DOUGLAS MENEZES
É bom lembrar: Páscoa é renascer. Buscar na vida uma manhã onde o sol não se ponha nunca. No amanhecer os pássaros cantam todos os dias, mas o canto parece inédito, não repetido, sempre novo. Nos versos do poeta do poeta nordestino, a manutenção da chama que é a vida,essa celebração que faz o milagre acontecer quando menos esperamos, aliviando o fardo da existência sofrida e desesperançada. Nascer de novo é nascer duas vezes ou mais. Disse o poeta: ”O entardecer é bonito; mas belo mesmo é o amanhecer, pois coisas novas podem acontecer”.
Esse é o momento. Não o do paraíso consumista, da obrigação do peixe e do ovo de páscoa. Nem das solenidades coletivas dos templos repletos, muitas vezes mecânicas, superficiais até, rotineiras, para marcar uma data apenas. Mas o momento individual, reflexivo, onde você estará somente com você. Ao mesmo tempo sozinho e pensando nos outros. A busca da luz em meio às trevas. A cura da embriaguez do vinho amargo do orgulho, da soberba, da opressão, do egoísmo que embota os sentimentos bons. Renasçamos para, mesmo com os defeitos que levaremos até à morte, sejamos um pouco melhores.
Na visão pós-moderna, a Páscoa tornou-se um grande feriado turístico, onde a Paixão transformou-se em algo rentável, fonte de riqueza para empresários e divertimento para pessoas em busca de lazer.
Então, o espírito do nascer de novo deveria ser retomado, no sentido de entendermos bem o sacrifício DELE.
É preciso um renascimento da consciência, alcançando todos os ângulos da vida, notadamente aquele que trata das injustiças, das condições existenciais degradantes de grande parte da humanidade: os desprovidos de tudo.As eternas vítimas de uma ordem desumana e hipócrita.
Comamos o peixe e o chocolate, bebamos do vinho, sem, no entanto, esquecermos daqueles que nada disso possuem.
*Douglas Menezes é membro da Academia Cabense de Letras.
"É errado pensar que o amor vem do companheirismo de longo tempo ou do cortejo perseverante. O amor é filho da afinidade espiritual e a menos que esta afinidade seja criada em um instante, ela não será criada em anos, ou mesmo em gerações." Khalil Gibran
quarta-feira, 31 de março de 2010
RENASCER
DOUGLAS MENEZES
É bom lembrar: Páscoa é renascer. Buscar na vida uma manhã onde o sol não se ponha nunca. No amanhecer os pássaros cantam todos os dias, mas o canto parece inédito, não repetido, sempre novo. Nos versos do poeta do poeta nordestino, a manutenção da chama que é a vida,essa celebração que faz o milagre acontecer quando menos esperamos, aliviando o fardo da existência sofrida e desesperançada. Nascer de novo é nascer duas vezes ou mais. Disse o poeta: ”O entardecer é bonito; mas belo mesmo é o amanhecer, pois coisas novas podem acontecer”.
Esse é o momento. Não o do paraíso consumista, da obrigação do peixe e do ovo de páscoa. Nem das solenidades coletivas dos templos repletos, muitas vezes mecânicas, superficiais até, rotineiras, para marcar uma data apenas. Mas o momento individual, reflexivo, onde você estará somente com você. Ao mesmo tempo sozinho e pensando nos outros. A busca da luz em meio às trevas. A cura da embriaguez do vinho amargo do orgulho, da soberba, da opressão, do egoísmo que embota os sentimentos bons. Renasçamos para, mesmo com os defeitos que levaremos até à morte, sejamos um pouco melhores.
Na visão pós-moderna, a Páscoa tornou-se um grande feriado turístico, onde a Paixão transformou-se em algo rentável, fonte de riqueza para empresários e divertimento para pessoas em busca de lazer.
Então, o espírito do nascer de novo deveria ser retomado, no sentido de entendermos bem o sacrifício DELE.
É preciso um renascimento da consciência, alcançando todos os ângulos da vida, notadamente aquele que trata das injustiças, das condições existenciais degradantes de grande parte da humanidade: os desprovidos de tudo.As eternas vítimas de uma ordem desumana e hipócrita.
Comamos o peixe e o chocolate, bebamos do vinho, sem, no entanto, esquecermos daqueles que nada disso possuem.
*Douglas Menezes é membro da Academia Cabense de Letras.
segunda-feira, 22 de março de 2010
A LUZ DAS ACÁCIAS
Por Frederico Menezes
Ela age no silêncio das horas. Sua ação eficaz gera benefícios amplos em muitas áreas da experiência humana. Quase sempre não se sabe quem deu origem àquela benfeitoria e sua autora, em geral, não se interessa em apresentar-se como tal. Refiro - me à maçonaria, instituição fraternal que vara os séculos mexendo no imaginário popular, quase sempre de maneira profundamente equivocada.
Não sou maçon. Tenho, no entanto, muitos amigos que pertencem aos seus quadros, além de sempre, sempre, ser honrado com convites para proferir palestras em seus eventos. Encanta- me a filosofia que move seus esforços. Quantos ideais não receberam o apoio das acácias, com seu brilho suave e operante e o quanto a história da liberdade humana não deve à inspiração elevada de seu "coração" nobre...!
São vidas que se recuperaram no anonimato da presença previdente desses operários de Deus. Clichês, estereótipos, são lançados pelo preconceito em expressões pejorativas, no entanto, quanto bem, em nome do Grande Arquiteto do Universo, do Geômetra Divino, do Matemático Perfeito ela, a Maçonaria, não vem prodigalizando no sagrado mister de dar dignidade à vida, elevando a civilização?
Olho o brilho das acácias e lembro dos meus irmãos maçons. A felicidade dança no meu peito por saber que as ideias mais elevadas contam com as mãos e as mentes desses serviçais da luz. A luz que resplandece em nossos olhos ao fitar as acácias representam os espectros anônimos que se esgueiram pelos caminhos do mundo, cantando o amor e lutando para formatar um novo mundo, uma nova humanidade. Me emociona a solidariedade humilde de seus gestos e, de alguma forma, me parece que a magia dos mistérios dos templos sagrados se configura na atitude discreta do coração maçon. Debaixo da luz das acácias parece se agrupar os nobres elevados espíritos de ontem, inspirando os operários de hoje.
Minha reverência a este símbolo do Bem Universal, da alma de Salomão aos raios da Alvorada da Paz, guardiães da liberdade espiritual.
Frederico Menezes é Publicitário, Consultor de empresas, Diretor da Sociedade Espírita Casa do Caminho e Membro da Academia Cabense de Letras.
AÇÃO CRISTÃ
Acontece no dia 26 de março (sexta-feira), às 17 horas, a celebração da Páscoa Cristã Ecumênica, com a participação de Católicos, espíritas e Evangélicos. O Ato será co-celebrado por: Padre Josivaldo Bezerra, Frederico Menezes e Pastor Erivaldo Alves. Outros Padres, Pastores e lideranças espíritas já confrmaram presença no evento. A coordenação do Ato é do Centro de Estudos e Divulgação do Evangelho (CEDE).
quarta-feira, 17 de março de 2010
A MENTE APAGA REGISTROS DUPLICADOS
O cérebro humano mede o tempo por meio da observação dos movimentos.
Se alguém colocar você dentro de uma sala branca vazia, sem nenhuma mobília, sem portas ou janelas, sem relógio.... você começará a perder a noção do tempo.
Por alguns dias, sua mente detectará a passagem do tempo sentindo as reações internas do seu corpo, incluindo os batimentos cardíacos, ciclos de sono, fome, sede e pressão sanguínea.
Isso acontece porque nossa noção de passagem do tempo deriva do movimento dos objetos, pessoas, sinais naturais e da repetição de eventos cíclicos, como o nascer e o pôr do sol.
Compreendido este ponto, há outra coisa que você tem que considerar:
Nosso cérebro é extremamente otimizado.
Ele evita fazer duas vezes o mesmo trabalho.
Um adulto médio tem entre 40 e 60 mil pensamentos por dia.
Qualquer um de nós ficaria louco se o cérebro tivesse que processar conscientemente tal quantidade.
Por isso, a maior parte destes pensamentos é automatizada e não aparece no índice de eventos do dia e portanto, quando você vive uma experiência pela primeira vez, ele dedica muitos recursos para compreender o que está acontecendo.
É quando você se sente mais vivo..
Conforme a mesma experiência vai se repetindo, ele vai simplesmente colocando suas reações no modo automático e 'apagando' as experiências duplicadas.
Se você entendeu estes dois pontos, já vai compreender porque parece que o tempo acelera, quando ficamos mais velhos e porque os Natais chegam cada vez mais rapidamente.
Quando começamos a dirigir automóveis, tudo parece muito complicado, nossa atenção parece ser requisitada ao máximo.
Então, um dia dirigimos trocando de marcha, olhando os semáforos, lendo os sinais ou até falando ao celular ao mesmo tempo.
Como acontece?
Simples: o cérebro já sabe o que está escrito nas placas (você não lê com os olhos, mas com a imagem anterior, na mente); O cérebro já sabe qual marcha trocar (ele simplesmente pega suas experiências passadas e usa , no lugar de repetir realmente a experiência).
Ou seja, você não vivenciou aquela experiência, pelo menos para a mente. Aqueles críticos segundos de troca de marcha, leitura de placa são apagados de sua noção de passagem do tempo.
Quando você começa a repetir algo exatamente igual, a mente apaga a experiência repetida.
Conforme envelhecemos as coisas começam a se repetir - as mesmas ruas, pessoas, problemas, desafios, programas de televisão, reclamações, -.... enfim... as experiências novas (aquelas que fazem a mente parar e pensar de verdade, fazendo com que seu dia pareça ter sido longo e cheio de novidades), vão diminuindo.
Até que tanta coisa se repete que fica difícil dizer o que tivemos de novidade na semana, no ano ou, para algumas pessoas, na década.
Em outras palavras, o que faz o tempo parecer que acelera é a...
ROTINA
A rotina é essencial para a vida e otimiza muita coisa, mas a maioria das pessoas ama tanto a rotina que, ao longo da vida, seu diário acaba sendo um livro de um só capítulo, repetido todos os anos.
Felizmente há um antídoto para a aceleração do tempo: M & M (Mude e Marque).
Mude, fazendo algo diferente e marque, fazendo um ritual, uma festa ou registros com fotos.
Mude de paisagem, tire férias com a família (sugiro que você tire férias sempre e, preferencialmente, para um lugar quente, um ano, e frio no seguinte) e marque com fotos, cartões postais e cartas.
Tenha filhos (eles destroem a rotina) e sempre faça festas de aniversário para eles, e para você (marcando o evento e diferenciando o dia).
Use e abuse dos rituais para tornar momentos especiais diferentes de momentos usuais.
Faça festas de noivado, casamento, 15 anos, bodas disso ou daquilo, bota-foras, participe do aniversário de formatura de sua turma, visite parentes distantes, entre na universidade com 60 anos, troque a cor do cabelo, deixe a barba, tire a barba, compre enfeites diferentes no Natal, vá a shows, cozinhe uma receita nova, tirada de um livro novo.
Escolha roupas diferentes, não pinte a casa da mesma cor, faça diferente.
Beije diferente sua paixão e viva com ela momentos diferentes.
Vá a mercados diferentes, leia livros diferentes, busque experiências diferentes.
Seja diferente.
Se você tiver dinheiro, especialmente se já estiver aposentado, vá com seu marido, esposa ou amigos para outras cidades ou países, veja outras culturas, visite museus estranhos, deguste pratos esquisitos.. . em outras palavras... V-I-V-A. !!!
Porque se você viver intensamente as diferenças, o tempo vai parecer mais longo.
E se tiver a sorte de estar casado(a) com alguém disposto(a) a viver e buscar coisas diferentes, seu livro será muito mais longo, muito mais interessante e muito mais v-i-v-o... do que a maioria dos livros da vida que existem por aí.
Cerque-se de amigos.
Amigos com gostos diferentes, vindos de lugares diferentes, com religiões diferentes e que gostam de comidas diferentes.
Enfim, acho que você já entendeu o recado, não é?
Boa sorte em suas experiências para expandir seu tempo, com qualidade, emoção, rituais e vida.
sexta-feira, 12 de março de 2010
A VERDADEIRA MÚSICA PERNAMBUCANA
"A Banda de Pau e Corda é um dos mais inventivos grupos musicais brasileiros". (Revista: Crítica).
"Com uma simplicidade que realmente surpreende, esses rapazes conseguem dar um ar de muita intimidade nas suas apresentações, o que acaba agradando aos seus espectadores".
(Revista: Amiga - Ferreira Neto).
"Música séria, feita por gente competente". (Jornal: Última Hora de São Paulo).
"A Banda de Pau e Corda é um dos mais importantes conjuntos da Música Popular Brasileira, especificamente a nordestina, com um tratamento musical e repertórios voltados basicamente para a cultura popular e folclórica. Essas palavras da Comissão de Música do Departamento de Teatro sintetizam a realidade desse grupo". (Folha de São Paulo).
“Dois aspectos, um mais espiritual outro mais técnico, estão admiravelmente bem-colocados, e mais do que vivos, no disco de frevo da estupenda Banda de Pau e Corda...”. (Revista: Som Três - Zuza Homen de Mello).
Vivência
(Waltinho - Roberto Andrade)
Quem nasceu lá e viveu
Crescendo percebeu
O canto do ferreiro
Da casa do doutor
O velho mensageiro
Das cartas de amor
O homem, o vassourão
Limpando o chão da manhã
Sabe, crê e chora
Vive cada hora
No canto do ferreiro
Da casa do doutor
Quem nasceu lá e viveu
Crescendo percebeu
Viu descer o amor
No céu de cada tarde
Encontros nas esquinas
Corridos pra esconder
A moça e a canção
Deixando a graça para alguém
Sabe, crê e chora
Vive cada hora
No encontro nas esquinas
Nas tardes de amor
Quem nasceu lá e viveu
Crescendo percebeu
O sino da capela
Chamando pra rezar
As noites de domingo
As festas do lugar
As rodas de ciranda
E as cantigas de ninar
Sabe, crê e chora
Vive cada hora
No sino da capela
Nas festas do lugar
Sabe, crê e chora
Vive cada hora
Presente na lembrança
Ausente do lugar
Esperança
(Sergio Andrade - Waltinho)
Quem nunca viu regar uma plantação
Há rios de suor neste nosso chão
Se a chuva não caiu do lado de cá
Regar com a água do corpo e não esperar
O tempo aqui não mudou
Só o vento soprou devagar
Pra que esperar se não vem
Pra que dar se não tem
Nem pra olhar
Mas há de vir tempo bom
Aliviando esta dor
Pois quem cultiva a esperança
Rega em seu peito uma flor
Lálálaila lalaiá lalaiá lalaila lalaiá
Lálálaila lalaiá lalaiá lalaila lalaiá
Mas há de vir tempo bom
Aliviando esta dor
Pois quem cultiva a esperança
Rega em seu peito uma flor
Lálálaila lalaiá lalaiá lalaila lalaiá
Lálálaila lalaiá lalaiá lalaila lalaiá
Lálálaila lalaiá lalaiá lalaila lalaiá
Lálálaila lalaiá lalaiá lalaila lalaiá
HIPOTENSÃO ORTOSTÁTICA
Tratamento e controle da pressão baixa ou hipotensão
Os médicos geralmente podem tratar com sucesso a pressão baixa, ou hipotensão. Muitas pessoas que têm pressão baixa podem levar vida normal. Caso você tenha pressão baixa, pode tomar algumas medidas para controlar ou limitar seus sintomas, como tontura e desmaio.
Se você tem hipotensão ortostática (pressão baixa que ocorre quando a pessoa levanta depois de estar sentada ou deitada), procure levantar devagar depois de estar sentado ou deitado. Se você tem hipotensão pós-prandial (uma forma de hipotensão ortostática que ocorre depois da alimentação), procure comer pequenas refeições com poucos carboidratos.
Caso tenha hipotensão neuralmente mediada (a pressão cai depois de ficar em pé por muito tempo ou quando passa por situações aterrorizantes ou desagradáveis), procure evitar ficar de pé por longos períodos. Também, beba bastante líquidos e tente evitar situações aterrorizantes.
Tratamento e orientações para controlar a hipotensão ortostática
Há vários tratamentos para a hipotensão ortostática. Se você tem esse tipo de pressão baixa, o médico pode aconselhar alterações no estilo de vida, como:
* Beber bastante fluidos como água.
* Evitar bebidas alcoólicas.
* Levantar devagar.
* Não cruzar as pernas quando sentado.
* Comer refeições pequenas com pouco carboidrato caso tenha hipotensão pós-prandial (uma forma de hipotensão ortostática).
Converse com seu médico sobre o uso de meias de compressão. Essas meias aplicam pressão às pernas e ajudam o sangue a mover pelo corpo. Caso remédios estejam causando a pressão baixa, o médico pode ajustar a dose ou trocá-lo. Há vários medicamentos usados para tratar hipotensão ortostática.
Tratamento e orientações para controlar a hipotensão neuralmente mediada
Caso tenha hipotensão neuralmente mediada, pode precisar fazer mudanças no estilo de vida, como:
* Evitar situações e engatilham os sintomas. Por exemplo, não ficar em pé por muito tempo ou evitar situações aterrorizantes.
* Beber bastante fluidos como água.
* Elevar a ingestão de sal de acordo com a orientação de um médico.
* Aprender a reconhecer sintomas que ocorrem antes de desmaiar e tomar ação para elevar a pressão. Por exemplo, sentar e colocar a cabeça entre os joelhos pode elevar a pressão.
Caso remédios estejam causando a pressão baixa, o médico pode ajustar a dose ou trocá-los. O médico também pode receitar remédios para tratamento da hipotensão neuralmente mediada.
quinta-feira, 4 de março de 2010
A REVOLUÇÃO PERNAMBUCANA DE 1817
DATA MAGNA DE PERNAMBUCO Os ideais libertários da Revolução Pernambucana de 1817, também chamada Revolução dos Padres marcaram profundamente os ideais brasileiros de independência, nativismo e nacionalidade no Brasil. e particularmente no Nordeste. “ Revolução operada na Praça do Recife, aos seus do corrente mês de março, em que o generoso esforço dos nossos bravos patriotas exterminou daquela parte do Brasil o monstro infernal da tirania real” (Tipografia da República de Pernambuco – Segunda Vez Restaurado). Assim noticiava o Jornal dos Revolucionários. Aquela antiga revolução sob a liderança e iniciativa de Pernambuco, como a principal Província do Norte do Nordeste, atingiu as Províncias do Ceará, da Paraíba e Rio Grande do Norte, esta última ainda parte integrante de Pernambuco. Passados quase dois séculos a data transformou-se em 2006, em Data Magna do Estado de Pernambuco. Porém essa data não foi devidamente trabalhada com o povo de forma que o povo desconhece o valor dessa Revolução. Certamente de maior importância para Independência do Brasil do que a Inconfidência Mineira, inclusive com maior número de mártires, que nos dias atuais os historiadores tem descoberto outros viés no interesse de seu maior herói, o Tiradentes, ao qual a pátria reverencia pelo feriado de 21 de abril. Esquecidos na história, lembrados em algumas ruas, e raros monumentos, estão os mártires da Revolução Pernambucana de 1917, tais como Padre Miguelinho (Miguel Joaquim de Almeida Castro), fuzilado no largo do Campo da Pólvora, em Salvador, em 12/06/1817, José Martins de Sousa e José Luiz de Mendonça, presos com gargalheiras e correntes, ao modo de punição de escravos fugitivos, condenados e executados sob acusação de crime de lesa-majestade. Outros revolucionários tiveram outros fins trágicos: José Inácio Ribeiro de Abreu e Lima, conhecido como Padre Roma, (Recife, 1768 — 1817), foi executado na Bahia, o Padre João Ribeiro Pessoa de Melo Montenegro, suicidou-se no Engenho Paulista, teve seu corpo mutilado, suas mãos enviadas para Goiana, sua cabeça num poste do Recife... Domingos Teotônio Jorge, José de Barros Lima (o Leão Coroado) e José Peregrino, de apenas 18 anos, subiram no patíbulo do Recife, afora mais de uma centena de condenados. Passados quase 200 anos, esquecemos, ou nos fizeram esquecer – é bom não nos fazermos de vítima - um passado de lutas pela liberdade e hoje entregamos nossos destinos, através de votos inconscientes, comprados, vendidos... ou através da falta de cidadania, nas mãos de grupos políticos inescrupulosos, sem moral e sem ética, que usam e abusam do povo, os exploram com impostos, e roubalheiras da pátria e da coisa pública, tal qual a corte portuguesa e os idos 1817, motivos pela qual houve a Revolução Pernambucana de 1817. "O sonho durou apenas 74 dias e acabou debaixo de uma repressão violenta e muito cruel, que fez 1.600 mortos e feridos e mais de 800 degredados. Seu significado e consequências, porém, foram imensos. E pela sua importância e magnitude, é espantoso o esquecimento a que foi relegado, até mesmo em Pernambuco. Os revolucionários de 1817 não foram perseguidos apenas em vida: a sua história também foi apagada da memória popular. Conseguiram transformá-la, apenas, nas “desmaiadas lembranças” do verso de Carlos Pena Filho". Descansem em paz, heróis de 1817, mas despertem com seus espíritos imortais novos, vigor revolucionário nas mentes de nossos jovens, pois os mais velhos parecem estar perdidos! A Revolução Pernambucana de 1817 tornou-se o marco de maior expressão com o sentimento de "Não Submissão" já visto... Parabéns a maçonaria!quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Carta de Anita Leocádia Prestes ao Globo
A redação de "O Globo" Tendo em vista matéria publicada em “O Globo” de hoje (p.4), intitulada “Comissão aprovará novas indenizações” e na qualidade de filha de Luiz Carlos Prestes e Olga Benario Prestes, devo esclarecer o seguinte:
Luiz Carlos Prestes sempre se opôs à sua reintegração no Exército brasileiro, tendo duas vezes se demitido e uma vez sido expulso do mesmo. Também nunca aceitou receber qualquer indenização governamental; assim, recusou pensão que lhe fora concedida pelo então prefeito do Rio de Janeiro, Sr. Saturnino Braga.
A reintegração do meu pai ao Exército no posto de coronel e a concessão de pensão à família constitui, portanto, um desrespeito à sua vontade e à sua memória. Por essa razão, recusei a parte de sua pensão que me caberia.
Da mesma forma, não considerei justo receber a indenização de cem mil reais que me foi concedida pela Comissão de Anistia, quantia que doei publicamente ao Instituto Nacional do Câncer.
Considerando o direito, que a legislação brasileira me confere, de defesa da memória do meu pai, espero que esta carta seja publicada com o mesmo destaque da matéria referida.
Atenciosamente,
Anita Leocádia Prestes
Obs.: Não custa lembrar Rui Barbosa, há quase 100 anos: "De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto"
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
CMSB
XXXIX Assembléia Geral da CMSB: conheça a programação
Conforme anteriormente já anunciado, o mundo maçônico estará, no período de 10 a 15 de julho próximo, com as atenções voltadas para a cidade de Belém capital do estado do Pará. É que ali se realizará a XXXIX Assembléia Geral da Confederação da Maçonaria do Brasil (CMSB), com a participação de delegações das Grandes Lojas de todos os estados do Brasil e de representantes de Potências Maçônicas do exterior.
Veja-se trechos da mensagem de boas vindas emitida pelo Irmão José Nazareno Nogueira Lima, Grão-Mestre da Grande Loja anfitriã.
"Estamos extremamente orgulhosos e contentes em receber a Família Maçônica de todos os Estados Brasileiros e de vários Países do Mundo para abrilhantarem a XXXIX Assembléia Geral Ordinária da Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil – CMSB, que se realizará entre os dias 10 a 15 de julho de 2010, na cidade de Belém, promovida pela Grande Loja Maçônica do Estado do Pará.
Vem que o Pará te espera e o Grande Arquiteto do Universos te cobrirá com as luzes de sua sabedoria e nos protegerá durante a realização desse verdadeiro encontro da irmandade maçônica".
Conheça a programação geral:
10 DE JULHO – SÁBADO
19h Solenidade de Abertura – Centro de Convenções Hangar
Traje:
Maçom: Maçônico
Convidados: Passeio completo
22h Coquetel de Confraternização
Local: Hangar 1º Piso
DIA 11 DE JULHO – DOMINGO
GRÃOS-MESTRES
8h30 1ª Sessão Plenária – Sessão Preparatória
10h50 2ª Sessão Plenária.
SEMINÁRIO DOS SECRETÁRIOS DE RELAÇÕES EXTERIORES
8h30
1ª Sessão Plenária.
10h50 2ª Sessão Plenária
EVENTOS PARALELOS
Palestras
8h30 Tema: Amazônia sem desmatamentos e queimadas:
um horizonte possível?
Palestrante: Doutor Alfredo Kingo Oyama Homma –Universidade Federal de Viçosa (MG)
9h30 Tema: “Família – Apertando laços e desatando nós”
Palestrante: Dr. Alberto Almeida - Médico
10h50 Tema: Ritualística.
Palestrante: PGM.'. Washington Lucena Rodrigues – Grande Loja do Estado do Pará
DIA 12 DE JULHO – SEGUNDA-FEIRA
GRÃOS-MESTRES
8h30 3ª Sessão Plenária
10h50 4ª Sessão Plenária (Continuação)
14h 5ª Sessão Plenária
SEMINÁRIO DOS SECRETÁRIOS DE RELAÇÕES EXTERIORES
8h30 3ª Sessão Plenária.
10h50 4ª Sessão Plenária
APRESENTAÇÃO E DEBATES – TESES
8h30 Início dos Trabalhos
10h50 Continuação dos Trabalhos
EVENTOS PARALELOS
Palestras
8h30 Tema: Cidadania e Maturidade Social
Palestrante: Ir.'. Túlio Roberto Cei. – Grande Loja do Estado do Pará
9h30 Tema: Segurança Nacional da Amazônia
Palestrante: Gal. Ex. Augusto Heleno
10h50 Tema: A Ética Maçônica na Sociedade Contemporânea.
Palestrante: Ir.'. Océlio Moraes – Grande Loja do Estado do Pará
DIA 14 DE JULHO – QUARTA-FEIRA
GRÃOS-MESTRES
8h30 6ª Sessão Plenária
10h50 7ª Sessão Plenária
14h30 8ª Sessão Plenária
SEMINÁRIO DOS SECRETÁRIOS DE RELAÇÕES EXTERIORES
8h30 5ª Sessão Plenária.
10h50 6ª Sessão Plenária.
APRESENTAÇÃO E DEBATES – TESES
8h30 Inicio dos Trabalhos
10h50 Continuação dos Trabalhos
EVENTOS PARALELOS
Palestras
8h30 Tema: A Família e Sociedade
Palestrante: Dra. Célia Filocreão – (Promotora de Justiça)
9h30 Tema: Maçonaria Ontem e Hoje
Palestrante: PGM.'.-Ir.'. Alberto Godin Hermes – Grande Loja do Estado do Pará
10h50 Tema: Questões Jurídicas nas Atividades Maçônicas
Palestrante: I.'. Ademar de Souza Freitas – Juiz Federal de Mato Grosso do Sul
DIA 15 DE JULHO – QUINTA-FEIRA
GRÃOS-MESTRES
8h30 9ª Sessão Plenária
10h50 10ª Sessão Plenária
SEMINÁRIO DOS SECRETÁRIOS DE RELAÇÕES EXTERIORES
8h30 3ª Sessão Plenária.
10h50 4ª Sessão Plenária (Continuação).
APRESENTAÇÃO E DEBATES – TESES
8h30 Apreciação e votação do Relatório do Seminário dos Grandes Secretários de Relações Exteriores.
EVENTOS PARALELOS
Palestras
8h30 Tema: Reinserção da Maçonaria no Poder
Palestrante: Ir.'. Ricardo Albuquerque – Grande Loja do Estado do Pará
9h30 Tema: Inicio da Maçonaria e do Rito Escocês
Palestrante: PGM.'. Wilson Filomêno – Grande Loja de Santa Catarina
Salas dos Eventos no Centro Convenções Hangar:
1. Sessões plenárias dos Grãos-Mestres: Sala “Pará”
2. Seminários dos Secretários de Relações Exteriores: “Salão Marajó II”
3. Palestras: Auditório
4. Debates de Teses: Salão Marejó”
Programação Social
DIA 11 DE JULHO – DOMINGO
15h Encontro de damas maçônicas
Local: Estação das Docas.
19h Recepção das delegações visitantes, por Lojas da Grande Loja anfitriã.
DIA 12 DE JULHO – SEGUNDA-FEIRA
12h Reunião das Esposas dos Grãos – Mestres.
Local: Magal das Garças
20h
Peça: Ver de Ver-o-Peso
Local: Teatro da Paz
DIA 13 DE JULHO – TERÇA-FEIRA
8h30 City Tour:
-Cultural
-Histórico
-Ecológico
13h Almoço - Crurrascaria
Noite Livre – Sugestões: Estação da Docas, Casa das Onze Janelas, Mangal das Garças, Parque da Residência.
DIA 14 DE JULHO – QUARTA-FEIRA
19h Jantar típico
Local: Assembléia Paraense
Traje: Esporte Fino
DIA 15 DE JULHO – QUINTA-FEIRA
9h Tour de compras para damas maçônicas
Tarde Livre
19h
Baile de Encerramento
Local: Assembléia Paraense.
Traje: Passeio Completo
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
RESTOS DO CARNAVAL
Clarice Lispector
Não, não deste último carnaval. Mas não sei por que este me transportou para a minha infância e para as quartas-feiras de cinzas nas ruas mortas onde esvoaçavam despojos de serpentina e confete. Uma ou outra beata com um véu cobrindo a cabeça ia à igreja, atravessando a rua tão extremamente vazia que se segue ao carnaval. Até que viesse o outro ano. E quando a festa já ia se aproximando, como explicar a agitação que me tomava? Como se enfim o mundo se abrisse de botão que era em grande rosa escarlate. Como se as ruas e praças do Recife enfim explicassem para que tinham sido feitas. Como se vozes humanas enfim cantassem a capacidade de prazer que era secreta em mim. Carnaval era meu, meu.
No entanto, na realidade, eu dele pouco participava. Nunca tinha ido a um baile infantil, nunca me haviam fantasiado. Em compensação deixavam-me ficar até umas 11 horas da noite à porta do pé de escada do sobrado onde morávamos, olhando ávida os outros se divertirem. Duas coisas preciosas eu ganhava então e economizava-as com avareza para durarem os três dias: um lança-perfume e um saco de confete. Ah, está se tornando difícil escrever. Porque sinto como ficarei de coração escuro ao constatar que, mesmo me agregando tão pouco à alegria, eu era de tal modo sedenta que um quase nada já me tornava uma menina feliz.
E as máscaras? Eu tinha medo, mas era um medo vital e necessário porque vinha de encontro à minha mais profunda suspeita de que o rosto humano também fosse uma espécie de máscara. À porta do meu pé de escada, se um mascarado falava comigo, eu de súbito entrava no contato indispensável com o meu mundo interior, que não era feito só de duendes e príncipes encantados, mas de pessoas com o seu mistério. Até meu susto com os mascarados, pois, era essencial para mim.
Não me fantasiavam: no meio das preocupações com minha mãe doente, ninguém em casa tinha cabeça para carnaval de criança. Mas eu pedia a uma de minhas irmãs para enrolar aqueles meus cabelos lisos que me causavam tanto desgosto e tinha então a vaidade de possuir cabelos frisados pelo menos durante três dias por ano. Nesses três dias, ainda, minha irmã acedia ao meu sonho intenso de ser uma moça - eu mal podia esperar pela saída de uma infância vulnerável - e pintava minha boca de batom bem forte, passando também ruge nas minhas faces. Então eu me sentia bonita e feminina, eu escapava da meninice.
Mas houve um carnaval diferente dos outros. Tão milagroso que eu não conseguia acreditar que tanto me fosse dado, eu, que já aprendera a pedir pouco. É que a mãe de uma amiga minha resolvera fantasiar a filha e o nome da fantasia era no figurino Rosa. Para isso comprara folhas e folhas de papel crepom cor-de-rosa, com os quais, suponho, pretendia imitar as pétalas de uma flor. Boquiaberta, eu assistia pouco a pouco à fantasia tomando forma e se criando. Embora de pétalas o papel crepom nem de longe lembrasse, eu pensava seriamente que era uma das fantasias mais belas que jamais vira.
Foi quando aconteceu, por simples acaso, o inesperado: sobrou papel crepom, e muito. E a mãe de minha amiga - talvez atendendo a meu mudo apelo, ao meu mudo desespero de inveja, ou talvez por pura bondade, já que sobrara papel - resolveu fazer para mim também uma fantasia de rosa com o que restara de material. Naquele carnaval, pois, pela primeira vez na vida eu teria o que sempre quisera: ia ser outra que não eu mesma.
Até os preparativos já me deixavam tonta de felicidade. Nunca me sentira tão ocupada: minuciosamente, minha amiga e eu calculávamos tudo, embaixo da fantasia usaríamos combinação, pois se chovesse e a fantasia se derretesse pelo menos estaríamos de algum modo vestidas - a idéia de uma chuva que de repente nos deixasse, nos nossos pudores femininos de oito anos, de combinação na rua, morríamos previamente de vergonha - mas ah! Deus nos ajudaria! não choveria! Quando ao fato de minha fantasia só existir por causa das sobras de outra, engoli com alguma dor meu orgulho que sempre fora feroz, e aceitei humilde o que o destino me dava de esmola.
Mas por que exatamente aquele carnaval, o único de fantasia, teve que ser tão melancólico? De manhã cedo no domingo eu já estava de cabelos enrolados para que até de tarde o frisado pegasse bem. Mas os minutos não passavam, de tanta ansiedade. Enfim, enfim! Chegaram três horas da tarde: com cuidado para não rasgar o papel, eu me vesti de rosa.
Muitas coisas que me aconteceram tão piores que estas, eu já perdoei. No entanto essa não posso sequer entender agora: o jogo de dados de um destino é irracional? É impiedoso. Quando eu estava vestida de papel crepom todo armado, ainda com os cabelos enrolados e ainda sem batom e ruge - minha mãe de súbito piorou muito de saúde, um alvoroço repentino se criou em casa e mandaram-me comprar depressa um remédio na farmácia. Fui correndo vestida de rosa - mas o rosto ainda nu não tinha a máscara de moça que cobriria minha tão exposta vida infantil - fui correndo, correndo, perplexa, atônita, entre serpentinas, confetes e gritos de carnaval. A alegria dos outros me espantava.
Quando horas depois a atmosfera em casa acalmou-se, minha irmã me penteou e pintou-me. Mas alguma coisa tinha morrido em mim. E, como nas histórias que eu havia lido, sobre fadas que encantavam e desencantavam pessoas, eu fora desencantada; não era mais uma rosa, era de novo uma simples menina. Desci até a rua e ali de pé eu não era uma flor, era um palhaço pensativo de lábios encarnados. Na minha fome de sentir êxtase, às vezes começava a ficar alegre mas com remorso lembrava-me do estado grave de minha mãe e de novo eu morria.
Só horas depois é que veio a salvação. E se depressa agarrei-me a ela é porque tanto precisava me salvar. Um menino de uns 12 anos, o que para mim significava um rapaz, esse menino muito bonito parou diante de mim e, numa mistura de carinho, grossura, brincadeira e sensualidade, cobriu meus cabelos já lisos de confete: por um instante ficamos nos defrontando, sorrindo, sem falar. E eu então, mulherzinha de 8 anos, considerei pelo resto da noite que enfim alguém me havia reconhecido: eu era, sim, uma rosa.
in "Felicidade Clandestina" - Ed. Rocco - Rio de Janeiro, 1998
UMA NOVA CONSCIÊNCIA CRISTÃ
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
GERALDO VANDRÉ
ARUEIRA
Geraldo Vandré
Vim de longe
Vou mais longe
Quem tem fé vai me esperar
Escrevendo numa conta
Pra junto a gente cobrar
No dia que já vem vindo
Que esse mundo vai virar.
Noite e dia
Vem de longe
Branco e preto
A trabalhar
E o dono
Senhor de tudo
Sentado mandando dar
E a gente fazendo conta
Pro dia que vai chegar.
Marinheiro, marinheiro
Quero ver você no mar
Eu também sou marinheiro
Eu também sei governar
Madeira de dar em doido
Vai descer até quebrar
É a volta do cipó de Arueira
No lombo de quem mandou dar.
Eu procuro um amor
que ainda não encontrei
diferente de todos que amei
Nos seus olhos quero descobrir
uma razão para viver
e as feridas dessa vida
eu quero esquecer
Pode ser que eu a encontre
numa fila de cinema
numa esquina ou numa mesa de bar
Procuro um amor
que seja bom pra mim
vou procurar, eu vou até o fim
E eu vou tratá-la bem
pra que ela não tenha medo
quando começar a conhecer
os meus segredos
Eu procuro um amor
uma razão para viver
e as feridas dessa vida
eu quero esquecer
Pode ser que eu gagueje
sem saber o que falar
mas eu disfarço
e não saio sem ela de lá
Procuro um amor
que seja bom pra mim
vou procurar, eu vou até o fim!!!
Ah, se pudessemos contar as voltas que a vida dá
pra que agente possa encontrar um grande amor,
é como se pudessemos contar todas estrelas do céu,
os grãos de areia desse mar, ainda sim, pobre coração
o dos apaixonados que cruzam o deserto em busca de um oásis em flor.
Arriscando tudo por uma miragem, pois sabem que há uma
fonte oculta nas areias, bem aventurados os que dela bebem, porque para sempre serão consolados.
Somente por amor agente põe a mão no fogo da paixão e deixa se queimar, somente por amor, movemos terra e céus, rasgando sete véus, saltamos do abismo sem olhar pra trás, somente por amor a vida se refaz.
Somente por amor agente põe a mão no fogo da paixão
e deixa se queimar, somente por amor, movemos terra e céus, rasgando sete véus, saltamos do abismo sem olhar pra trás, somente por amor, e a vida se refaz e a morte não é mais pra nós.
Pra não dizer que eu não falei das flores
(Caminhando)
"Esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer"
(Geraldo Vandré)
Requiêm para Matraga(Geraldo Vandré)
Vim aqui só pra dizer
Ninguém há de me calar
Se alguém tem que morrer
Que seja pra melhorar
Tanta vida pra viver
Tanta vida a se acabar
Com tanto pra se fazer
Com tanto pra se salvar
Você que não me entendeu
Não perde por esperar
(Geraldo Vandré)
Na Terra Como no Céu
(Geraldo Vandré)
Não viemos por teu pranto
nem viemos pra chorar
Viemos ao teu encontro
e estamos no teu altar
Por seguir nosso caminho
que é também teu caminhar
na força do teu carinho
esperamos nos salvar
na terra como no céu
no sertão como no mar
nas serras ou nas planuras
esperamos nos salvar
estando sempre a altura
dos teus caminhos de dar
reparte entre nós Senhor
diante do teu altar
a comida e a riqueza
que fizemos por ganhar
não deixa a gente passar
pela fome em tua mesa
não viemos por teu pranto
nem viemos pra chorar
(Geraldo Vandré)
Fica Mal com Deus
(Geraldo Vandré)
Fica mal com Deus
Quem não sabe dar
Fica mal comigo
Quem não sabe amar (2X)
Pelos meus caminhos vou
Vou como quem vai chegar
Quem quiser comigo ir
Tem que vir do amor
Tem que ter pra dar
Fica mal com Deus
Quem não sabe dar
Fica mal comigo
Quem não sabe amar (2X)
Vida que não tem valor
Homem que não sabe dar
Deus que se descuide dele
E um jeito a gente ajeita
Dele se acabar
Fica mal com Deus
Quem não sabe dar
Fica mal comigo
Quem não sabe amar (2X)
(Geraldo Vandré)
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
CINE SANTO ANTÔNIO: NOSSO CINE PARADISE
DOUGLAS MENEZES
Acabou já há alguns anos. Duas décadas talvez, que cinema de interior e subúrbio não existe mais. Mas é parte da história do Cabo e alguns maduros de outras gerações lembram muito bem dele. A sirene convocava meia hora antes para a sessão diária. Depois a dez minutos mais um toque e um terceiro no início da exibição. Era sim que nossa única sala de espetáculo chamava o povo para o pouco lazer do Cabo, industrial, porém ainda muito provinciano.
As filas se faziam imensas, como se a cidade inteira, hipnotizada buscasse o único instrumento de sonho aqui disponível: O Cine Santo Antônio, da Rua da Matriz. O poder mágico do cinema transportava pobres e remediados, único espaço do município destinado à sétima arte. Acanhado, sem conforto. calor intenso, ventiladores que faziam mais barulho que vento. Equipamento vez em quando falhando, mas era a nossa única “válvula de escape”, nossa catarse. A identificação com os heróis de meninos, jovens e adultos. Heróis que jamais seríamos nos fastiosos dia a dia de décadas passadas. Para os meninos pouco importava a baixa qualidade da exibição ou as sofríveis atuações dos atores de filmes classe C. O que valia era a imitação, dia seguinte, daqueles “artistas” derrotando os “bandidos”: Hércules, Maciste, Sansão, Ursus, entre outros. A gritaria ensurdecedora. A empatia total, com a vitória do bem ,sempre. Televisão para poucos. Tempo românticos. Não só aventuras extravagantes, mas filmes épicos, que o lado sisudo da cidade fazia questão de assistir novamente. Os Dez Mandamentos, Ben-Hur, El-Cid, Os Reis dos Reis.
Pai levou o filho, que dormia em meio à exibição. Filho depois gostou de cinema até hoje. Soldado vendia amendoim torrado e cozinhado, pastilha, chiclete. Lá dentro, no ambiente cheio de calor, às vezes com muita gente em pé, de súbito quebrava a fita. A interrupção, os espectadores gritando: olha o roubo, olha o roubo...! Até hoje não entendo o que era roubado. Quando do retorno da exibição, cenas adiante eram mostradas, aumentando o inconformismo. Talvez fosse isso o roubo tão gritado pelos cinéfilos do Cabo.
Matinês aos domingos. Duas sessões finais de semana. Cinema em Recife só para os intelectuais e os “ricos”. Nossa sala de espetáculo era o Cine Santo Antônio. Boa ou ruim só havia ela. Tão importante que até determinava as horas:dez horas, o cinema terminou.
Foi assim por décadas. Alimentando uma fantasia. Fazendo arte sem nem se dar conta. Aceitemos ou não, foi um estimulador cultural do Cabo. Nosso Cine Paradise. Incentivou a criatividade das crianças, diminuiu o vazio, fez a gente pensar um pouco. Teve até cinema de arte, promovido por jovens idealistas, como Roberto Menezes, Murilo Lages, Wilson Nascimento.
Tudo isso na época que menino fazia seu brinquedo, inventava suas brincadeiras. A noite era mais iluminada com o Cine Santo Antônio.
Ele acabou, como todos os cinemas de rua. A rua da Matriz, movimentada durante o dia é só tristeza à noite. Morreu a alegria noturna. O cine Santo Antônio se foi, levado pra nunca mais voltar.
Douglas Menezes é professor, escritor e membro da Academia Cabense de Letras.
domingo, 7 de fevereiro de 2010
CARNAVAL HOMENAGEIA GETÚLIO CAVALCANTI
O maçom Getúlio de Souza Cavalcanti, nasceu em Camutanga, em fevereiro de 1942. Aprendeu a tocar violão aos 14 anos. Aos 15 compôs sua primeira música. Profissionalmente, começou como cantor, na TV Radio Clube. Chegou ao disco pelas mãos do maestro Nelson Ferreira, gravando Você gostou de mim, composição sua, classifica em terceiro lugar no concurso da prefeitura, em 1962 (perdeu para Capiba, e Nelson Ferreira). Embora incursione por vários gêneros musicais, é mais conhecido pelos frevos-de-bloco, vários deles se tornaram obrigatórios no repertório dos blocos-líricos. O bom Sebastião (em que homenageia o compositor Sebastião Lopes), Último regresso, Um amor a mais, são alguns dos seus frevos-de-bloco mais conhecidos.
Em sua cidade natal, cursou as primeiras quatro séries do ensino fundamental nas escolas Típica Rural e Manoel Guedes, sendo transferido, depois, para o Ginásio Timbaubense, onde permaneceu interno para poder concluir o curso ginasial. Em 1957, ele veio morar no Recife, onde cursou o ensino médio no então Colégio Padre Félix, no bairro da Boa Vista.
Ainda adolescente, Getúlio participaria de muitas serenatas e serestas sob o luar de Camutanga, que marcaram substancialmente toda a sua obra poético-musical. Ao iniciar as suas atividades laborais no Recife, o compositor ajudaria o pai em seu estabelecimento comercial e, depois, exerceria a função de encarregado de depósito no Diario de Pernambuco.
De 1962 em diante, Getúlio compôs e gravou muitas músicas de grande sucesso, a exemplo de: O bom Sebastião (frevo-de-bloco, 1975); Antônio Maria (frevo-de-bloco, 1976); Clube do limão (frevo-canção, 1977); Boi castanho (frevo-de-bloco, 1978); Sete anos de saudade (frevo-de-bloco, 1979); Recado a Capiba (frevo-canção, 1980); Último regresso (frevo-de-bloco, 1981); Cantigas de roda (frevo-de-bloco, 1982); Freviocando (frevo-canção, 1983); O frevo tá na praça (frevo-canção, 1984); Tributo a Faustino (frevo-de-bloco, 1985); Chora batutas (frevo-de-bloco, 1986); Um amor a mais (frevo-de-bloco, 1987); Agonia de um bloco (frevo-de-bloco, 1988); No pequeno olhar e Tributo a Bajado (frevos-de-bloco, 1990); Escuta boêmio e Cadê o apito (frevos-de-bloco, 1991); Sai pra lá baiano (frevo-canção, 1992); Relembrando Moysés (frevo-de-bloco, 1993); Cheirando a motel (frevo-canção, 1994); Revendo Olinda (frevo-de-bloco, 1995); Maré me leva (frevo-canção, 1995); Depois de banhistas (frevo-de-bloco, 1996); Bloco das Flores (frevo-de-bloco), Madrigal (frevo-de-bloco); Ilusão fatal (frevo-de-bloco); Urso safado (frevo-canção); Segurando o talo (samba-canção); Cinco anos de ilusões (frevo-de-bloco); Blocos da minha vida (frevo-de-bloco); Aurora dos carnavais (frevo-de-bloco); Estrela guia (frevo-de-bloco); Perseguidor (frevo-de-bloco); De volta ao Chantecler (frevo-canção); Velho coração (frevo-de-bloco), e outros.
Vencedor de vários concursos de músicas carnavalescas, as composições musicais de Getúlio foram gravadas por vários cantores e conjuntos brasileiros renomados, tais como o Coral Banhistas do Pina, o Coral Mocambo, o Maestro Zezinho e a Banda Capibaribe, a Orquestra de José Menezes e o Coral de Joab, o Conjunto Romançal, as Pastoras do Boi Castanho, o Coral Bloco da Saudade, o Coral Bloco das Ilusões, a Banda de Pau e Corda, a Turma do Pingüim, o Coral Frevança, o Coral Vitória Régia, Guedes Peixoto/orquestra e coral, Claudionor Germano, Noite Ilustrada, André Rio, Nando Cordel, Leonardo, Altemar Dutra, Antônio Nóbrega, Têca Calazans, Alessandra (sua filha), e outros. Em 1987, gravou algumas músicas pela Fundação Joaquim Nabuco, através de um LP da série “Compositores Pernambucanos”.
Ao ser entrevistado pela autora do presente trabalho, o compositor deixaria registrado que, um dos seus maiores sonhos, era o de poder vivenciar a valorização dos compositores pernambucanos, por parte das autoridades e das entidades que atuam em prol da divulgação cultural. A esse respeito, ele lembrou o incidente ocorrido durante o Baile Municipal do Recife, no carnaval de 2005, quando o prefeito da cidade contratou Elza Soares para cantar, ao invés de valorizar e trazer os compositores e intérpretes pernambucanos e/ou nordestinos, e o público presente, como forma de protesto, vaiou a famosa cantora, que não possuía qualquer relação com músicas carnavalescas.
Um dos maiores sucessos musicais de Getúlio é o frevo-de-bloco Último regresso, cuja letra é apresentada a seguir.
Falam tanto que meu bloco está
Dando adeus prá nunca mais sair
E depois que ele desfilar
Do seu povo vai se despedir
No regresso de não mais voltar
Suas pastoras vão pedir
Não deixem não
Que um bloco campeão
Guarde no peito a dor de não cantar
Um bloco a mais
É o sonho que se faz
Nos pastoris da vida singular
É lindo ver o dia amanhecer
Com violões e pastorinhas mil
Dizendo bem
Que o Recife tem
O carnaval melhor do meu Brasil.
O poeta e compositor Getúlio Cavalcanti, ao mesmo tempo em que prima pela simplicidade, possui um enorme talento, carisma e inteligência. Através da beleza e da simplicidade dos seus versos, ele vem abrilhantando sempre o carnaval, ao mesmo tempo em que deixa um legado inestimável para a cultura do País, e mais especificamente para o carnaval de Pernambuco, que representa, sem dúvida alguma, a festa mais popular de todo o Brasil.
Fontes consultadas:
BARRETO, José Ricardo Paes. Getúlio Cavalcanti: o menestrel do frevo-de-bloco. Recife: Cia. Pacífica, 2000.
______; PEREIRA, Margarida M. de Souza; GOMES, Maria J. Pereira. Dicionário dos compositores carnavalescos pernambucanos. Recife: Cia. Pacífica, 2001.
GETÚLIO Cavalcanti: 40 anos de carnaval. Recife: [s. n], [19--]. (Série nossos valores).
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
É preciso não esquecer nada
CECÍLIA MEIRELES
É preciso não esquecer nada:
nem a torneira aberta nem o fogo aceso,
nem o sorriso para os infelizes
nem a oração de cada instante.
É preciso não esquecer de ver a nova borboleta
nem o céu de sempre.
O que é preciso é esquecer o nosso rosto,
o nosso nome, o som da nossa voz, o ritmo do nosso
pulso.
O que é preciso esquecer é o dia carregado de atos,
a idéia de recompensa e de glória.
O que é preciso é ser como se já não fôssemos,
vigiados pelos próprios olhos
severos conosco, pois o resto não nos pertence.
CECÍLIA MEIRELES
Videopoema: "Retrato", poema da poetisa brasileira Cecilia Meireles, na voz de Paulo Autran - imagens: pinturas de autoria de José Ulisses
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
A NAÇÃO É A CIDADE
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
CREDO DO LIVRO A LEI DO TRIUNFO
“Creio em mim mesmo. Creio nos que trabalham comigo. Creio no chefe. Creio nos meus amigos. Creio em minha família. Creio que Deus emprestará tudo o que eu necessito para triunfar, contanto que eu me esforce para alcançá-los por meios lícitos e honestos. Creio nas orações e nunca fecharei os meus olhos para dormir sem pedir antes a divina orientação a fim de ser paciente com os outros e tolerante com os que não acreditam como eu acredito. Creio que o triunfo é o resultado do esforço inteligente e não depende de sorte, magia, de amigos duvidosos, de companheiros ou do meu chefe. Creio que tirarei da vida exatamente o que nela colocar, e, assim sendo, serei cauteloso quanto a tratar os outros, como quero que eles sejam comigo. Não caluniarei aqueles de quem não gosto. Não diminuirei o meu trabalho por ver que outros o fazem. Prestarei o melhor serviço de que for capaz, porque jurei a mim mesmo triunfar na vida e sei que o triunfo é sempre o resultado do esforço consciente e eficaz. Finalmente, perdoarei os que me ofendem, porque compreendo que algumas vezes ofendo os outros e necessito do seu perdão".
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Dona Cacilda é uma senhora de 92 anos, miúda, e tão elegante, que todo dia às 8 da manhã ela já está toda vestida, bem penteada e discretamente maquiada, apesar de sua pouca visão.
E hoje ela se mudou para uma casa de repouso: o marido, com quem ela viveu 70 anos, morreu recentemente, e não havia outra solução.
Depois de esperar pacientemente por duas horas na sala de visitas, ela ainda deu um lindo sorriso quando a atendente veio dizer que seu quarto estava pronto. Enquanto ela manobrava o andador em direção ao elevador, dei uma descrição do seu minúsculo quartinho, inclusive das cortinas floridas que enfeitavam a janela.
Ela me interrompeu com o entusiasmo de uma garotinha que acabou de ganhar um filhote de cachorrinho.
- Ah, eu adoro essas cortinas...
- Dona Cacilda, a senhora ainda nem viu seu quarto... Espera um pouco...
- Isto não tem nada a ver, ela respondeu, felicidade é algo que você decide por princípio. Se eu vou gostar ou não do meu quarto, não depende de como a mobília vai estar arrumada... Vai depender de como eu preparo minha expectativa.
E eu já decidi que vou adorar. É uma decisão que tomo todo dia quando acordo.
Sabe, eu posso passar o dia inteiro na cama, contando as dificuldades que tenho em certas partes do meu corpo que não funcionam bem...
Ou posso levantar da cama agradecendo pelas outras partes que ainda me obedecem.
- Simples assim?
- Nem tanto; isto é para quem tem autocontrole e exigiu de mim um certo 'treino' pelos anos a fora, mas é bom saber que ainda posso dirigir meus pensamentos e escolher, em consequência, os sentimentos.
Calmamente ela continuou:
- Cada dia é um presente, e enquanto meus olhos se abrirem, vou focalizar o novo dia, mas também as lembranças alegres que eu guardei para esta época da vida. A velhice é como uma conta bancária: você só retira aquilo que guardou. Então, meu conselho para você é depositar um monte de alegrias e felicidades na sua Conta de Lembranças. E, aliás, obrigada por este seu depósito no meu Banco de Lembranças. Como você vê, eu ainda continuo depositando e acredito que, por mais complexa que seja a vida, sábio é quem a simplifica.
Depois me pediu para anotar:
COMO MANTER-SE JOVEM
1. Deixe fora os números que não são essenciais. Isto inclui a idade,o peso e a altura.
Deixe que os médicos se preocupem com isso.
2. Mantenha só os amigos divertidos. Os depressivos puxam para baixo.
(Lembre-se disto se for um desses depressivos!)
3. Aprenda sempre:
Aprenda mais sobre computadores, artes, jardinagem, o que quer que seja. Não deixe que o cérebro se torne preguiçoso.
'Uma mente preguiçosa é oficina do Alemão.' E o nome do Alemão é Alzheimer!
4. Aprecie mais as pequenas coisas.
5. Ria muitas vezes, durante muito tempo e alto. Ria até lhe faltar o ar.
E se tiver um amigo que o faça rir, passe muito e muito tempo com ele ou ela!
6. Quando as lágrimas aparecerem, aguente, sofra e ultrapasse.
A única pessoa que fica conosco toda a nossa vida somos nós próprios.
VIVA enquanto estiver vivo.
7. Rodeie-se das coisas que ama:
Quer seja a família, animais, plantas, hobbies, o que quer que seja.
O seu lar é o seu refúgio.
8. Tome cuidado com a sua saúde:
Se é boa, mantenha-a.
Se é instável, melhore-a.
Se não consegue melhorá-la , procure ajuda.
9. Não faça viagens de culpa. Faça uma viagem ao centro comercial, até a um país diferente, mas NÃO para onde haja culpa
10. Diga às pessoas que ama que as ama a cada oportunidade.
"Nada vale a pena se não tocarmos o coração das pessoas."
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
FELICIDADE
Paulo Alexandre da Silva
Felicidade é nós nos olharmos com ternura
Sem nos importarmos com a amargura
Que a cidade nos traz
E depois do olhar:
Nós dois que estamos em eterno "cio"
Sentirmos o cheiro do amor
Mesmo que este - como disse o poeta:
Seja infinito enquanto durar!
E como disse o profeta:
Devemos atender o chamamento do Amor!
Dê-me as suas mãos,
Pouco importa a extensão do infinito desse amor;
E que em nossos caminhos
Existam pedras e espinhos
Ou sejam agrestes escalpados.
Porém, na profundíssima penetração
Daquilo que eu tenho que mais gostas
Naquilo que tu tens que mais gosto.
É na chegada do clímax,
Do gozo maior,
"Estrelas mudam de lugar, chegam mais perto só pra ver"...
Felicidade é isso aí e nada mais.
Março de 1986, foi editado o nº 04 do Alternativo Poético SÓ(L) DE VERSOS. Além da participação do poeta Paulo Alexandre da Silva, participaram também os poetas: Ronaldo Menezes, Rinaldo Almeida, Genilson Marcelino, Dita, Jeová de Morais, Tereza Soares, Vera Rocha, Valdir Soares, Antonino Júnior e Natanael Lima Jr.
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
POESIA PREMIADA EM 2010 – CANTO AO CEARÁ
XII Prêmio Ideal Clube de Literatura
Poesia selecionada para coletânea do XII Prêmio Ideal Clube de Literatura. Obra lançada no dia 21 de janeiro de 2010. Seu título é: CANTO AO CEARÁ.
Poesia que escrevi para minha terra natal, embora seja da opinião que todo cidadão é cidadão do mundo. As relações de cada um com o planeta é formada por ondas concêntricas, que formam um todo. Primeiro a casa em que se morou, depois o bairro, a cidade, o Estado, o País, O Continente, o Planeta... Sem nenhum excluir a importância do outro. Cada local tem a sua devida importância subjetiva e objetivamente igual importância. Tentei unir o pensamento moderno do poeta com o estilo de cordel numa lingugem clássica.
Gonçalves Dias em sua “Canção de Exílio”, através de sua terra, homenageou o Brasil. Camões, com “Os Lusíadas”, cantou todas as conquistas dos portugueses. Homero com a “Ilíada” eternizou a história do povo grego.
Depois de muitas andanças pelo Estado do Ceará e continuo peregrinando, escrevi um canto ao meu Estado natal. Inspirado, sobretudo, pela cultura e pelas paisagens. Se gostar divulgue. Se quiser e puder, comente! Que os que não forem cearenses consigam ver o Ceará pela lente da minha poesia, os que forem cearenses, caso não gostem, minhas desculpas. Boa leitura e espero agradar:
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
ANARQUISMO - A Ilusão do Sufrágio Universal
Abaixo o proselitismo... mas o anarquismo ficou na memória coletiva como bagunça, ausência de ordem. Os próprios seguidores confundiram as coisas. Muita gente não sabe que o significado real é ausência de governo. Quando vemos o quadro político brasileiro através do prisma do pensamento anarquista, temos bastante a refletir.
Vejam o que Mikhail Bakunin ( 1814 – 1876), o russo que foi um dos pilares do movimento, escreveu, lá no século XIX:
A Ilusão do Sufrágio Universal
"Assim, sob qualquer ângulo que se esteja situado para considerar esta questão, chega-se ao mesmo resultado execrável: o governo da imensa maioria das massas populares se faz por uma minoria privilegiada. Esta minoria, porém, dizem os marxistas, compor-se-á de operários. Sim, com certeza, de antigos operários, mas que, tão logo se tornem governantes ou representantes do povo, cessarão de ser operários e por-se-ão a observar o mundo proletário de cima do Estado; não mais representarão o povo, mas a si mesmos e suas pretensões de governá-lo.
Quem duvida disso não conhece a Natureza Humana”
que modernidade!!!
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
EU VI
INSTANTE MÁGICO
RÉU
TUDO BEM
COMO É GRANDE O MEU AMOR POR VOCÊ
PARA NÃO NOS ESQUECERMOS
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
OFICINA GRATUITA DE XAXADO
No Teatro Barreto Jr, dia 23 de Janeiro, sábado, a partir das 9 horas da manhã, Oficina de Xaxado, inscrições grátis no local, promovida pelo Ponto de Cultura Bacamarte: Tiro da Paz, em convênio com a Fundarpe. O Ponto de Cultura é coordenado pelo poeta e artista plástico Ivan Marinho, que também integra o grupo de Bacamarteiros do Cabo de Santo Agostinho.
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
LIBERDADE PARA SONHAR
Zilda Arns é um exemplo de liderança e determinação. Ela é fundadora e coordenadora nacional da Pastoral da Criança, e suas ações ajudam a salvar milhares de crianças todos os anos, até mesmo fora do Brasil.
Sai ano, entra ano e, na época do Dia Internacional da Mulher, comemorado no dia 8 de março, sempre vem à tona a discussão dos direitos e conquistas do sexo feminino. Por vezes, somos levados a crer que essas conquistas e discussões são recentes, mas exemplos de grandes mulheres provam o contrário. Médica pediatra e sanitarista, a doutora Zilda Arns Neumann é um deles. Sua história se confunde com a da Pastoral da Criança, uma das mais importantes e reconhecidas ONGs brasileiras, que por meio do acompanhamento de crianças e gestantes ajudou a diminuir a mortalidade infantil em todo o país. Nascida em 1934, em Santa Catarina, até hoje Zilda Arns guarda o sotaque alemão típico daquela região.
Indicada no ano passado ao Prêmio Nobel da Paz (será novamente este ano), a doutora Zilda, ou dona Zilda — como é chamada em algumas comunidades —, é uma líder nata, que inspira tranqüilidade, firmeza e doçura. Viúva, ela tem cinco filhos, oito netos e é irmã de algumas das maiores personalidades da vida religiosa brasileira: dom Paulo Evaristo Arns e dom Crisóstomo.
E foi junto com o irmão dom Paulo que, em 1982, ela teve a idéia de que a Igreja poderia ajudar a reverter a situação da mortalidade infantil no Brasil. Em pouco tempo e com o apoio da Unicef, nascia a Pastoral da Criança, no município de Florestópolis, no Paraná, onde o índice de mortalidade chegava a 127 mortes a cada mil crianças nascidas vivas. Rapidamente, a Pastoral conseguiu ótimos resultados, reduzindo a mortalidade infantil para 28 por mil após um ano de atividades. E com o apoio da Igreja Católica, foi levada a todos os 27 estados do país.
Hoje, Zilda coordena aproximadamente 155 mil voluntários, presentes em 32.743 comunidades dentro de bolsões de pobreza e miséria de 3.555 municípios brasileiros. Em 2001, a Pastoral registrou uma taxa de mortalidade infantil inferior a 13 mortes para cada mil crianças nascidas vivas. Só para se ter uma idéia da importância desse índice, a média nacional de mortalidade infantil no país é de 34,6 óbitos por mil crianças nascidas vivas, segundo o Unicef.
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