséria e a pobreza absoluta. Pelos dados do IPEA, o Sul foi a região onde a pobreza absoluta e a pobreza extrema mais caíram, cerca de - 47,15 e - 59,6%, respectivamente, vindo em seguida o Sudeste com - 34,8% e - 41,0%, o Centro-Oeste com reduções de - 12,7% e - 33,7% e o Norte com quedas de - 14,9% e - 33,7%.
Os números para o Nordeste mostram que a região apresenta os estados mais desiguais do país, haja vista a concentração de pobres e miseráveis existentes. Alagoas é o estado que concentra o maior número de pessoas em situação de pobreza absoluta em 2008, cerca de 56,6%, e de pessoas em estado de pobreza extrema, cerca de 32,3%, seguido do Maranhão com 55,9% dos indivíduos vivendo em situação de pobreza absoluta e 27,2% em pobreza extrema, e do Piauí com, respectivamente, 52,9% e 26,1%.
Neste contexto, o RN situa-se numa posição privilegiada, tendo em vista que em 1995 apresentava 63,8% (o menor índice dos nove estados) de sua população em estado de pobreza absoluta tendo evoluído para 44,2% em 2008, queda de - 30,7%, o mesmo acontecendo com a população que em 1995 vivia em estado de pobreza extrema, cerca de 34,3%, atingindo 20,2% em 2008, ou seja, uma redução de - 41,1%. Todavia, essa posição privilegiada dentro da região ainda está distante de estados como Santa Catarina e Paraná onde a redução da pobreza absoluta situa-se em 61,4% e 52,2%, respectivamente. Além dos indicadores de redução de pobreza, o IPEA também apurou o aumento/redução da desigualdade de renda, obtido através do Índice de Gini (quanto mais próximo de 1,0 maior a desigualdade). Neste caso, o índice do RN que era de 0,60 em 1995 passou para 0,55 em 2008, enquanto que no mesmo período Pernambuco foi o estado que apresentou o menor índice, 0,57 contra 0,56.
Para o IPEA, a ação dos governos de Fernando Henrique e Luiz Inácio, com a implantação e execução de programas sociais, foi fundamental para a retirada de 24,6 milhões de pessoas das condições de miséria absoluta e de pobreza extrema. Todavia, para os técnicos da Instituição “só o crescimento econômico não é suficiente para acabar com a pobreza e a miséria, haja vista as diferentes desigualdades regionais que ainda persistem”. E os números são evidentes !
Após a desclassificação do Brasil pela Holanda, saí da casa do meu irmão Douglas, onde assisti todos os jogos, com o olhar atento para poder analisar o impacto causado pela inesperada derrota.
Fui caminhando, como sempre faço, até a localidade onde moro, olhando em cada rosto a reação do povo, o que deixou em mim a sensação de caminhar em um imenso “velório coletivo”. Além das lágrimas, um silêncio assustador.
Vi crianças e adultos chorando, vi os bares fechando suas portas, como se a tristeza ficasse ali guardada até a próxima Copa (eram 14 horas). Presenciei também o apagar das churrasqueiras, sob a chuva fina que caía na tarde da mais triste sexta-feira do ano.
No meu caminhar, cheguei à conclusão ser um verdadeiro absurdo tanta gente chorar e sofrer por um simples jogo de futebol. Continuei convencido ser coisa de idiota e fanático. Lembrei minha avó, que sempre me dizia: -Quando chorar, Romero, nunca chore por tolices.
Confesso que segui meu caminho com um certo ar de superioridade, pois, apesar de ser brasileiro, estava sendo diferente da maioria de idiotas e fanáticos. Não estava chorando. Chorar por futebol? Por que? Tô fora! Quem quiser, que chore.
Cheguei na minha moradia bastante cansado. Coloquei a sacola sobre a mesa, sentei no sofá e tirei os sapatos. Aí, lembrei da seleção, senti um forte aperto no peito...
E também comecei a chorar.
*Romero Menezes é funcionário do CRAS da Charneca.
A Ordem Maçônica sempre cultivou a aproximação com grandes vultos das artes e da literatura universal, pois os mesmos sempre habitaram nossos templos; recebemos luzes e damos, como reciprocidade, sinceridade e fraternidade. Fazemos intercâmbios!
A Ordem, como entidade separada da grande sociedade, sempre teve influência na vida dos grandes pensadores da humanidade. Não vou cair no lugar-comum de nominar essas figuras; o grande público poderá reconhecê-las, baseado na repercussão das suas vidas.
Apenas como curiosidade histórica, permitam-me citar o genial Wolfgang Amadeus Mozart, iniciado na maçonaria em uma época de grande dificuldade de relacionamento entre nossa instituição e os Estados monárquicos. Mozart foi influenciado pelos influxos do iluminismo da nossa Ordem, não como artista, pois o gênio já nasce gênio, mas sim na sua vida privada, em relação à grande sociedade.
A maçonaria deu-lhe guarida em momentos de dificuldade existencial, facilitando, de alguma maneira, a realização da sua magistral obra. Sabemos que o que se cria em sociedade tem mais vida do que aquilo que se cria na solidão.
Tenho arquivada nos meus guardados cópia de um bilhete que Mozart enviou a um irmão da Ordem, na semana que estreava a ópera de sua autoria Cosi Fan Tutte:
Salzburgo, 20 de janeiro de 1790
Querido irmão Puchberg,
Se você puder, empreste-me outros 100 florins.
Sinceramente, seu irmão
W.A. Mozart
Provavelmente, muitos leitores podem estar se perguntando: que entidade é esta que se propõe, como está dizendo o articulista, influenciar os homens. Sabemos que a maçonaria continua sendo um mistério para boa parte da população; para muitos porque estes não se interessam em buscar respostas para suas dúvidas; para uns poucos, por juízo preconceituoso e apressado.
Para tentar esclarecer estes e aqueles, gostaria de definir a maçonaria copiando o que nos diz o historiador José Castelani: “É uma instituição iniciática, filosófica, filantrópica e evolucionista. Proclama a prevalência do espírito sobre a matéria, pugna pelo aperfeiçoamento moral, intelectual e social da humanidade, por meio do cumprimento inflexível do dever. Suas finalidades são: liberdade, igualdade e fraternidade.”
Podemos, também, ouvir o maçom Fichte, famoso filósofo alemão do século 18, amigo de Emanuel Kant: “É uma instituição destinada a cancelar a unilateralidade da cultura recebida pelo homem na grande sociedade e elevar esta cultura, constituída pela metade, à cultura universal e puramente humana.” Se a definição de Fichte é mais sintética, também nos obriga a tentar explicar para os leitores o que imaginamos que a nossa Ordem possa dar para a cultura universal.
Cultura para a religião: como cidadão do mundo espiritual, devemos impedir que a religião seja unilateralmente concebida, interferindo em nossas ações e dirigindo nosso intelecto.
Cultura para o Estado: é o estabelecimento da íntima ligação entre o sentimento do direito e a consciência do cidadão. Em outras palavras, observar, como maçom, com a mais escrupulosa exatidão, as leis do seu país. Estas, por mais deficientes que sejam, são sempre melhores do que nada. No entanto, a imposição das autoridades não pode levá-lo a raciocinar como se existisse apenas o seu país, porque fazemos parte da humanidade inteira. Se as leis editadas por estas mesmas autoridades são consensualmente contrárias à Justiça, o maçom não se propõe a cumpri-las. Não faz isso simplesmente por ser maçom, mas sim como homem de caráter íntegro.
Cultura para a educação: é o despertar para nossa capacidade, como racionais, de dominar e proteger a natureza. É o uso de instrumentos da razão para transformar o homem, com reentrâncias do caráter semelhantes a uma pedra bruta, ainda não polida pelo cinzel do pedreiro, em um indivíduo justo e de atitudes perfeitas.
Quais são os meios de que a Ordem Maçônica dispõe para cumprir este desiderato?
O ensinamento e o exemplo, respondem em uníssono a voz dos obreiros da Arte Real, acumuladas através dos séculos; o ensinamento propicia o saber, porém, não pressupõe condições para agir. A decisão, a ser emanada do seu foro íntimo, poderá levá-lo a concretizar esta etapa com sabedoria. Se, ao lado desta disposição, comparando nossa vontade e o desejo de executar a ação com atitudes positivas que assimilamos de quem acreditamos, leva-nos a pensar que estamos trilhando o caminho da razão.
Muitos leitores, por não pertencerem à nossa Ordem, indicariam uma terceira via, a via da emoção, ou seja, a tentativa de atingir o alvo sensível do interlocutor, o seu coração, como fazem muitos oradores públicos.
Comovendo o indivíduo, fazendo-o verter lágrimas emocionadas, podemos, de fato, conduzi-lo a uma efêmera boa ação; após enxugar os olhos, com o desaparecimento do embaçamento momentâneo da visão, passado o êxtase do espírito, ele é o mesmo homem de antes.
Mesmo que o leitor jamais entre em uma loja maçônica, espero que possa acolher em seu coração o sentimento maçônico, segundo o qual tudo o que diz respeito à humanidade e à sua evolução desperta nossa atenção e interesse.
Não afirmo que os maçons são necessariamente melhores do que os outros homens, e, tampouco, que não se consiga alcançar a mesma perfeição fora da Ordem. O que afirmo, respaldado em séculos de imutável ritualística, é que o maçom tem obrigação de, pelo menos, se equiparar aos melhores homens e mulheres da grande sociedade.
Hélio Moreira é membro da Academia Maçônica de Letras de Goiás e da Academia Goiana de Letras.
Não posso
Não é possível
Digam-lhe que é totalmente impossível
Agora não pode ser
É impossível
Não posso.
Digam-lhe que estou tristíssimo, mas não posso ir esta noite ao seu encontro.
Contem-lhe que há milhões de corpos a enterrar
Muitas cidades a reerguer, muita pobreza pelo mundo.
Contem-lhe que há uma criança chorando em alguma parte do mundo
E as mulheres estão ficando loucas, e há legiões delas carpindo
A saudade de seus homens; contem-lhe que há um vácuo
Nos olhos dos párias, e sua magreza é extrema; contem-lhe
Que a vergonha, a desonra, o suicídio rondam os lares, e é preciso
reconquistar a vida
Façam-lhe ver que é preciso eu estar alerta, voltado para todos os caminhos
Pronto a socorrer, a amar, a mentir, a morrer se for preciso.
Ponderem-lhe, com cuidado – não a magoem... – que se não vou
Não é porque não queira: ela sabe; é porque há um herói num cárcere
Há um lavrador que foi agredido, há um poça de sangue numa praça.
Contem-lhe, bem em segredo, que eu devo estar prestes, que meus
Ombros não se devem curvar, que meus olhos não se devem
Deixar intimidar, que eu levo nas costas a desgraça dos homens
E não é o momento de parar agora; digam-lhe, no entanto
Que sofro muito, mas não posso mostrar meu sofrimento
Aos homens perplexos; digam-lhe que me foi dada
A terrível participação, e que possivelmente
Deverei enganar, fingir, falar com palavras alheias
Porque sei que há, longínqua, a claridade de uma aurora.
Se ela não compreender, oh procurem convencê-la
Desse invencível dever que é o meu; mas digam-lhe
Que, no fundo, tudo o que estou dando é dela, e que me
Dói ter de despojá-la assim, neste poema; que por outro lado
Não devo usá-la em seu mistério: a hora é de esclarecimento
Nem debruçar-me sobre mim quando a meu lado
Há fome e mentira; e um pranto de criança sozinha numa estrada
Junto a um cadáver de mãe: digam-lhe que há
Um náufrago no meio do oceano, um tirano no poder, um homem
Arrependido; digam-lhe que há uma casa vazia
Com um relógio batendo horas; digam-lhe que há um grande
Aumento de abismos na terra, há súplicas, há vociferações
Há fantasmas que me visitam de noite
E que me cumpre receber, contem a ela da minha certeza
No amanhã
Que sinto um sorriso no rosto invisível da noite
Vivo em tensão ante a expectativa do milagre; por isso
Peçam-lhe que tenha paciência, que não me chame agora
Com a sua voz de sombra; que não me faça sentir covarde
De ter de abandoná-la neste instante, em sua imensurável
Solidão, peçam-lhe, oh peçam-lhe que se cale
Por um momento, que não me chame
Porque não posso ir
Não posso ir
Não posso.
Mas não a traí. Em meu coração
Vive a sua imagem pertencida, e nada direi que possa
Envergonhá-la. A minha ausência.
É também um sortilégio
Do seu amor por mim. Vivo do desejo de revê-la
Num mundo em paz. Minha paixão de homem
Resta comigo; minha solidão resta comigo; minha
Loucura resta comigo. Talvez eu deva
Morrer sem vê-Ia mais, sem sentir mais
O gosto de suas lágrimas, olhá-la correr
Livre e nua nas praias e nos céus
E nas ruas da minha insônia. Digam-lhe que é esse
O meu martírio; que às vezes
Pesa-me sobre a cabeça o tampo da eternidade e as poderosas
Forças da tragédia abastecem-se sobre mim, e me impelem para a treva
Mas que eu devo resistir, que é preciso...
Mas que a amo com toda a pureza da minha passada adolescência
Com toda a violência das antigas horas de contemplação extática
Num amor cheio de renúncia. Oh, peçam a ela
Que me perdoe, ao seu triste e inconstante amigo
A quem foi dado se perder de amor pelo seu semelhante
A quem foi dado se perder de amor por uma pequena casa
Por um jardim de frente, por uma menininha de vermelho
A quem foi dado se perder de amor pelo direito
De todos terem um pequena casa, um jardim de frente
E uma menininha de vermelho; e se perdendo
Ser-lhe doce perder-se...
Por isso convençam a ela, expliquem-lhe que é terrível
Peçam-lhe de joelhos que não me esqueça, que me ame
Que me espere, porque sou seu, apenas seu; mas que agora
É mais forte do que eu, não posso ir
Não é possível
Me é totalmente impossível
Não pode ser não
É impossível
Não posso.
Vinicius de Moraes, o verdadeiro poeta brasileiro, tenta resistir à poesia. O poema acima foi extraído do livro "Antologia Poética", Editora do Autor - Rio de Janeiro, 1960, pág. 160.
Um professor de economia na universidade Texas Tech disse que nunca reprovou um só aluno antes, mas tinha, uma vez, reprovado uma classe inteira. Esta classe em particular tinha insistido que o socialismo realmente funcionava: ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e justo. O professor então disse:
Ok, vamos fazer um experimento socialista nesta classe. Ao invés de dinheiro, usaremos suas notas nas provas. Todas as notas seriam concedidas com base na média da classe, e, portanto seriam justas. Com isso ele quis dizer que todos receberiam as mesmas notas, o que significou que ninguém seria reprovado. Isso também quis dizer, claro, que ninguém receberia um "A".
Depois que a média das primeiras provas foram tiradas, todos receberam "B". Quem estudou com dedicação ficou indignado, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado.
Quando a segunda prova foi aplicada, os preguiçosos estudaram ainda menos - eles esperavam tirar notas boas de qualquer forma. Aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que eles também se aproveitariam do trem da alegria das notas. Portanto, agindo contra suas tendências, eles copiaram os hábitos dos preguiçosos.. Como um resultado, a segunda média das provas foi "D". Ninguém gostou.
Depois da terceira prova, a média geral foi um "F". As notas não voltaram a patamares mais altos, mas as desavenças entre os alunos, buscas por culpados e palavrões passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela classe. A busca por 'justiça' dos alunos tinha sido a principal causa das reclamações, inimizades e senso de injustiça que passaram a fazer parte daquela turma. No final das contas, ninguém queria mais estudar para beneficiar o resto da sala. Portanto, todos os alunos repetiram o ano. Para total surpresa!
O professor explicou que o experimento socialista tinha falhado porque foi baseado no menor esforço possível da parte de seus participantes. Preguiça e mágoas foi seu resultado. Sempre haveria fracasso na situação a partir da qual o experimento tinha começado.
"Quando a recompensa é grande", ele disse, "o esforço pelo sucesso é grande, pelo menos para alguns de nós. Mas quando o governo elimina todas as recompensas ao tirar coisas dos outros sem seu consentimento para dar a outros que não batalharam por elas, então o fracasso é inevitável".
É impossível levar o pobre à prosperidade através de legislações que punem os ricos pela prosperidade. Cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa deve trabalhar sem receber. O governo não pode dar para alguém aquilo que não tira de outro alguém. Quando metade da população entende a idéia de que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação. É impossível multiplicar riqueza dividindo-a.
Amanheceu e a lua ainda no céu.
Gotas de orvalho
as pétalas róseas
Refletem os primeiros raios de sol.
Há uma brisa de paz
A energia do amor
As flores sorriem
Para um lindo arco-íris.
No lago perene
Brinca um beija flor
Abanando as asinhas
Fazendo ondinhas
Na lamina de água
O beija flor,
Como um Narciso,
Ver sua imagem refletida
E brinca.
Vendo suas cores cintilantes
Vendo seus olhos e seu bico
Vendo os dentes das piranhas
Que saltam, agarram os pezinhos
Puxam o beija flor para o fundo
Escuro do lago.
Atacam os olhos,
Arrancam os olhos,
Rasgam o papo do pobre animal,
Que sacode o que resta das asinhas
Que sangra
Esperneia
E morre
Todo mordido
Fudido
Nas águas do Capibaribe
Do Recife que fede
Cheio de merda.
Poema Lido por Bruno Pifardinni na Fliporto
· Homenagem aos poetas pernambucanos. Especial para o grande poeta Miró da Muribeca.
Jânio Quadros
Tu és um soldado
Sentinela da democracia
O Brasil foi por ti libertado
Reação nacional, valentia
Jânio Quadros, a tua bandeira
É a Pátria querida a servir
Tornar grande a nação brasileira
Gloriosa, feliz no porvir
Jânio Quadros, tu és presidente
Norte e Sul, a nação unirás
No Planalto, te quer tanta gente
Novo sol, Alvorada da paz
Só Lacerda gritou Guanabara
Paraná respondeu com Nei Braga
Minas deu Magalhães, jóia rara
Tantas glórias o povo afaga
Oh! São Paulo! Que tem Dom Carvalho
Salve-se de Gondim e Luiz
Redenção, honradez e trabalho
E o Brasil, seu destino feliz
NÃO PODEMOS ESQUECER QUE CARTOLA COMPÔS E CANTOU TAMBÉM A SUA ALVORADA.
“Quer ter mais disposição? Produzir mais e melhor? Ficar mais próximo de quem você gosta? Corte um hábito e aproveite melhor todos os outros. Querer é poder. Consulte seu médico.”
Este é o clima otimista e positivo da campanha de conscientização “Eu Quero Parar” da Pfizer, uma iniciativa que visa estimular o fumante a abandonar o cigarro. Apoio comportamental aliado a um tratamento farmacológico aumentam em até seis vezes as chances de um fumante parar de fumar. Acreditando nisso a Pfizer lançou este programa que funciona como um complemento ao tratamento do paciente fumante e oferece vários suportes como dicas comportamentais para evitar recaídas e situações de risco e incentivo para manter-se longe do cigarro. Confira aqui o site oficial.
O cigarro contém cerca de 4.700 substâncias tóxicas. Você conhece os males causados pelo fumo? Veja aqui.
Corria o ano de 1972. Anos de chumbo aqueles daquela década. Tortura, mortes e medo, muito medo. Ser oposição ao regime militar era tarefa para fortes, para as pessoas que possuíam, acima de tudo, uma consciência democrática e capacidade de doação acima de suas conveniências pessoais. Aquelas que são úteis e imprescindíveis porque lutam a vida inteira. São os que sacrificaram a própria vida para que hoje respiremos os ares democráticos da ainda incipiente democracia brasileira.
Pois bem. Naquele ano, haveria eleição para prefeito. Forma que a ditadura encontrou para dar um feitio democrático ao regime de exceção, já que não havia pleito nem para governador, presidente ou governante das capitais. E a cidade do Cabo de Santo Agostinho era uma das mais visadas pela sua importância econômica e, sobretudo, por sua politização e pelo fato representar um dos centros da resistência democrática. Uma cidade em que o governo não admitia sair derrotado.
Já naquela época, o instituto da sublegenda funcionava a todo vapor. Instrumento criado para dificultar o avanço da oposição ao regime, consistia na soma de votos de um partido que poderia eleger um candidato mesmo sendo ele o menos votado. Com isso, o governo lançou, na eleição do Cabo, dois candidatos: José Feliciano de Barros e Vicente Mendes Filho, pela Arena, partido governista; enquanto a oposição ia de Lúcio Monteiro e José Ribeiro de Jesus.
Sem dinheiro, usando um fusca velho e um banquinho para fazer discurso, Lúcio Monteiro conseguiu empolgar o povo, desbravando o caminho para a renovação política do Cabo, além de um aspecto importante: o apelo à conscientização política, abrindo espaço para que o poder econômico influísse menos na eleição. Uma campanha memorável. Lúcio teve mais de cinco mil votos, ganhou do segundo colocado com uma diferença de quase mil e quinhentos votos mas perdeu, porque a soma dos dois candidatos da Arena suplantou sua votação. No entanto, a lição ficou. Uma década depois, um político de esquerda ganhava as eleições no Cabo: Elias Gomes iniciava uma nova era na política cabense.
Os cabenses um pouco mais velhos não podem esquecer esse fato histórico. Após o resultado das urnas, Lúcio foi carregado pelas ruas da cidade, nos braços do povo, que gritava seu nome. Há derrotas que de tão emblemáticas parecem vitórias, pelo seu sentido épico, por representarem a possibilidade real de mudança e a chegada de um futuro melhor para as pessoas. Isto aconteceu e eu vi.
Cabo, 28 de junho de 2010.
*Douglas Menezes é membro da Academia Cabense de Letras.
1º - Não se aposente da vida pra se tornar a praga da família. A vida é atividade, e o verdadeiro elixir da eterna juventude é o dinamismo. Não despreze as ocupações enquanto tiver energia para as lutas cotidianas.
2º - Seja independente e preserve a sua liberdade, mesmo que seja dentro de um quartinho. Quem renuncia ao próprio lar, obriga-se a andar na ponta dos pés, pra evitar atritos com noras, genros, netos e outros parentes.
3º - Mantenha o governo da sua própria bolsa. Ajude os seus filhos financeiramente, na medida das suas posses; reserve uma parte para emergências, e lembre-se de que um filho ambicioso pode ser mais temível que um inimigo.
4º - Cultive a arte da amizade como se fosse uma planta rara, cercando os familiares de cuidados, como se fossem flores. Se a sua memória estiver falhando, anote numa agenda sentimental as datas mais importantes das suas vidas, e compartilhe com eles a alegria de estar presente.
5º - Cuide da sua aparência e seja o mais atraente possível. Não seja um daqueles velhos relaxados, que exibem caspa na gola do paletó e manchas de gordura na roupa, que revelam o cardápio da semana. Nunca despreze o uso de água e sabão.
6º - Seja cordial com os seus vizinhos. Evite implicar-se com o latido do cachorro, o miado do gato, o lixo fedorento na calçada ou o volume do rádio. Um bom vizinho é sempre um tesouro, especialmente se os parentes morarem distantes.
7º - Cuidado com o nariz, e não se intrometa na vida dos filhos adultos. Eles são seres com cérebro, coração, vontade, e contam com muitos anos para cometerem os seus próprios erros.
8º - Fuja do vício mais comum da velhice, que é a "presunção". A longa vida pode não lhe ter trazido sabedoria. Há muitos que chegam ao fim da jornada, tão ignorantes como no início dela.
Deixe que a "humildade" seja a sua marca mais forte.
9º - Os cabelos brancos não lhe dão o privilégio de ser ranzinza e inconveniente. Lembre-se de que toda paciência tem limite, e que não há nada mais desagradável do que alguém desejar a sua morte.
10º - Não seja repetitivo, contando a mesma história três, quatro, cinco vezes. Quem olha só para o passado, tropeça no presente e não vê a passagem para o futuro.
“inútil é rolar em descaminho/ e ao desencanto de si mesmo opor/ a suavidade mansa de um carinho/ e o vício sensual do próprio amor.// é desencanto vão andar sozinho/ por estradas de ódio ou de rancor./ é preciso saber ser o caminho/ para as sombras do antigo desamor.// inútil aprender o desencanto/ da chuva estagnada em nosso pranto/ sem roubar do horizonte céus secretos:// há um caminho de sal e onda, impreciso,/ entre a algidez de areia do teu riso/e a brancura hibernal dos meus sonetos”.
(Soneto de Alzira Pacheco, in “Sonegação de Ternura” (1968), Livraria 4 Artes Editora).
Trata-se do segundo livro de poemas da poetisa Alzira Pacheco Lomba Kotona, figura das mais respeitadas, na região do Vale do Ribeira/SP, tanto na Literatura como no Direito. O livro recebeu menção honrosa no “Prêmio Governador do Estado”, em 1965. Arquiteta sem comparação na Arte Real de sutilmente maquinar versos justos e perfeitos. Minha amiga Alzira Pacheco apresentou, nessa obra, uma bela seleção de poemas, que nos levou ao delírio, à reflexão, ao encanto. Percebeu que neste soneto, todo ele foi escrito em letras minúsculas?
A Loja Maçônica Alvorada da Paz nº 10 Cabo de Santo Agostinho-PE, sensibilizada com a situação que passam mais de 40 mil pernambucanos atingidos pelas chuvas, convoca as demais Lojas e Sociedades Maçônicas do Estado de Pernambuco a participarem de uma rede de solidariedade em prol dos desabrigados.
Vários pontos de coleta na capital e no interior do Estado estão recebendo donativos para as vítimas. Quem quiser ajudar pode doar alimentos não perecíveis, água mineral, colchões, lençóis, material de limpeza, produtos de higiene pessoal, roupas e sapatos infantis.
Participe e ajude a quem precisa!
CONFIRA OS LOCAIS DE DOAÇÃO NO ESTADO:
Assembleia Legislativa
Rua da Aurora
BOMPREÇO
Os donativos devem ser entregues nas lojas Hiper Bompreço de Boa Viagem, Av. Recife e Casa Forte.
Sistema Jornal do Commercio de Comunicação
CABO DE SANTO AGOSTINHO
Loja Maçônica Alvorada da Paz nº10
Rua Joaquim Nabuco , 28 Centro Cabo/PE
SEMEC SERVIÇO MÉDICO DO CABO
Av Presidente Vargas 540 Centro Cabo/PE
IGREJA BATISTA DA COHAB
Sob a coordenação do Pastor Erivaldo da Cohab, Cabo/PE
CARUARU
Sistema Jornal do Commercio em Caruaru - Av. José Pinheiro dos Santos, 351 - Caiucá
Conselho Regional de Enfermagem
Rua Barão de São Borja, 243 Recife - PE, 50070-310
Faculdade Joaquim Nabuco
Av. Senador Salgado Filho S/N - Centro - Paulista/PE - CEP: 53.401-440 RECIFE: Av. Guararapes, 233 - Centro - Recife/PE
Faculdade Maurício de Nassau
Rua Guilherme Pinto, 114 - Graças
Rua Fernandes Vieira, 110 - Boa Vista
Federação Espírita de Pernambuco
Av. João Barros, 1629 - Recife - PE, 52021-180
GARANHUNS
Rádio Jornal Garanhuns - Av. Rui Barbosa, s/n - Heliópolis
IASC
Rua Imperial, 202, Bairro do Recife
Instituto Federal de Pernambuco
Todos os campos do Instituto nas cidades do Recife, Ipojuca, Belo Jardim, Vitória, Pesqueira e Barreiros. Informações: (81) 2125-1639.
Instituto Pró-Cidadania
Rua Castro Alves, 343 - Encruzilhada - Recife/PE
OAB-PE
Rua do Imperador Pedro II, 235, Santo Antônio
Pátio de São Pedro
Bairro de São José - Centro
PESQUEIRA
Rádio Jornal Pesqueira - Av. F. Pessoa de Queiroz, s/n - Pesqueira
Prefeitura do Recife
Av. Cais do Apolo, 925, Bairro do Recife
Quarteis da PM (interior)
Quartel do Corpo de Bombeiros
Av. João de Barros, 399
Quartel da PM no Recife
Bairro do Derby
RECIFE
Portarias do Sistema Jornal do Commercio
Rua Capitão Lima, 250 Santo Amaro e Rua da Fundição, 257 - Santo Amaro
Loja de Serviço do JC - Rua Siqueira Campos 160 / Loja 05 - Santo Antônio
Sítio da Trindade
Estrada do Arraial
Subseccional da OAB de Caruaru
Rua Cônego Júlio Cabral, 267, Bairro Universitário
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"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo. E que posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreenções e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um “não“.
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo.”
Fernando António Nogueira Pessoa (1888-1935, Lisboa), poeta e escritor português. Pessoa é considerado junto de Luís Vaz de Camões um dos mais importantes poetas de língua portuguesa.
Morreu nesta sexta-feira (18) em Lanzarote (Ilhas Canárias, na Espanha), o escritor português José Saramago, aos 87 anos. Em 1998, Saramago ganhou o único Prêmio Nobel da Literatura em língua portuguesa. A Fundação José Saramago confirmou em comunicado que o escritor morreu às 12h30 (horário local, 7h30 em Brasília) na residência dele em Lanzarote, onde morava desde 1993, "em consequência de uma múltipla falha orgânica, após uma prolongada doença. O escritor morreu estando acompanhado pela sua família, despedindo-se de uma forma serena e tranquila".
Nos últimos anos, o escritor foi hospitalizado várias vezes, após sofrer uma grave pneumonia no final de 2007 e início de 2008.
O velório de José Saramago será realizado a partir das 17h no horário local (13h em Brasília) em Tías, na ilha de Lanzarote. A solenidade será na biblioteca Tías, que leva o nome do escritor.
Saramago publicou no final de 2009 seu último romance, "Caim", obra com um olhar irônico sobre o Velho Testamento e, por isso, muito criticada pela Igreja. Ateu e comunista, o escritor nasceu em 16 de novembro de 1922, em Azinhaga, uma aldeia ao sul de Portugal. Filho de agricultores sem terra que imigraram para Lisboa, abandonou a escola aos 12 anos para receber formação de serralheiro, um ofício que exerceria durante dois anos. Autodidata, antes de se dedicar exclusivamente à literatura trabalhou ainda como mecânico, desenhista industrial e gerente de produção em uma editora. Começou a atividade literária em 1947, com o romance Terra do Pecado. Voltou a publicar livro de poemas em 1966. Atuou como crítico literário em revistas e trabalhou no "Diário de Lisboa". Em 1975, tornou-se diretor-adjunto do jornal "Diário de Notícias". A partir de 1976 passou a viver de seus escritos, inicialmente como tradutor, depois como autor.
Em 1980, alcança notoriedade com o livro Levantado do Chão, considerado por críticos como seu primeiro grande romance. Memorial do Convento confirmaria esse sucesso dois anos depois.
Em 1991, publica O Evangelho Segundo Jesus Cristo, livro censurado pelo governo português -- o que leva Saramago a exilar-se em Lanzarote, onde viveu até hoje.
Entre seus outros livros estão os romances O Ano da Morte de Ricardo Reis (1984), A Jangada de Pedra (1986), Todos os Nomes (1997), e O Homem Duplicado (2002); a peça teatral In Nomine Dei (1993) e os dois volumes de diários recolhidos nos Cadernos de Lanzarote (1994-7).
O livro Ensaio sobre a Cegueira (1995) foi transformado em filme pelo diretor brasileiro Fernando Meirelles em 2008.
“A águia empurrou gentilmente os filhotes para a beira do ninho”. Seu coração trepidava com emoções conflitantes enquanto sentia a resistência deles. 'Por que será que a emoção de voar precisa começar com o medo de cair? ' – pensou. Esta pergunta eterna estava sem resposta para ela.
Como na tradição da espécie, seu ninho localizava-se no alto de uma saliência, num rochedo escarpado. Abaixo, havia somente o ar para suportar as asas de cada um de seus filhotes. A despeito de seus medos, a águia sabia que era tempo. Sua missão materna estava praticamente terminada. Restava uma última tarefa: o empurrão. A águia reuniu coragem através de uma sabedoria inata. Enquanto os filhotes não descobrissem suas asas, não haveria objetivos em suas vidas. Enquanto não aprendessem a voar, não compreenderiam o privilégio de terem nascido águias. O empurrão era o maior presente que a águia-mãe tinha para dar-lhes, era seu supremo amor. “E por isso, um a um, ela empurrou, e todos voaram.” (Autor desconhecido)
Todos nós somos seres dotados de capacidades potenciais que podem ser desenvolvidas e aprimoradas. Muitas vezes, esse potencial só é desenvolvido quando nos deparamos com uma situação difícil, que nos impõe uma postura mais arrojada. Por isso, mesmo que você se depare com dificuldades ao longo do curso, persista no seu objetivo. Assim como os filhotes da águia, é preciso vencer as dificuldades e os medos, para depois voar. Um T.'.F.'.A.'.
Para alinhar algumas notas acerca da aura humana, recordemos o que seja irradiação, na ciência atômica dos tempos modernos.
Temo-la, em nossas definições, como sendo a onda de forças dinâmicas, nascida do movimento que provocamos no espaço, cujas emanações se exteriorizam por todos os lados.
Todos os corpos emitem ondulações, desde que sofram agitação ou que a produzam, e as ondas respectivas podem ser medidas pelo comprimento que lhes é característico, dependendo esse comprimento do emissor que as difunde.
A queda de um grânulo de chumbo sobre a face de um lago estabelecerá ondas diminutas no espelho líquido, mas a imersão violenta de um calhau de grandes proporções criará ondas enormes.
A quantidade das ondas formadas por segundo, pelo núcleo emissor, é o fenômeno que denominamos frequência, gerando oscilações eletromagnéticas que de fazem acompanharem da força de gravitação que lhes corresponde.
Assim é que cada corpo em movimento, dos átomos às galáxias, possui um campo próprio de tensão e influência, constituído pela ondulação que produz.
Para imaginarmos o que seja um campo de influência, figuremo-nos uma lâmpada vulgar. Toda a área de espaço clareada pelos fótons que arroja de si, expressa o campo que lhe é próprio, campo esse cuja influência diminui à medida que os fótons se distanciam do seu foco gerador, fragmentando-se ao infinito.
Qual ocorre com a matéria densa, sob estrita observação científica, nosso espírito é fulcro de criação mental incessante, formando para si mesmo um halo de eflúvios eletromagnéticos, com o teor de força gravitativa que lhes diz respeito.
Nossos pensamentos, assim, tecendo a nossa auréola de emanações vitais ou a ondulação que nos identifica, representam o campo em que nos desenvolvemos.
Mas se no físico a agitação da matéria primária pode ser instintiva, no plano da inteligência e da razão, em que nos situamos, possuímos na vontade a válvula de controle da nossa movimentação consciente, auxiliando-nos a dirigir a onda de nossa vida para a ascensão à luz, ou para a descida às trevas.
Sentimentos e ideias, palavras e atos são recursos íntimos de transformação e purificação da nossa esfera vibratória, de conformidade com a direção que lhes imprimimos, tanto quanto as dores e as provas, as aflições e os problemas são fatores externos de luta que nos impelem a movimento renovador.
Sentindo e pensando, falando e agindo, ampliamos a nossa zona de influência, criando em nós mesmos a atração para o engrandecimento na Vida Superior, ou para a miséria na vida inferior, segundo as nossas tendências e atividades para o bem ou para o mal.
Enriqueçamo-nos, pois, de luz, amealhando experiências santificantes pelo estudo dignamente conduzido e pela bondade construtivamente praticada.
Apenas dessa forma regeneraremos o manancial irradiante de nosso espírito, diante do passado, habilitando-nos para a grandeza do futuro.
Constelações e mundos, almas e elementos, todos somos criações de Deus, adstritos ao campo de nossas próprias criações, com o qual influenciamos e somos influenciados, vivendo no campo universal e incomensurável da Força Divina.
Se nos propomos, desse modo, aprimorar nosso cosmo interior, caminhando ao encontro dos tesouros de amor e sabedoria que nos são reservados, sintonizemos, no mundo, a onda de nossa existência com a onda do Cristo, e então edificaremos nas longas curvas do tempo e do espaço o atalho seguro que nos erguerá da Terra aos píncaros da gloriosa imortalidade.
(Do livro “Vozes do Grande Além”, F. Labouriau, 22 de setembro de 1955, Francisco Cândido Xavier)
Já, Davi, matou Golias, e Michelangelo extraiu-lhe a mais bela escultura...
E em todos esses casos, a diferença não esteve na pedra, mas no homem!
Não existe "pedra" no seu caminho que você não possa aproveitá-la para o seu próprio crescimento.
Independente do tamanho das pedras, no decorrer de sua vida. não existirá uma, que você não possa aproveitá-la para seu crescimento espiritual. Quando a sua pedra atual, tenho certeza que Deus o Grande Arquiteto do Universo irá te dar sabedoria, para mais tarde você olhar para ela, e ter orgulho da maravilhosa experiência que causou em sua vida, no seu crescimento espiritual.
Viver, aqui ou lá, entre estrelas ou no sumo da terra... não importa. Viver é o importante.
Importa que meus olhos contemplem a honestidade e se compadeçam dos que miram na indecência, na negação, no domínio de mentes e corações. São escravos da morte.
Viver nestas plagas ou nas vertentes do invisível, eis o premio entregue pelo Senhor dos Mundos.
Viver, ainda que tropeços e becos aparentemente sem saída vitimem os meus pés. Não importa. Viver é como o beijo nos lábios mais ansiados, é como o abraço na alma mais desejada, um toque no coração que se derrama em saudade.
Viver é ter a paixão do Bem, da coragem e da certeza de ser feliz.
Frederico Menezes é membro da Academia Cabense de Letras.
Mario Quintana (escritor gaúcho *30/07/1906 +05/05/1994) .
"Deficiente" é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive.
"Louco" é quem não procura ser feliz com o que possui.
"Cego" é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.
"Surdo" é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.
"Mudo" é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.
"Paralítico" é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.
"Diabético" é quem não consegue ser doce.
"Anão" é quem não sabe deixar o amor crescer. E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois:
"Miseráveis" são todos que não conseguem falar com Deus.
Após completarem 50 anos de idade, as pessoas se tornam mais felizes, menos estressadas e passam a se sentir melhor. Isso é o que sugere um estudo americano publicado esta semana no Proceedings of the National Academy of Sciences. Avaliando os dados de mais de 340 mil pessoas entrevistadas por telefone, especialistas da Universidade Stony Brook descobriram que a sensação de bem estar melhora quando as pessoas passam pela meia idade.
De acordo com os autores, emoções como a raiva, a preocupação, o estresse e a tristeza variam por idade de forma similar entre homens e mulheres, embora elas sejam mais vulneráveis a esses sentimentos do que eles. O estudo mostrou que essas emoções declinam após o início dos 20 anos, mas as pessoas com mais de 50 é que demonstram menos estresse e mais bem estar, independentemente de fatores como ter filhos pequenos, estar desempregado ou ser solteiro.
Os especialistas explicam que o fato de as pessoas mais velhas se sentirem mais felizes e relatarem maior bem estar pode ser explicado pela experiência: “com a idade, aumenta a sabedoria e a inteligência emocional”. Além disso, segundo os autores, os mais velhos “se recordam menos de memórias negativas do que os adultos jovens”, fazendo com que seja mais fácil controlar seus sentimentos.
O velho Mestre pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal em um copo d‘água e bebesse.
- "Qual é o gosto?" perguntou o Mestre.
- "Ruim " disse o aprendiz.
O Mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e levasse a um lago.
Os dois caminharam em silêncio e o jovem jogou o sal no lago, então o velho disse:
- "Beba um pouco dessa água".
Enquanto a água escorria do queixo do jovem, o Mestre perguntou:
- "Qual é o gosto?"
- "Bom!" disse o rapaz
.- Você sente gosto do "sal" perguntou o Mestre?
- "Não" disse o jovem.
O Mestre então sentou ao lado do jovem, pegou sua mão e disse:
- A dor na vida de uma pessoa não muda. Mas o sabor da dor depende do lugar onde a colocamos. Então quando você sentir dor, a única coisa que você deve fazer é aumentar o sentido das coisas. Deixe de ser um copo.
"Se eu falar as línguas dos homens e dos anjos, mas não tiver amor, sou como o bronze que soa, ou como o címbalo que retine. E se eu possuir o dom da profecia, conhecer todos os mistérios e toda a ciência e tiver tanta fé que chegue a transportar montanhas, mas não tiver amor, eu nada sou. E se eu repartir todos os meus bens entre os pobres e entregar o meu corpo ao fogo, mas não tiver amor, nada disso me valerá.”
(Paulo de Tarso, Coríntios I)
Em agosto, você será convidado a um encontro carinhoso consigo e com o mundo que o cerca.
De vez em quando paramos tudo, suspiramos e refletimos com o suporte infalível da "Esperança". Ela que quebra paradigmas, que mostra o novo e clama todos a uma vida melhor. Com vocês a Banda de Pau & Corda viabilizando essa antiga "Esperança".
Estamos divulgando o próximo evento promovido pelo Movimento Amigos da Tamarineira, em defesa da Tamarineira enquanto espaço público, de saúde, e enquanto importante espaço de preservação histórico,cultural e ambiental.
No póximo sábado, dia mundial do meio ambiente, a partir das 9hs, estaremos comemorando o dia, com uma programação que inclui feira de orgânicos, a apresentação da Orquestra Cidadã Meninos do Coque, Plantio de Árvores, e trabalhos com a artista plástica Cristina Machado.