sexta-feira, 28 de setembro de 2012

MORRI E VIVI

Morri para o coitado que se contradiz
Morri para a podre política brasileira
Morri para o barco furado que está em algumas igrejas
Morri para a má educação
Morri para o Amigo Inimigo da Silva
Que ilude o Amigo Aliado do Peito
Morri, por que passei pela mudança
Vivi para a alegria dos inocentes
Vivi para a poesia incandescente
Vivi para o batuque afro-descendente
Vivi para a esperança que espera
Vivi para o pouco que acoberta
Vivi, por que aprendi com a mudança.

ROTARY CABO PROMOVE SHOW COM A BANDA CERVAC

 
O Rotary Club Cabo convida a todos para participarem das comemorações dos 50 anos do abrigo são Francisco, que acontecerá no próximo dia 04 de outubro às 16 horas.
 
Local: Abrigo São Francisco.
 
O evento contará com Show da Banda Cervac que tem sua formação com crianças e adolescentes.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

É PRECISO SABER DESLIGAR


Esqueça o trânsito caótico, a urucubaca política, o tal balancete no final do ano. Deixe de lado a cobrança interna, a dívida externa, a tão eterna dúvida. Viver é assim. Não há como negar. Para ficar ligado é preciso saber desligar. Fácil? Nem tanto. Descobrir qual é o seu tempo é tarefa nobre: exige um grande conhecimento sobre si mesmo. Portanto, esqueça o relógio. Seu tempo está dentro de você. Chega de viver com a ansiedade no colo e o celular na mão. Não deixe a agenda ocupar sem querer - o lugar do coração. Respeite sua hora. Desacelere. TURN OFF. Mais do que correr, é preciso saber parar. Não adianta viver no piloto-automático e deixar de sorrir. Nem tirar folga e levar uma enorme culpa dentro da mala. O mundo lá fora exige produtividade e imediatismo. Aqui dentro, corpo e alma pedem menos, muito menos. Como fazer, então, para conciliar tempos tão diferentes? A resposta não está em livros. Mas dentro de cada um. Quer tentar? Respire fundo. Desencane. Perca seu tempo com você! É uma responsabilidade enorme desconectar-se, eu sei. Mas vida ao vivo é pra quem tem coragem. Coragem de arriscar. Cuidado em saber a hora certa de parar. Difícil? Pode ser. É um exercício diário que exige confiança e um amor incondicional por tudo o que somos e acreditamos. Uma aceitação suave dos próprios defeitos, um rir de si mesmo, um desaprender contínuo, um aprender sem fim sobre o que queremos da vida. Não importa se tudo parecer errado e o mundo virar a cara para você. Esqueça. Se esqueça. Hora de se perdoar. RENASÇA. Eu sei pouca coisa da vida, mas uma frase eu sigo à risca: é preciso respeitar o próprio tempo. E eu respeito! Acredito no que diz o silêncio na hora em que a mente cala. E meu silêncio - que não é mudo e também escreve - dita com voz desafiante: confie em si mesma. Quebre a rigidez. Ouse. Brinque. Viva com mais leveza. E - por favor - desligue-se. Só assim você vai transformar vida em letra e letra em vida. E ter coragem e fôlego pra ser VOCÊ, no momento em que o mundo te atropelar sem licença e disser: CHEGOU A HORA!

terça-feira, 11 de setembro de 2012

É FÁCIL TROCAR AS PALAVRAS

"É fácil trocar as palavras,
Difícil é interpretar os silêncios!
É fácil caminhar lado a lado,
Difícil é saber como se encontrar!
É fácil beijar o rosto,
Difícil é chegar ao coração!
É fácil apertar as mãos,
Difícil é reter o calor!
É fácil sentir o amor,
Difícil é conter sua torrente!

Como é por dentro outra pessoa?
Quem é que o saberá sonhar?
A alma de outrem é outro universo
Com que não há comunicação possível,
Com que não há verdadeiro entendimento.

Nada sabemos da alma
Senão da nossa;
As dos outros são olhares,
São gestos, são palavras,
Com a suposição
De qualquer semelhança no fundo."                                                   


 Fernando Pessoa

domingo, 2 de setembro de 2012

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

UMA LENDA MAÇÔNICA DO TEMPO



Como em um passe de mágica, o tempo começou a se mover, tudo ao seu redor começou a girar, e o pedreiro se viu dentro de um grande vórtice, onde o tempo caminhava para trás. Logo, em seguida, percebeu que estava em sua consciência o poder que fazia mover o tempo. Foi quando de repente, o tempo parou, tudo a seu redor eram trevas, havia silêncio, apenas uma voz inaudível falava em diálogo mudo em sua consciência. A voz do silêncio era sua única companhia. Naquele momento o silêncio lhe falava de um caminho que devia seguir e, que nela faria muitas viagens.
Gira mais uma vez o tempo, agora começa a se movimentar para frente, um vórtice lento se forma, mais tudo era escuridão. De repente, uma voz poderosa rasga o silêncio em meio a escuridão, dizendo: “Faça-se a Luz”, e um novo ritmo se estabeleceu. No meio de sons de batidas a voz disse: Sic trasit  gloria  Mundi”, e a luz rompeu as trevas de sua consciência.
Em meio a um cataclisma emocional, atordoado pelo barulho e ferido pela luz, veio a surpresa.
Entre os raios de luz que ofuscavam seus olhos, reconhecia amigos e cada um lhe apontava uma aguçada espada. E a voz que habitava o oriente brandou dizendo: “Não vos assusteis. Estas espadas a vós apontadas, significam que estão prontas a vos defender, mas também zelarão pela lei, caso vos falteis para com ela”.
Nesse momento, o tempo avançava novamente e tudo ao seu redor começava a girar, e ele viaja mais uma vez no tempo e, quando o tempo parou, lá estava ele se vendo como um Aprendiz nos mistérios da Edificação. Tinha no peito um grande orgulho e, uma motivação que transparecia no seu semblante. Faceiro, orgulhoso incansável de seu ofício, com braço firme, cheio de força, desferia o malho sobre o cinzel que apontava a pedra bruta.
Ao seu lado, incansável, o seu Mestre que lhe ensinava com satisfação todos os segredos do ofício, do empunhar do cinzel ao traçar da régua. Tudo tinha que ser justo e perfeito. O Mestre era rigoroso e tinha consciência da necessidade de agir como tal, porém era brando, paciente e muito tolerante.
O Mestre ensinava seu ofício com habilidade e sabedoria, transmitindo confiança e motivação a seus aprendizes. Ensinava que do conhecimento nasce a perfeição e, desta advém o equilíbrio. Ensinava, ainda, que a pedra teria que ser bem escolhida para poder ser bem trabalhada. Suas dimensões bem definidas e suas arestas bem aparadas, pois, a beleza da construção do edifício dependia desse trabalho. Era preciso conhecer, muito bem cada detalhe, do empunhar do cinzel ao golpe do maço, pois um desvio do cinzel ou uso errado da força, a pedra semidesbastada se tornaria bruta novamente. Na execução desse trabalho, ensinava que o corpo, a mente e razão deveriam tornar-se uma só entidade. O Mestre ensinava, ainda, que a majestade e a resistência do edifício está na dependência das bases onde foi construído. Somente uma base sólida é capaz de substituir à ação do tempo.
Assim, destacava que apenas um bom pedreiro constrói com perfeição e, que só um bom Aprendiz chega a se tornar um bom Mestre, porque só ensina aquele que, bem aprende, quer e tem competência.
Era uma grande escola, ali se ensinava verdadeiramente a Maçonaria.
Por  Moacir José Outeiro Pinto

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

O RUÍDO DA MAÇANETA

Poema escrito na década de 60.
Gióia Júnior



Não há mais bela música
que o ruído da maçaneta da porta,
quando meu filho volta para casa.

Volta da rua, da vasta noite,
da madrugada de estranhas vozes,
e o ruído da maçaneta, e o gemer do trinco,
o bater da porta que, novamente, se fecha,
o tilintar inconfundível do molho de chaves,
são um doce acalanto, uma suave cantiga de ninar.

Só assim fecho os olhos,
posso, afinal, dormir e descansar.
Oh! A longa espera, a negra ausência,
as histórias de acidentes e assaltos,
que só a noite, como ninguém, sabe contar!
Oh! Os presságios e os pesadelos,
o eco dos passos nas calçadas,
a voz dos bêbados na rua,
e o longo apito do guarda, medindo a madrugada,
e os cães uivando na distância,
e o grito lancinante da ambulância!
E o coração, descompassado,
a pressentir e a martelar,
na arritmia do relógio do meu quarto,
esquadrinhando a noite e seus mistérios.

Nisso, na sala que se cala,
estala a gargalhada jovem da maçaneta
que canta a festiva cantiga do retorno.
E sua voz engole a noite imensa,
com todos os ruídos secundários.

Oh! Os símbolos do trinco
e os clarins da porta que se escancarava,
e os guizos das muitas chaves que se abraçam
e o festival dos passos que ganham a escada!

Nem as vozes da orquestra, e o tilintar de copos,
e a mansa canção da chuva no telhado,
podem, sequer, se comparar
ao som da maçaneta que sorri, quando meu filho volta.
Que ele retorne sempre, são e salvo,
marinheiro depois da tempestade, a sorrir e a cantar.
E que, na porta, a maçaneta cante
a festiva canção do seu retorno,
que soa, para mim, como suave cantiga de ninar.

Só assim, só assim, meu coração se aquieta,
posso, afinal, dormir e descansar.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

“PAI, COMEÇA O COMEÇO!”


Quando eu era criança e pegava uma tangerina para descascar, corria para meu pai e pedia: - “pai, começa o começo!”. O que eu queria era que ele fizesse o primeiro rasgo na casca, o mais difícil e resistente para as minhas pequenas mãos. Depois, sorridente, ele sempre acabava descascando toda a fruta para mim. Mas, outras vezes, eu mesmo tirava o restante da casca a partir daquele primeiro rasgo providencial que ele havia feito.

Meu pai faleceu há muito tempo (e há anos, muitos, aliás) não sou mais criança. Mesmo assim, sinto grande desejo de tê-lo ainda ao meu lado para, pelo menos, “começar o começo” de tantas cascas duras que encontro pelo caminho. Hoje, minhas “tangerinas” são outras.

Preciso “descascar” as dificuldades do trabalho, os obstáculos dos relacionamentos com amigos, os problemas no núcleo familiar, o esforço diário que é a construção do casamento, os retoques e pinceladas de sabedoria na imensa arte de viabilizar filhos realizados e felizes, ou então, o enfrentamento sempre tão difícil de doenças, perdas, traumas, separações, mortes, dificuldades financeiras e, até mesmo, as dúvidas e conflitos que nos afligem diante de decisões e desafios.

Em certas ocasiões, minhas tangerinas transformam-se em enormes abacaxis... Lembro-me, então, que a segurança de ser atendido pelo papai quando lhe pedia para “começar o começo” era o que me dava a certeza que conseguiria chegar até ao último pedacinho da casca e saborear a fruta.

O carinho e a atenção que eu recebia do meu pai me levaram a pedir ajuda a Deus, meu Pai do Céu, que nunca morre e sempre está ao meu lado. Meu pai terreno me ensinou que Deus, o Pai do Céu, é eterno e que Seu amor é a garantia das nossas vitórias.

Quando a vida parecer muito grossa e difícil, como a casca de uma tangerina para as mãos frágeis de uma criança, lembre-se de pedir a Deus: “Pai, começa o começo!”. Ele não só “começará o começo”, mas resolverá toda a situação para você.

Não sei que tipo de dificuldade eu e você estamos enfrentando ou encontraremos pela frente neste ano. Sei apenas que vou me garantir no Amor Eterno de Deus para pedir, sempre que for preciso: “Pai, começa o começo!”. (Autor desconhecido)

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

FICCIONAIS - Escritores revelam o ato de forjar seus mundos

A FELICIDADE É UMA VIAGEM, NÃO UM DESTINO

Por muito tempo, eu pensei que a minha vida fosse se tornar uma vida de verdade.     
Mas sempre havia um obstáculo no caminho, algo a ser ultrapassado antes de começar a viver, um trabalho não terminado, uma conta a ser paga. aí sim, a vida de verdade começaria.

Por fim, cheguei à conclusão de que esses obstáculos eram a minha vida de verdade.         
Essa perspectiva tem me ajudado a ver que não existe um caminho para a felicidade.         
A felicidade é o caminho! Assim, aproveite todos os momentos que você tem.         
E aproveite-os mais se você tem alguém especial para compartilhar, especial o suficiente para passar seu tempo; e lembre-se que o tempo não espera ninguém.         
Portanto, pare de esperar até que você termine a faculdade; até que você volte para a faculdade; até que você perca 5 kg; até que você ganhe 5 kg; até que seus filhos tenham saído de casa; até que você se case; até que você se divorcie; até sexta à noite até segunda de manhã; até que você tenha comprado um carro ou uma casa nova; até que seu carro ou sua casa tenham sido pagos; até o próximo verão, outono, inverno; até que você esteja aposentado; até que a sua música toque; até que você tenha terminado seu drink; até que você esteja sóbrio de novo; até que você morra; e decida que não há hora melhor para ser feliz do que agora mesmo...  
Lembre-se: felicidade é uma viagem, não um destino.

Atribuido a Henfil - Henrique de Souza Filho (5 de fevereiro de 1944, Ribeirão das Neves, Minas Gerais - 4 de janeiro de 1988, Rio de Janeiro) foi um cartunista, jornalista e escritor brasileiro.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

terça-feira, 24 de julho de 2012

CONVITE PARA POSSE NA ACL

segunda-feira, 23 de julho de 2012

O CÉTICO E O LÚCIDO...


No ventre de uma mulher grávida estavam dois bebês.         
O primeiro pergunta ao outro:       
- Você acredita na vida após o nascimento?        
 - Certamente. Algo tem de haver após o nascimento. Talvez estejamos aqui         principalmente porque nós precisamos no preparar para o que seremos mais tarde.        
 - Bobagem, não há vida após o nascimento. Como verdadeiramente seria essa vida?
- Eu não sei exatamente, mas certamente haverá mais luz do que aqui.
Talvez caminhemos com nossos próprios pés e comeremos com a boca.
 - Isso é um absurdo! Caminhar é impossível. E comer com a boca? É totalmente ridículo! O cordão umbilical nos alimenta. Eu digo somente uma coisa: A vida após o nascimento está excluída - o cordão umbilical é muito curto.     
 - Na verdade, certamente há algo. Talvez seja apenas um pouco diferente do que estamos habituados a ter aqui.      
 - Mas ninguém nunca voltou de lá, depois do nascimento. O parto apenas encerra a vida. E, afinal de contas, a vida é nada mais do que a angústia prolongada na escuridão.      
- Bem, eu não sei exatamente como será depois do nascimento, mas com    certeza veremos a mamãe e ela cuidará de nós.
 - Mamãe? Você acredita na mamãe? E onde ela supostamente está?
- Onde? Em tudo à nossa volta! Nela e através dela nós vivemos. Sem ela tudo isso não existiria.       
 - Eu não acredito! Eu nunca vi nenhuma mamãe, por isso é claro que não  existe nenhuma. 
 - Bem, mas, às vezes, quando estamos em silêncio, você pode ouvi-la cantando ou sente como ela afaga nosso mundo. Saiba, eu penso que só então a vida real nos espera e agora apenas estamos nos preparando para  ela... 


PENSE NISSO.....      
 A pessoa que escreveu este texto foi muito iluminada.
Eu nunca havia pensado dessa maneira. Adorei a forma utilizada para esclarecer uma dúvida que atormenta a maioria da humanidade.
 Como achar que não exista vida após o nascimento??? Esta questão é a mesma de não acreditar em vida após a morte!!!
 Tudo depende de um ponto de referência. Usar o óbvio para explicar o duvidoso.   

*Aliás... "O que é a vida e o que é a morte?" *

 Mario José Amadigi

ACADEMIA CABENSE DE LETRAS DARÁ POSSE A QUATRO NOVOS MEMBROS NA CÂMARA MUNICIPAL

Por Tereza Soares     
Especial para o Jornal da Calheta
A Academia Cabense de Letras (ACL) dará posse no próximo dia 27 de julho, aos quatro novos membros indicados pelos atuais 15 integrantes da entidade. A solenidade acontecerá na Câmara Municipal do Cabo de Santo Agostinho, a partir das 19h, com apresentação cultural e entrega oficial dos diplomas.

Os novos acadêmicos são o compositor e músico, Domingos Sávio; o poeta e advogado Paulo Alexandre Caminha; o poeta e professor Carlos Silvino e também professor e poeta, Eugênio Paceli. Os novos membros ocuparão as cadeiras, da 16 a 19, ficando a critério deles a escolha de seus patronos. Entre os nomes para patronos indicados pela ACL estão Maestro Miro de Oliveira, John Philip, Júlio Pires, Naziazeno Noya, Manezinho Araújo e Agrício Braz.

Na visão do presidente da entidade, Nelino Azevedo, um dos papéis da ACL é contribuir para a preservação da memória literária e artística da cidade. Segundo ele, “isso implica não só em pensar nos autores do passado, mas também no reconhecimento dos valores atuais que estão recriando a história e a própria cidade”.

Nelino Azevedo lembra que nesses anos de atuação, a entidade deu passos importantes pela valorização literária, a exemplo da realização do Projeto Sexta de Letras, participação da VII Bienal do Livro, lançamento do fanzine literário ‘Café com Letras’, além de ter conseguido uma sede para funcionamento, que está em reforma.

A ACL é formada por poetas, médicos, jornalistas, pedagogos e teatrólogos com cerca de 20 anos de atuação e contribuições na formação do pensamento, ideário cultural e educacional do Cabo de Santo Agostinho. A entidade foi fundada no dia 7 de maio de 2009 e tem como patrona a poetisa cabense Celina de Holanda. Os atuais 15 membros efetivos são: Antonino Oliveira Júnior, Ivan Marinho, Douglas Menezes, Jairo Lima, Frederico Menezes, João Sávio Saraiva, Erivaldo Alves, Natanael de Lima Júnior, Tereza Soares, Vera Rocha, Mário Hélio, Luiz Navarro, Milton Lins, José Ambrósio e Nelino Azevedo, presidente reeleito.

Tereza Soares   é da Academia Cabense de letras

quarta-feira, 11 de julho de 2012

QUEM DOBROU SEU PARAQUEDAS?


Charles Plumb era piloto de um bombardeiro na guerra do Vietnã. Depois de muitas missões de combate, seu avião foi derrubado por um míssil. Plumb saltou de paraquedas, foi capturado e passou seis anos numa prisão norte vietnamita”.

Ao retornar aos Estados Unidos, passou a dar palestras relatando sua odisseia e o que aprendera na prisão.

Certo dia, num restaurante, foi saudado por um homem:
“Olá, você é Charles Plumb, era piloto no Vietnã e foi derrubado, não é mesmo?”
“Sim, como sabe? Perguntou Plumb”.
“Era eu quem dobrava o seu paraquedas. Parece que funcionou bem, não é verdade?”
Plumb quase se afogou de surpresa e com muita gratidão respondeu:
“Claro que funcionou, caso contrário eu não estaria aqui hoje”.

Ao ficar sozinho naquela noite, Plumb não conseguia dormir, pensando e perguntando-se: Quantas vezes vi esse homem no porta-aviões e nunca lhe disse Bom Dia?
“Eu era um piloto arrogante e ele um simples marinheiro”. Pensou também nas horas que o marinheiro passou humildemente no barco enrolando os fios de seda de vários paraquedas, tendo em suas mãos a vida de alguém que não conhecia.

Agora, Plumb inicia suas palestras perguntando à sua plateia:
“Quem dobrou teu paraquedas hoje?”. Todos nós temos alguém cujo trabalho é importante para que possamos seguir adiante. Precisamos de muitos paraquedas durante o dia: um físico, um emocional, um mental e até um espiritual.

Às vezes, nos desafios que a vida nos apresenta diariamente, perdemos de vista o que é verdadeiramente importante e as pessoas que nos salvam no momento oportuno sem que lhes tenhamos pedido. Deixamos de saudar, de agradecer, de felicitar alguém, ou ainda simplesmente de dizer algo amável.

Hoje, esta semana, este ano, cada dia, procura dar-te conta de quem prepara teu paraquedas, e agradece-lhe. Ainda que não tenhas nada de importante a dizer, envia esta mensagem a quem fez isto alguma vez. E manda-a também aos que não o fizeram.

As pessoas ao teu redor notarão esse gesto, e te retribuirão preparando teu paraquedas com esse mesmo afeto. Todos nós precisamos uns dos outros, por isso, mostra-lhes tua gratidão. Às vezes as coisas mais importantes da vida dependem apenas de ações simples.
Só um telefonema, um sorriso, um agradecimento, um Gosto de Você, um “Eu Te Amo.”.
                                   (Desconheço o autor)

sexta-feira, 6 de julho de 2012

PENSAMENTOS DE ROBERTO CAMPOS

A brutalidade confiscatória do fisco é um fator sério de retardamento econômico. É francamente de causar indignação ver nédios representantes da burocracia oficial declamando que pagar impostos é 'cidadania'. Cidadania é exatamente o contrário: é controlar os gastos do governo.
Foi precisamente o capitalismo 'selvagem' dos americanos, que fala mais em individualismo que em solidariedade, mais em competição que em compaixão, que se provou o mais 'includente', criando empregos não só para os nativos, mas para milhões de 'excluídos' de outros continentes.
O que certamente nunca houve no Brasil foi um choque liberal. O liberalismo econômico assim como o capitalismo não fracassaram na América Latina. Apenas não deram o ar de sua graça.
Apesar de intransigentemente privatista, advogaria a estatização da pena de morte, que é hoje indústria rentável em Alagoas e na Baixada Fluminense.
O imposto de renda convencional (progressivo em função da renda produzida) é uma safadeza socialista. Pune os cidadãos e empresas mais eficientes e produtivas em função de seu sucesso no mercado. Induz contribuintes a inventar meios de minimizar o confisco, gastando energia na busca de paraísos fiscais ou artimanhas de sonegação.
O Brasil está tão distante do liberalismo - novo ou velho - como o planeta Terra da constelação da Ursa Maior!

terça-feira, 3 de julho de 2012

quarta-feira, 27 de junho de 2012

ASSIM ORAVA GANDHI


“Senhor…

Ajuda-me a dizer a verdade diante dos fortes
e a não dizer mentiras para ganhar o aplauso dos fracos.
Se me dás fortuna, não me tires a razão.
Se me dás o sucesso, não me tires a humildade.
Se me dás humildade, não me tires a dignidade.
Ajuda-me a enxergar o outro lado da moeda.
Não me deixes acusar o outro por traição aos demais,
apenas por não pensar igual a mim.
Ensina-me a amar aos outros como a mim mesmo.
Não deixes que me torne orgulhoso se triunfo,
nem cair em desespero se fracasso.
Mas recorda-me que o fracasso
é a experiência que precede ao triunfo.
Ensina-me que perdoar é um sinal de grandeza
e que a vingança é um sinal de baixeza.
Se não me deres o êxito, dá-me forças para aprender com o fracasso.
Se eu ofender as pessoas, dá-me a coragem para desculpar-me,
e se as pessoas me ofenderem, dá-me a grandeza de perdoá-las.
Senhor , se eu me esquecer de ti , nunca te esqueças de mim”.

Mahatma Gandhi

sexta-feira, 22 de junho de 2012

OLHA PRO CÉU MINHA GENTE, VÊ QUE LUA MAIS LINDA !


  DOUGLAS MENEZES em junho 22 de 2012

   Eu invento frases de efeito que aprendi com os mestres. Eu douro as palavras de modo artificial porque os bancos e os livros me ensinaram. Digo coisas, às vezes bonitas, legítimas até, mas apropriadas por um conhecimento adquirido. Ele, não: disse o que eu sempre quis dizer e não soube como. Ele, natural; ele, voz do povo; ele  enquadrado naquilo que outro poeta falou: “ se a gente sofre, ele sente”. Aridez da vida transformada em ternura. Na poesia, a terra seca chega a parecer molhada, mesmo expressando a dor maior da sobrevivência.
   Vi de perto um dia, muito tempo faz, jovenzinho ainda. Ele junto, atencioso. Ele respondendo as perguntas, paciência de Jó
Quando soube que não éramos jornalistas, brincou, fingindo severidade: “vocês são uns nojentos” e depois riu aquele riso sertanejo, forma carinhosa de falar que estava só brincando. Depois, a missa, os vaqueiros perfilados, a fé maior,o canto inconfundível ecoando na imensidão do mundo do interior. Contrita aquela gente, ouvindo a voz que ela conhecia tão bem, famosa e, ao mesmo tempo de uma simplicidade comovente. Deus ali, também refletindo por que tanto padecimento, já que aquele povo acreditava tanto Nele. A missa nordestina com charque e rapadura, e a música dele, misturada a toda a paisagem dessa Palestina brasileira.
   Na poética, a sensibilidade nata, as personificações nunca esquecidas, de emoção à flor da pele? “ Quando vivim cantou / Corri pra ver você / Atrás da serra o sol tava pra  se  esconder / Quando você partiu / Eu não esqueço mais / Meu coração amor/ Partiu atrás”. Ou o jogo de palavras do ABC DO SERTÃO, com a defesa da língua sertaneja, do sotaque que faz a diferença e reafirma a personalidade própria. Aliás, décadas vivendo no sul e nunca mudou o modo de falar, criticando aqueles que macaqueavam, que perdiam a identidade, imitando o sulismo, mesmo com pouco tempo naquela região.
   Toda uma vida dedicada a analisar musicalmente a sociologia de um povo. O amor, a natureza, as cidades, as serras, as paisagens diversas, as festas, os personagens, as injustiças sociais, a dignidade do nordestino sempre ultrajada até hoje. Conseguiu, como poucos, unir forma e conteúdo. Sem conhecimento histórico, expressou na obra, na melodia,  a origem Ibérica e do Oriente Médio da música nordestina.
   Telúrico em toda a trajetória. Chão de terra batida, cheiro e mato seco, uma voz de quintal ouvida em todo canto: “ vem ver quanta fogueira / No terreiro embandeirado,/Foguetes e balões/ Sob o céu todo estrelado / Namoro à moda antiga / Com suspiro ao luar /Vem ver coisa bonita / São João no arraiá”.
  Sim, faço frases que a escola ensinou a fazer. Ele ganhou a elite pensante com o pulsar de uma poesia vindo do coração e do músculo sensíveis, no entanto.  Passou por todos os temas possíveis. Gente de peso da arte nossa rende-lhe até hoje homenagens. Cem anos que vão ser centenas, com certeza. Pois arte maior não morre nunca. Discípulos estão aí, bons ou maus, perpetuando seu legado. Os pés-de-bode continuarão animando as festas da cabroeira que tanto ele amava. Agora, também o ano inteiro.
    Pois é, o casal olha no céu deste junho a lua redonda, que insiste em ficar entre as estrelas. Lua gorda, morena escura. Ele olha de cima, risonho, feliz, vendo ainda algumas fogueiras brilhando lá embaixo na terra. Lua feliz olhando, com alegria de menino, ouvindo o som que ele deixou. E mais ainda, a confirmação de que, mesmo com a tirania do tempo, implacável com o destino humano, o seu povo não o esquecerá jamais.

Douglas Menezes é professor e membro da Academia Cabense de Letras

segunda-feira, 18 de junho de 2012

CHARLES CHAPLIN

"A única coisa tão inevitável quanto a morte é a vida."

"A beleza é a única coisa preciosa na vida. É difícil encontrá-la - mas quem consegue descobre tudo."

"A vida é maravilhosa se não se tem medo dela."

"Se matamos uma pessoa somos assassinos. Se matamos milhões de homens, celebram-nos como heróis."

"O amor perfeito é a mais bela das frustrações, pois está acima do que se pode exprimir."

"Que os vossos esforços desafiem as impossibilidades, lembrai-vos de que as grandes coisas do homem foram conquistadas do que parecia impossível."

"Nada é permanente nesse mundo cruel. Nem mesmo os nossos problemas."

"Se o que você esta fazendo for engraçado, não há necessidade de ser engraçado para fazê-lo."

"A vida é uma tragédia quando vista de perto, mas uma comédia quando vista de longe."

"Nosso cérebro é o melhor brinquedo já criado, nele se encontra todos os segredos; inclusive o da felicidade."

Charles Chaplin

segunda-feira, 11 de junho de 2012

LUIS DE CAMÕES - "ALMA MINHA GENTIL, QUE TE PARTISTE"


Alma minha gentil, que te partiste
Tão cedo desta vida, descontente,
Repousa lá no Céu eternamente,
E viva eu cá na terra sempre triste.

Se lá no assento etéreo, onde subiste,
Memória desta sida se consente,
Não te esqueças daquele amor ardente
Que já nos olhos meus tão puro viste.

E se vires que pode merecer-te
Alguma cousa a dor que me ficou
Da mágoa, sem remédio, de perder-te,

Roga a Deus, que teus anos encurtou,
Que tão cedo de cá me leve a ver-te,
Quão cedo de meus olhos te levou

Luís Vaz de Camões que faleceu em 10 de junho 1580 é comemorado como o “Dia de Portugal”, uma justa homenagem feita ao poeta que através da sua obra sempre evidenciou o amor a sua pátria. Questiona-se o conflito entre a lírica e a épica onde aos olhos românticos de vários autores, o lirismo se sobressai. O soneto em tela representa um dos momentos sublimes de inspiração do poeta. Ocorreu provavelmente na sua viagem de Macau para Índia, mais especificamente para Goa, onde Camões responderia contra eventuais insinuações, quando da sua estada na China onde exercia um cargo de confiança, Provedor Mor dos Defuntos e Ausentes. Nessa sua viagem de regresso a caravela naufragou nas proximidades do atual Vietnam na foz do rio Mekong e nesse naufrágio teria morrido Dinamene, a escrava chinesa que vivia com Camões em Macau. Conta a lenda que Camões salvou os manuscritos dos Lusíadas e que não teria salvo a amada, por puro patriotismo. Fontes de novos estudos evidenciaram que Camões não teria como salvar Dinamene, pois segundo relatos e documentos, o poeta sobreviveu graças aos próprios manuscritos, os quais estavam acondicionados em bolsas de couro, vindo a servir como boia naquele momento crucial.

No soneto Alma minha gentil, que te partiste, inspirado em Petrarca, Camões vai ao extremismo platônico e transpõe as barreiras dos mistérios da vida na demonstração do verdadeiro amor, onde ele pede a interferência dela junto ao próprio Criador no sentido de que apresse a sua própria morte. O homem, embora queira sempre atingir o ideal e a perfeição, depara-se com a terrível restrição imposta pela própria condição humana. O poeta chega à conclusão de que não existe o absoluto ou o eterno, restando a ele divagar sobre o real e o ideal, o eterno e o transitório, a morte e a vida, o pessoal e o universal.

Segundo Helder Macedo professor de Estudos Camonianos, "Camões foi o Melhor dos Portugueses”.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

O MAÇOM

A. Olser Lins

A flamejante estrela refulgente,
Luz brilhante que as trevas espadana,
Renova e torna a mente soberana,
Do erro e fanatismo, independente.

O nível, prumo e malho diligentes,
Elevam a moral da Raça Humana,
O píncaro atingindo do Nirvana,
Suprema e feliz glória onipotente.

Nova força de Deus procederá,
Num consenso de paz, fraternidade,
E novo homem, então, renascerá.

Todo irmão livre e sábio, aqui terá,
Um mundo mais feliz com amizade,
E o amor, do coração, transbordará.